Onde encontrar um homem bom

Onde posso encontrar um homem bom? 17/10/2016. Todas as mulheres merecem um homem que tenha em mente só uma coisa: cumprir a vontade de Deus. Portanto, espere por um rapaz cuja intenção seja de te amar puramente e levá-la a Deus. Não se deixe contentar com menos. Talvez você esteja pensando: “Certo, mas onde vou encontrar um homem como ... Dicas para encontrar homens para relacionamento sério. Esteja atenta ao público do lugar. Evitar certos ambientes onde provavelmente as pessoas mais conservadoras não costumam ir pode ser uma boa estratégia. É bom evitar locais frequentados pela garotada, numa balada, por exemplo, será bem mais difícil encontrar um homem que queira encarar um relacionamento sério, pois balada ... Onde posso encontrar um homem bom? Todas as mulheres merecem um homem que tenha uma coisa em mente: fazer a vontade de Deus. Portanto, espere por um homem cuja intenção seja a de te amar castamente e te levar a Deus. Como Encontrar um Marido. Como muitas mulheres solteiras sabem, encontrar um marido pode ser difícil. Você pode, porém, aumentar suas chances de atingir a felicidade conjugal procurando o tipo certo de homem da maneira e no lugar corretos.... Às vezes o melhor lugar para encontrar um bom moço pode ser bem debaixo do seu nariz. Aqui vão 10 sugestões inteligentes de lugares lotados de homens. A Gabriela costumava acreditar que encontrar e conhecer um homem era tão fácil quanto a tabuada do um. Depois que ela e o namorado de seis anos terminaram, […] Não tem um lugar especifico pra achar homens assim, de uma certa forma eu acho um pouco difícil achar homens que são recantado e do lar. Eu creio que pra achar um homem desse estilo, eu acho que você não deve colocar a beleza em primeiro lugar quando for procurar um... Homem Bom is a Veterano at GameMods. Pesquisar apenas por título; Posts de Membros: Separe os nomes com vírgulas.

Descriptografando a Carta Rosa

2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.24 05:05 DrackNael Capítulo 6 Traição no palácio

Traição no palácio

Quando Ulter Pendragon foi morto na batalha das planicies cinzentas, Camelot se viu em uma situação dificil, pois seu Rei havia morrido e o herdeiro recém havia nascido e não poderia governar até a maior idade, aos 16 anos, então só restou a Nero irmão mais novo de Ulter e também Lord de Praven, ficar como regente do reino até Artur assumir o trono, então com o reino sobre seu comando Nero decidiu dividir Camelot em duas, transformando Praven na capital de Camelot do leste, um ato que fora justificado para que pudesse governar melhor o reino da sua capital, e a cidade de Camelot pudesse governar melhor as terras do oeste, que ficaram então responsáveis por Merlin o tutor de Artur.
Mas agora que Artur havia feito 16 anos, Nero havia o convidado para se dirigir a Praven onde ia dar um banquete em comemoração ao futuro rei antes da sua coroação em Camelot no mês que vem, então Artur preparou uma comitiva real e se dirigiu a praven no litoral leste das terras de Camelot, uma viagem de 7 dias. A viagem ocorrerá bem todo o caminho e a comitiva chegou em segurança em Praven. Onde Nero os estava aguardando, com os preparativos do banquete sendo feitos.
Depois de todos instalados em seus aposentos, Artur é convidado por Nero a ir ao seu encontro em seu escritório.
-Então como está o futuro rei do mundo? -, Diz Nero abrindo os braços para dar um abraço no rapaz enquanto sai detrás da sua mesa.
-Estou bem tio, mas acho que rei do mundo é um pouco de exagero, não? -, diz o jovem terminando de abraçar seu tio, e se dirigindo para sentar em uma das cadeiras na frente da mesa.
-Exagero? Claro que não você sera o homem mais poderoso do mundo, todos irão temer você, quem sabe pode até mesmo guiar uma campanha contra os bárbaros do norte e usá-los de exemplo! -, diz o homem enquanto se dirigi para se servir uma bebida em uma mesinha junto da parede.
-Não quero governar pelo medo tio, já havíamos conversado sobre isso antes, quando pediu minhas tropas para guerras no norte, quero meu povo feliz e vivo! -, diz o príncipe.
-O mundo não é um grande arco-iris Artur um dia você vera isso, só espero que não seja tarde demais dai! -, diz o homem enquanto se ajeita na cadeira.
-Eu sei, o senhor já me disse isso antes, não sou ingênuo, e não estou sozinho, tenho grandes pessoas do meu lado! -, diz o jovem, não gostando do assunto da conversa.
-Assim espero meu sobrinho! -, diz o homem enquanto da um grande gole em sua bebida.
-Bom irei pros meus aposentos descansar, sabe quando os preparativos do banquete estarão prontos? -, pergunta o rapaz enquanto se levanta para se retirar.
-Não sei ao certo, um dia a mais outro a menos, quando estiver lhe aviso não se preocupe! -, diz o homem enquanto se levanta para se servir novamente.
Já em seus aposentos, Artur recebe a visita de Merlin.
-E então, tudo bem jovem príncipe? -, pergunta o mago.
-Sim! -, diz o jovem meio pensativo.
-O que o preocupa? -, pergunta o homem que havia reparado no olhar pensativo do rapaz.
-Porquê meu tio fez a gente viajar até aqui para um simples banquete? Sendo que eu ainda nem fui coroado, e era mais fácil ele ir até Camelot e ficar por lá, do que eu ter que vim até aqui, ter que voltar e depois ele ter que ir para lá para a minha coroação! -, diz o jovem meio inquieto.
-Hum, fazia tempo que vocês não se viam, quem sabe ele queria se aproximar de você antes de se tornar rei -, diz o mago começando a ficar pensativo também, pois conhecia Nero melhor que Artur, era um homem suspeito sempre foi, na batalha que resultou na morte de Ulter, Nero e seus homens eram para ser os reforços do rei na batalha, mas nunca chegaram la o que resultou da ida pessoalmente do rei no campo de batalha, que resultou a sua morte, Nero disse que a carta com os pedidos de reforços nunca chegou nele, mas ela havia sido enviada pelo próprio merlin e selada com a mais poderosa das magias e o mensageiro era o melhor cavaleiro do reino que nunca fui encontrado depois disso. Mas não era um assunto pra preocupar o futuro rei, afinal ele não tinha provas, e nem sabia exatamente do que acusar Nero.
-É talvez possa ser isso, da última vez que nos vimos foi quando eu tinha 9 anos e vocês foram pedir minha autorização para invadir as terras do norte, algo que eu recusei na ocasião por conselho seu Merlin, e algo que meu tio voltou a me pedir hoje a tarde! -, diz o jovem enquanto se deitava na cama para pensar e descansar um pouco.
-Eu sei alteza e fico grato por ter me ouvido na ocasião, Camelot não tem nada a ganhar invadindo o norte, nossas fronteiras são bem defendidas por Borus, Tristão e Percival, não ha motivos para uma invasão! -, diz o mago.
-É eu sei, mas por algum motivo meu tio insiste em querer varrer aquela gente do mundo, vai saber o motivo! -, diz o jovem se virando para o lado.
-Deixarei o senhor descansar agora alteza, com licença! -, diz o mago saindo do quarto.
Do lado de fora da porta do quarto do príncipe está parado em guarda um homem alto, forte, de cabelos longos, que se perdem boa parte em baixo do seu elmo prateado, segurando uma lança em uma das mãos.
-Se alguém vier ver o príncipe me avise por favor Lancelot, tenho que dar uma volta -, diz o mago para o homem.
-Sim senhor, posso saber aonde vai? -, pergunta o homem mantendo a postura.
-Irei ver se acho algum segredo nessa linda cidade -, diz ele se afastando.
Mas as palavras de Artur haviam colocado um pouco de dúvida na cabeça do mago, afinal estava certo não havia motivo pra eles terem viajado até ali para um simples banquete, sendo que no mês que vem Artur seria coroado e haveria um grande festival na capital. Então o mago foi para o seu quarto, onde começou a conjurar magias, primeiro começou colocando barreiras de proteção em seus mais valiosos aliados, o príncipe, ele mesmo e os 3 cavaleiros reais que os acompanhavam, Merlin era um mago poderoso podia conjurar poderosas magias a distância, as de proteção apenas bastava estar a uma distância razoável e se concentrar em quem gostaria de lança-las, ainda bem que todos os quartos dos membros do grupo eram um do lado do outro, então começou a concentrar sua energia através do castelo, procurando focos mágicos, quando percebeu que havia uma poderosa barreira em volta do palácio, mas era normal ja que abrigava um rei e um regente, más ainda assim era uma mágia bem poderosa, e ele não sabia de magos tão fortes assim na corte de Nero, foi quando ele viu um foco de energia poderoso no subsolo do palácio, protegido por uma barreira de ocultação, provavelmente seriam cristais de energia, somente eles poderiam ter um foco tão grande assim de energia sem estar ativo, cristais de energia eram poderosos, ele eram carregados com a energia de uma ou várias pessoas até um limite, e poderiam ser usados para criar enormes explosões quando estressados, que poderia ser facilmente ativado por alguém que estivesse focado neles. Era algo suspeito sem dúvidas, mas Merlin não podia fazer nada a não ser esperar para ver.
Dois dias depois Artur e seu pessoal recebem a notícia de que os preparativos do banquete estavam prontos e que o banquete seria realizado essa noite.
-Já estava na hora -, diz Artur se dirigindo a Merlin que estava com ele em seu quarto.
-Me pergunto porquê os preparativos de um banquete demorarem tanto, sendo que chegamos a 2 dias e nenhum outro convidado chegou depois, achei que Nero estivesses esperando mais pessoas! -, diz Merlin pensativo.
-Vai saber, meu tio é assim! -, diz o jovem não dando muita bola para as dúvidas de Merlin.
Naquela noite o jovem e seus quatro acompanhantes se dirigiram para o salão principal onde seria o banquete, duas mesas grandes e compridas foram colocadas uma em cada lado da sala, com um grande espaço no meio das duas, aparentemente parecia que haveria algum tipo de apresentação. Artur e seus amigos se sentaram em uma das mesas, havia pouco mais de vinte pessoas fora eles e o próprio Nero que se sentava em uma mesa sozinho que ficava na ponta das duas grandes e virada para frente. O banquete tem início, alguns homens tocam um pouco de música no canto do salão enquanto todos bebem, comem e se divertem, depois de um tempo Nero anuncia que haverá uma apresentação em homenagem ao seu sobrinho que agora era um homem e futuro rei de Camelot, então pouco tempo depois um grupo de 6 homens entra dançando no salão o que aparenta ser uma dança, mas com demonstração de batalha, pois todos usavam uma adaga e simulavam combate entre si, mais atrás vinha outro homem, usando uma túnica que cobria todo seu corpo e usava uma mascará negra, em uma das mãos vinha se apoiando em um cajado como se fosse manco, enquanto dizia algumas palavras em tom poético, a música fica mais animada e densa. Más então Merlin tem um pressentimento, e quase na mesma hora todos os membros do seu grupo também, pois afinal eram todos guerreiros experientes sabiam quando algo estava errada e seu sexto sentido era aguçado, todos os 4 homens resolveram se concentrar mais no que estava acontecendo a sua volta, Dagoneth já levou a mão no cabo da sua espada que estava na sua cintura, Simão foi largando o copo de bebida na mesa e colocando a mão em cima de uma das facas da mesa, Lancelot já foi se preparando para proteger Artur se algo acontecesse, Merlin já segurou firme seu cajado que estava sempre com ele, menos Artur que continuou da mesma forma prestando atenção no show aparentando não perceber nada de errado. Quando os homens que estavam fazendo o show de repente partem pra cima da mesa do príncipe, com um movimento do seu cajado Merlin lança todos pra longe com uma espécie de soprão de ar, de repente todos os outros convidados do banquete se transformam usando as mesmas roupas que os homens do show usavam, aparentemente eram todos do mesmo grupo, então o homem de túnica que estava citando seus versus conjura uma magia fazendo com que vinhas brotem do chão e agarrem Merlin, imobilizando o mago e retirando dele seu cajado e o lançando para longe, nisso Lancelot se levanta virando a grande mesa onde estavam, já conjurando sua lança em suas mãos.
-O que é isso tio? Ficou loco? -, diz Artur a Nero que estava rindo loucamente sentado na sua cadeira.
-Matem, matem eles, matem todos -, berra Nero em um estado de loucura.
Todos partem para cima do grupo, eram muitos para se enfrentar, com um movimento Lancelot salta por cima da mesa entrando em combate com vários homens, era um excelente guerreiro não se deixaria intimidar por simples assassinos, Dagoneth saca sua espada, também pulando a mesa para entrar em combate, Simão parte em direção ao mago que estava prendendo Merlin, no caminho nocauteia um dos assassinos com um gancho de direita, outro vem em sua direção e ele lança a faca que tinha pegado da mesa bem em sua garganta, e com um movimento das mãos ele faz a adaga do homem caído voar para sua mão, o mago tenta se proteger criando uma barreira de fogo bem na sua frente para ele não passar, mas o cavaleiro não teme e salta por dentro dela, apunhalando o mago bem no peito, mas detrás do mago surge um outro homem que empala os dois com um espinho gigante de gelo, quando o mago que Simão havia apunhalado começa a se rachar e quebra em pequenos fragmentos de gelo, era uma cópia de gelo do mago real, mas toda aquela confusão foi o suficiente para Merlin se soltar e agarrar seu bastão.
-Juntem-se rápido -, grita ele para os membros do grupo.
Então com um sorriso o mago que havia matado simão ativa todas as cargas de cristais de energia que estavam colocados em baixo da mesa onde o grupo estava, e uma grande explosão acontece varrendo metade da sala onde eles estavam, criando uma enorme destruição, metade da parede havia caído, fumaça e poeira para todo o lado.
-Você esta louco Mesmero? Quer me matar junto? -, grita Nero que se levanta coberto de poeira.
Mas conforme a poeira vai baixando vem a mostra que o grupo não foi morto, Merlin com seu enorme poder conjurou uma poderosa barreira em volta deles, mas a explosão foi violenta de mais e o mago usou muito da sua energia, só restando uma coisa a se fazer.
-Sinto muito Artur-, diz ele se dirigindo ao príncipe que se levantava tossindo por causa da poeira.
Então com um movimento o homem conjura uma magia de teletransporte, levando Artur, Lancelot e Dagoneth pro lado de fora da cidade.
-Hahaha -, começa a rir Mesmero, -então você percebeu que eu havia lançado uma magia de destruição em você -, continuou ele enquanto dava risada.
-Ligação de alma -, diz Merlin ajoelhado exausto, - um truque tipico de alguém da sua laia -, diz o mago enquanto é cercado.
-Mate-o, mate ele -, diz Nero aos homens.
-Não façam isso! -, diz Mesmero, -Ligação de alma é uma magia bem poderosa e destrutiva, quando o aprisionei com as vinhas, eu a usei, pois sabia da sua magia de teletransporte, sem dúvidas suas habilidades fazem jus a sua fama meu amigo -, diz o homem se aproximando de Merlin.
-E o que é essa ligação de alma? -, pergunta Nero enquanto procura naquela destruição toda algo para beber.
-Quando eu a uso em alguém, se essa pessoa se afasta muito de mim ela explode, se ela fica sem energia, ela explode, se eu morro, ela explode, no final tudo termina em uma explosão não é mesmo? -, diz Mesmero parando na frente de Merlin.
-Então por que não podemos mata-lo agora? -, pergunta Nero enquanto se serve de uma jarra de vinho quebrada que achou nos escombros.
-Por que meu adorável futuro rei, se essas coisas acontecem com ele, acontecem comigo também não é mesmo? -, diz ele olhando para Merlin.
-Então o que me impede de ti matar agora? -, diz Merlin olhando bem nos olhos de Mesmero.
-Um sacrifício?? owwn que nobre, mas nós dois sabemos que você esta com quase nada de energia meu amigo, poderia tentar uma última magia, mas com essa energia não seria uma boa o suficiente e você se sacrificaria em vão, gostaria de tentar a sorte? -, diz ele enquanto da uma gargalhada.
Mas o mago nada diz, apenas abaixa sua cabeça, havia subestimado seu oponente, colocou a vida do seu pupilo e príncipe em risco, Merlin estava sentindo uma tremenda humilhação.
-Levem-no para o calabouço -, diz Mesmero aos homens.
-Quanto tempo vai durar essa magia? -, questiona Nero.
-Algumas horas, não da pra desfaze-la é uma faca de dois gumes, vamos trancafia-lo, preparei uma sela com várias magias, ele não poderá sair de lá nem se teletransportar la de dentro, ficara la para sempre-, diz Mesmero com um tom confiante.
-Então podemos mata-lo quando terminar o efeito não? -, pergunta Nero.
-Se você quiser arriscar em entrar em uma cela com o maior mago do mundo com as energias já restauradas vá em frente, só me avise antes para eu estar bem longe! -, diz Mesmero enquanto se dirige para a saída.
-Bom trabalho Mesmero, agora vá preparar as tropas para a guerra civil, caso seus assassinos não consigam encontrar Artur -, diz Nero enquanto pega um pedaço de carne para comer.
-Irei preparar as tropas, dois dos maiores cavaleiros do reino estão com ele, tivemos sorte em conseguir matar um aqui, Lancelot vai estar em alerta agora, eu não confiaria que conseguiremos pegar o garoto -, fala Mesmero sumindo na porta.
-EU QUERO A CABEÇA DELE MESMERO, OU SERÁ A SUA!!! -, grita Nero enquanto joga a carne e sua taça na parede.
Do lado de fora da cidade.
-Merlin, Simão! -, diz Artur caindo ajoelhado, com os olhos lacrimejando, -, mas como? porquê?-, diz ele enquanto cai no choro, totalmente sem consolo.
-Temos que ir Alteza, seu tio provavelmente vai mandar gente atrás de você, se a intenção era assassiná-lo ele não vai parar agora, sinto muito -, diz Lancelot enquanto coloca a mão no ombro do rapaz.
-De um tempo para ele Lance! -, diz Dagoneth.
-Não há tempo a perder, sinto por Simão e Merlin-, Diz Lancelot,- mas eles morreram protegendo o senhor, não podemos deixar que tenha sido em vão, o senhor tem que ficar em segurança rápido -, diz ele se dirigindo a Artur, que começa a se levantar limpando as lágrimas.
-Sim, você tem razão, Nero pagará por isso, com sua vida -, diz Artur disparando um olhar furioso para a cidade.
-Temos que sair das estradas, e tomar um caminho diferente para Camelot -, diz Lancelot, -Vamos para o sul, depois para o Oeste, paramos na cidade de Heisemburg, la pedimos um contrato com a guilda de aventureiros, mais algumas pessoas podem disfarçar nosso grupo em uma caravana mercante -, termina Lancelot.
-Mas com que dinheiro criaremos um contrato na guilda? -, pergunta Artur.
-Nós temos nossas bolsas com capacidade ilimitada, temos muito dinheiro guardado dentro delas -, completa Dagoneth.
-Então vamos, não há tempo a perder, livrem-se de suas armaduras e itens brilhantes, teremos que nos misturar a pessoas comuns para não chamar atenção -, diz Lancelot.
Então logo após se organizarem o pequeno grupo parte para o sul.
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2020.09.19 00:43 altovaliriano Tendências Suicidas

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/suicidal-tendencies/
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas
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MANIFESTO: VOLUME II, CAPÍTULO V

Embora Stannis possa ser vitorioso em sua batalha na Vila dos Arrendatários, ele ainda enfrentará uma tarefa impossível: tirar Winterfell dos Boltons.
Parece ridículo pensar que Stannis, um veterano de vários cercos, marcharia de bom grado, com um menor número de homens, assolado por tempestades e sem provisões, em direção a um castelo. Sugerir que ele fez isso apenas com base na é inverossímil.
Stannis tem uma crença muito estrita a respeito do uso do acaso ou do destino para orientar estratégias:
– Se é uma palavra para tolos.
(ADWD, Jon IV)
Mesmo com Mance causando estragos dentro das paredes de Winterfell, Stannis precisa especificamente de uma maneira de tornar a tomada de Winterfell plausível - uma maneira que não envolva destruir seu próprio exército no processo.
Lembre-se de que Stannis também deseja que o norte se una à sua causa. Isso significa que ele também deseja derrotar os Boltons de uma maneira que não prejudique sua capacidade de negociar com os vassalos do norte. Ele não quer matar os nortenhos se isso puder ser evitado.
Agora, antes de continuar e revelar os planos de Stannis, devo parar e perceber uma falsa premissa que muitos leitores assumiram:
Isso é uma falsidade .
Para tomar o castelo, Stannis só precisa que não haja resistência em Winterfell. Na verdade, a remoção dessa resistência pode ser realizada com combate (coreente com a falsa suposição). Mas existem outras maneiras: astúcia, manobras estratégicas e assim por diante.
Há evidências sutis, mas convincentes, de que Stannis está realmente envolvido em tais truques inteligentes. Em particular:
A teoria da Lamparina da Noite mostra que Stannis desenvolveu uma tática brilhante para lidar com os Freys que se aproximam. Mesmo se for verdade e Stannis aniquilar completamente os Frey, ficamos com um dilema.
O que acontece depois?
Como Stannis planeja realmente tomar a inexpugnável Winterfell?
Tomar Winterfell é um esforço multifatorial. O que precisamos saber agora é qual papel Stannis deverá desempenhar após sua vitória [sobre os Frey].
Felizmente, temos evidências e implicações suficientes nos livros para identificar seus planos, com grande certeza. Especificamente, parece que Stannis planeja fazer o seguinte:

UM DESEJO DE MORRER

Por que Stannis iria querer fingir sua própria morte?
Que evidência há de seu desejo de fazer isso?
Para responder a essas perguntas, precisamos discutir a aparente insanidade de Stannis em A Dança dos Dragões e, em particular, o desejo de morte que ele parece ter. Ele parece obcecado em pegar Winterfell (ou Forte do Pavor), a ponto de parecer um tolo.

Morte certa

Ao longo de A Dança dos Dragões , Stannis declara que 'morrerá tentando' tomar Winterfell ou derrotar os Boltons:
Jon percebeu que suas palavras tinham sido desperdiçadas. Stannis tomaria o Forte do Pavor. Ou morreria tentando.
(ADWD, Jon IV)
...
– Mas nós marcharemos e libertaremos Winterfell ... ou morreremos na tentativa."
(ADWD, O prêmio do rei)
...
– Pode ser que percamos esta batalha, – disse o rei sombriamente. – Em Braavos você pode ouvir que morri. Pode até ser verdade. Não obstante, você deve encontrar meus mercenários.
(TWOW, Theon – tradução de Gelo & Fogo .com)
A terceira passagem em particular sugere que Stannis poderia muito bem terminar em uma posição em que ele aparentasse estar morto, mas na verdade não está.
Por que Stannis diria que 'pode até ser verdade' senão para indicar que pode muito bem ser falso?
O subtexto aqui implica ainda que qualquer boato de sua morte é, de fato, mais provável de ser falso.

Benefícios por morte

Qual é o benefício de fingir sua morte?
Existe um motivo importante para fingir sua própria morte. A aritmética simples mostra que Stannis não tem nenhuma maldita chance de derrotar as forças de Bolton enquanto eles ocupam Winterfell.
O que Stannis precisa é de uma maneira de tornar Winterfell "madura para ser tomada". E dada sua insuficiência militar, Stannis tem apenas um recurso:
Um dos benefícios mais óbvios de parecer estar morto é que os Boltons baixarão a guarda. Eles não serão necessariamente tolos, mas no mínimo isso reduz suas preocupações com uma ameaça iminente e permite que os Boltons e seus aliados se concentrem em outras demandas.
Agora, se você se lembra, o casamento de Ramsay com Arya ocorreu algum tempo antes dos eventos dos dois últimos capítulos de Theon em A Dança dos Dragões (Um fantasma em Winterfell e Theon). Esta foi a principal razão pela qual os senhores do norte foram convocados para Winterfell.
Existem duas razões principais que mantiveram a maioria dos lordes em Winterfell:
Esses mesmos senhores, de lealdade variada, também têm seus próprios problemas: em particular, cuidar de suas propriedades e pessoas agora que o inverno chegou. Com Stannis fora do caminho, os vassalos ficam muito mais empoderados. Alguns podem pedir licença para voltar para casa.
Claro, existem vários fatores desconhecidos que podem afetar este resultado, a nevasca e / ou fatores políticos imprevistos podem manter alguns lordes em Winterfell.
No entanto, podemos ver um benefício claro para Stannis se ele fingir sua morte:
Ao convencer o mundo de que ele está morto, podemos ver a possibilidade emergente:
Se Stannis fingir sua morte, ele poderá conseguir *obrigar os aliados de Bolton a deixarem Winterfell.
Esta é uma observação interessante. Obrigar os Boltons ou seus aliados a deixar Winterfell certamente reduziria o contingente do castelo e o tornaria mais fácil de tomar. Está ainda de acordo com minha observação de que tomar o castelo não requer necessariamente a derrota de Roose Bolton.
Mas como Stannis obrigaria os Boltons e / ou seus aliados a partir de Winterfell?
A resposta é simples:
Simplificando, ele precisa enviar homens para atacar ou capturar alvos de grande valor para os Boltons e seus aliados.
Se Stannis estivesse vivo, qualquer truque que ele fizesse para atrair aliados de Winterfell iria falhar: Bolton é muito esperto para cair neles (exceto quando mandou embora os briguentos Freys e Manderlys). No mínimo, Bolton não sacrificaria sua posição vantajosa em prol do que ele sabe que são prováveis fintas.
Mas se Stannis estiver morto, o jogo mudou. Essas tentativas de atrair aliados de Winterfell não podem mais ser percebidas como fintas, porque Stannis não existe mais. Assim, se os Boltons não conseguirem lidar com esses atentados, eles minarão sua própria autoridade porque isso será visto como uma negligência das preocupações de seus vassalos.
Qualquer sussurro sobre uma reminiscente tropa de Stannis arruinaria o efeito.
* * *
Como você pode ver, fingir-se de morto permite que Stannis bagunce completamente os Boltons. Ao enviar 'tropas substitutas' para atrair aliados de Winterfell, ele lucra diretamente reduzindo o contingente no castelo.
Além disso, fingindo-se de morto, Stannis é capaz de marchar sob a cobertura da nevasca para uma posição virtualmente à sombra das grandes muralhas de Winterfell.
Ele está perfeitamente posicionado para tomar o castelo no momento oportuno.

FIGINDO-SE DE MORTO

Então, como Stannis realmente implementa o fingimento de sua morte?
É difícil avaliar como a farsa de Stannis seria realizada, mas é certo sua falsa morte é de fato prenunciada.
Dito isso, acredito que haja uma hipótese que emerge como sendo a mais técnica e tematicamente apropriada do que qualquer alternativa.

Notificação

Como “Ramsay” fica sabendo de sua aparente vitória na Vila?
Esse é um bom começo.
A resposta mais simplista seria que alguém informou Ramsay pessoalmente.
No entanto, não gosto dessa possibilidade, pelos seguintes motivos:
Os Karstarks estavam secretamente a serviço de Roose Bolton e enviando-lhe mensagens sobre a situação de Stannis. Os Karstarks também tinham dois corvos restantes para contatar Winterfell. Se Stannis fosse realmente derrotado, os Karstarks quase certamente enviariam um desses corvos a Winterfell anunciando uma vitória gloriosa. Pelo menos essa parece uma expectativa bastante razoável.
Assim, se Roose Bolton não recebesse tal carta, isso poderia deixá-lo desconfiado. Ele poderia suspeitar que a traição de Karstark foi revelada, e que ele também não pode confiar nos corvos de Karstark.
Se houvesse alguma implicação de que o plano dos Karstark foi revelado, isso prejudicaria a confiança de Bolton em qualquer coisa que supostamente viesse dos Karstark.
Portanto:
Talvez seja esta a razão pela qual ele não sentenciou o meistre dos Karstark à morte, mas sim a uma 'cela' para aguardar o julgamento de Stannis. Compare isso com a maneira com a qual ele lidou com os Karstarks, onde imediatamente os sentenciou à morte.
– Vocês são homens mortos, entendam isso,– o rei prosseguiu. – Apenas a maneira de sua execução ainda está para ser determinada. Eu os aconselharia a não desperdiçar meu tempo com negativas. Confessem, e terão o mesmo fim rápido que o Jovem Lobo deu a Lorde Rickard. Mintam, e queimarão. Escolham.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)
Observe que Stannis também mantém os corvos com ele .
O rei se inclinou para trás na cadeira.
– Tirem-no daqui, – ordenou. – Deixem os corvos. – Uma veia latejava em seu pescoço. – Confinem esse desgraçado cinza em uma das cabanas até que eu decida o que deve ser feito com ele.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)

Retorno a Winterfell

Se Stannis simular sua morte, quem retornará a Winterfell?
Supondo que Stannis tenha fingido sua morte e pretenda selar a ilusão, os aliados de Bolton devem retornar a Winterfell, vivos e bem.
Agora, se você presumir, como eu, que faz mais sentido se Stannis enviar uma carta se passando por Karstarks, há uma resposta óbvia:
Os Karstarks tem que estar entre aqueles que retornam.
Mas se todos os nobres dos Karstark (Arnolf e seus parentes) são traidores e Stannis os condenou à morte, como isso aconteceria?
Só existe uma possibilidade, me parece:
NOTA: Explicar este argumento é uma tarefa bastante substancial. Não é que seja complexo, ou que eu ache muito forçado para ser verdade. Na verdade, é que a evidência sugerindo o envolvimento de Arthor Karstark é substancial e representa um desvio do verdadeiro ponto deste ensaio.
Você encontrará os argumentos e evidências que sugerem o envolvimento de Arthor no ensaio O Sol Nascente do Inverno, localizado nos apêndices.
Eu acredito que Arthor e os Karstarks são a única peça verdadeiramente crucial, o único aliado de Bolton que deve retornar para que a ilusão funcione. A composição do resto das forças é altamente variável e imprevisível.
Algumas observações devem ser feitas neste ponto:
Para recapitular esta seção, apenas os Karstarks são realmente necessários em Winterfell:

Prova da morte

Supondo que homens retornassem a Winterfell alegando que Stannis estava morto, eles quase certamente precisariam demonstrar uma prova disso.
Luminífera seria um grande sinal para os Boltons e seus aliados de que Stannis estava morto. Parece razoável acreditar que Stannis nunca cederia voluntariamente a lâmina, apenas com sua morte ela seria tirada de suas mãos.
Assim como argumentei que a persona pública de Stannis mascara um engano, o mesmo acontece com a espada: o “poder” que as pessoas projetam em uma suposta espada mágica os cega para a falsidade que ela esconde.
Isso também corroboraria a Carta Rosa, uma vez que “Ramsay” declarou que tinha Luminífera.

De todo modo

Deixando de lado as especulações, há um tema comum, um resultado final unificador que parece inteiramente provável:
Stannis teria escrito a Winterfell para informá-los de sua “morte” e da gloriosa vitória dos Karstarks, Freys e Manderlys.
Enquanto isso, Stannis terá avançado com a maioria de suas forças para Winterfell, fingindo estar morto. Alguma parte do exército de Stannis entrará em Winterfell para atestar sua derrota, fornecendo as evidências necessárias.

JOGO JUSTO

Como mencionei acima, se Stannis fingir sua própria morte, ele será capaz de manipular os assuntos no norte. Ao atacar as propriedades de vários senhores, ele pode tirar aliados Bolton de Winterfell e, assim, enfraquecer o castelo.

Seleção de Alvo

Mas precisamos lembrar, Stannis não quer destruir os contingentes militares dos senhores do norte. Muito pelo contrário, ele deseja recrutar essas capacidades militares para sua própria campanha. Ele deseja sua lealdade e força, não desconfiança e fraqueza.
Afinal, de que adianta a lealdade deles se não podem ajudá-lo a garantir sua coroa? De que adianta a força deles se eles são desconfiados?
Isso nos leva a uma grande questão:
Se Stannis pretende ameaçar as propriedades dos vassalos (para tirá-los de Winterfell), em que vassalos ele vai mirar?
Stannis precisa ser cuidadoso na escolha de alvos, para não arriscar sua habilidade de forjar alianças depois de derrotar os Boltons.
Isso significa que ele deve ter cuidado ao escolher quais senhores do norte ele almeja para uma ação militar. Com isso, quero dizer que Stannis deve restringir suas metas àqueles que atendam a um dos seguintes requisitos:
Também deve ser notado que Stannis gostaria de minimizar os danos aos soldados comuns e aos plebeus, para torná-los menos propensos a odiar seu governo.
Isso obviamente nos leva a uma outra questão, e ao ponto principal desta seção:
Qual dos senhores do norte Stannis pode “atacar” com relativa impunidade?
NOTA: Por “ataque” quero dizer ameaçar (para incluir uma ação militar contra seus exércitos) e invadir suas terras e castelos.
Responder a essa pergunta é surpreendentemente fácil quando você pensa a respeito.

Lealdades irrevogáveis e recuperáveis

Stannis sabe que todos os senhores do Norte têm motivos para odiar Bolton secretamente, exceto dois: Dustin e Ryswell.
– Os Ryswell e os Dustin são ligados à Casa Bolton pelo casamento – Jon informou. – Os
outros perderam seus senhores em batalha.
(ADWD, Jon IV)
Se algum dos senhores do Norte fosse impossível de dominar, seria Dustin e Ryswell: vinculado aos Boltons por sangue. Isso é relevante porque dá a Stannis um aliado Bolton que ele pode atacar com relativa impunidade.
Além disso, os Frey também jogaram sua sorte com os Boltons.
Isso significa que Stannis tem várias casas que ele pode atacar sem se importar muito:
NOTA: Este é um ponto não relacionado, mas observe que todos os assassinatos de Winterfell em A Dança dos Dragões envolvem vítimas de cada uma dessas casas.
* * \*
Como vê, Stannis tem uma boa lista de alvos, pontos fracos que pode explorar para atrair pessoas de Winterfell.
A única coisa que precisamos fazer agora é provar que ele tem os meios e a oportunidade de explorar esses vassalos, um assunto explorado ao longo do restante do Manifesto.

CONCLUSÕES

Não vou insistir no assunto. Os pontos principais deste ensaio:
Eu gostaria de dar um passo para trás e trazer novamente à tona Nicolau Maquiavel, sobre quem discuti em Gênio Maquiavélico. Se você se lembra, estabeleci a noção de que Stannis e o famoso pensador italiano compartilham muitos dos mesmos princípios políticos e militares.
O que eu acho incrivelmente incrível sobre essa conexão anterior é o seguinte:
Maquiavel é apocrifamente famoso por propor a ideia de falsificar a própria morte para fins políticos.
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2020.09.07 07:22 AffectionatePicture2 Eu me odeio!

Eu nem sei como começar esse texto. Bom, eu tenho 16 anos, tenho pais separados, duas irmãs e dois irmãos. Minha irmã mais velha tem depressão, minha mãe e uma mulher amargurada por causa do seu passado e meu pai e um homem que passou por dois casamentos onde ele traio minha mãe e minha madrastas. Chamo minha madrasta de tia porque eu tenho um amor enorme por ela e ela é mãe dos meu dois irmãos mais novos! Bem o foco não é esse, mas eu tenho que contextualizar! Eu sou gay não assumido para o mundo mas meu amigos, primos e minhas mães sabem! Claro né, toda mãe sabe. Eu me assumi para minha mãe no final de 2019. Ela me aceitou como eu sou. Não contei para o meu pai, mesmo já sabendo que ele sabe, mas não quer enxergar! Bem voltando a minha irmã mais velha. Ela começou a desenvolver os sintomas de depressão em 2018, eu N sei muito bem como ou porque, mas eu sei que ela e a melhor amiga dela brigaram e não se falam até hj! E cada mês que ia passando ela ia ficando mais depressiva (na época morávamos com nosso pai.) eu que na época entendia pouco do q estava acontecendo, senti medo, raiva e insegurança. Uma dia ficamos sozinhos em casa, eu estava jogando no quarto e ela estava no outro quarto, eu escuto ela chorar e vou ver, quando eu olho para ela eu vejo seus pulsos cortados e isso me deixou louco, fique com muito medo! Ligue para meu pai. Enfim ao decorrer dos anos ela vinha piorando e não era só isso tinha meu pai problemático e minha mãe sofrendo por minha irmã. Não sou de demonstrar meu sentimento e emoções, mas um dia eu não aguentei. Vi minha irmã todo cortado dos pés aos braços! Nesse dia meu mandei mensagem para meu pai q avia saído, falei que ela estava muito mal e que eu estava com muito medo de morrer! Mas ele falou que eu estava com cena. Fiquei com raiva e medo, então decidi mandar mensagem para todos os contatos pedindo ajuda, como medo da minha irmã morrer. Até que todos mandavam mensagens eu N sabia o que fazer. Foi muito traumatizante aquela noite! Depois disso eu não conseguia ser eu mesmo tinha medo de tudo, medo de perder minha irmã medo da minha mãe adoecer com a situação e medo do meu pai da uma de doido de novo! Eu sou muito amargurado com meu pai por tudo o que ele fez cominha mãe e minha madrastas, mas eu tento relevar hj em dia. Desculpa o assusto te saído do rumo, eu só quero q me entendam. Hj em dia eu tenho muita coisa na minha cabeça. E todo o que eu faço eu acho q não é o suficiente e nem o melhor. Eu choro no meu quarto de noite sem fazer barulho. Eu falo para mim mesmo que os meus problemas são inferiores aos dos outros! Eu me culpo por ser gay meo sabendo q eu N estou fazendo nada de errado, eu sinto que eu sou forçado com as pessoas que conheço, eu sinto que eu faço cena! Eu já escrevi várias cartas de desculpas para as pessoas que eu acho q machuquei mesmo que eu nem tenha machucado essa pessoa,. Eu pesso desculpa por tudo! Eu tenho medo de não saber ser eu mesmo. Eu sinto que eu criei um personagem que muda seu jeito para se encaixar eu me sinto artificial! Eu nunca pensei em morrer e nem quero! Eu só quero me encontrar ser eu mesmo sem ter medo de tudo! Sem medo da perda. Eu só quero entender porque eu só coloco a culpa em mim! Eu não consigo falar com alguém pessoalmente em tão decide escrever aqui. Desculpa a inconveniência🖤😔
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2020.09.05 04:27 frdnt Despindo o Homem Encapuzado

A teoria abaixo é parte de uma serie de textos escritos por Cantuse em seu blog. Link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-hooded-man-uncloaked/
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO III

Provavelmente, um dos maiores mistérios de A Dança dos Dragões é a identidade do homem encapuzado. Muitas pessoas foram propostas, de Robett Glover a Harwin e ao próprio Theon em algum estado dissociativo.
No entanto, acredito que posso fazer uma conclusão mais convincente de que o homem encapuzado não é nenhuma dessas opções mais conhecidas. Este ensaio explica minha teoria sobre o homem encapuzado e seu propósito em Winterfell.
Colocando minhas cartas na mesa, aqui estão as principais afirmações que faço:
NOTA: Este ensaio pode ser controverso em sua construção e conclusões. Deve-se notar que a identidade do homem encapuzado não é verdadeiramente crítica para que o restante do Manifesto valha a pena. Este ensaio é bastante independente, não afetando mais nada no Manifesto.
Em outras palavras, se você não gosta deste ensaio, pode simplesmente ignorá-lo e continuar.
[...]

PRIMEIROS SINAIS DO GIGANTE

Eu gostaria de um breve momento para destacar algo importante.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Batedores estão desaparecendo do lado de fora do Portão do Caçador. Este é o mesmo portão onde Mors Crowfood parece chegar um ou dois dias depois:
O rufar parecia estar vindo da Matadelobos, além do Portão do Caçador. Estão do lado de fora das muralhas.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
O desaparecimento dos batedores parece algo pelo qual Mors seria responsável. É consistente com o que encontramos no capítulo liberado de Theon de Os Ventos do Inverno: construir obstáculos e impedir ou matar aqueles que saem dos portões. No mínimo, Mors não quer que nenhum batedor encontre seu bando de garotos e informe a Roose Bolton.
Mais importante, os batedores ausentes indicam que Mors estava realmente fora de Winterfell há pelo menos um dia (talvez mais) antes de tocar seus berrantes de guerra.
Mas por que ele ficaria lá aguardando em segredo?
Para responder a essa pergunta, temos que mergulhar no mistério do homem encapuzado.

O IDIOTA DOS RYSWELL

É difícil imaginar o tipo de mente obtusa que é necessária para ser Roger Ryswell. Há algo de suspeito sobre a magnitude e a natureza de sua idiotice.
O Idiota dos Ryswell
Eu gostaria de um momento para mostrar algumas passagens:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
– Esses mortos eram todos homens fortes – disse Roger Ryswell –, e nenhum deles foi apunhalado. O Vira-Casaca não é nosso assassino.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Roger Ryswell grunhiu.
– Se não é ele, quem é? Stannis tem algum homem dentro do castelo, isso está claro.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Vejam, pode ser apenas eu, mas não parece que ele está quase deliberadamente negando qualquer explicação possível para os assassinatos?
Da perspectiva de um leitor, não é também uma estranha coincidência que Roger faz afirmações que contradizem vários truques que nós realmente vimos em A Dança dos Dragões:
Roger nega que as três diferentes conspirações que descobrimos sejam verdadeiras ou se tornarão verdadeiras posteriormente no livro e rapidamente descarta o restante.
Como uma pessoa consegue ser tão boa em acidentalmente impedir uma investigação de assassinato?
Falta de contato visual
Quando você pensa no Homem Encapuzado e na descrição que temos dele, existem apenas dois detalhes que vêm à mente: sua capa e seus olhos.
Mais adiante, cruzou com um homem que vinha na direção oposta, uma capa com capuz agitando-se atrás dele. Quando se encontraram frente a frente, seus olhos se encontraram brevemente. O homem colocou a mão na adaga.
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Assim, vemos que Theon dá uma rápida olhada na capa do homem. Vemos também que Theon evita contato visual com o homem.
Essa falta de contato visual pode ser importante para determinar a identidade do homem encapuzado. Não há dúvida de que Theon evita o contato visual em geral, podemos supor que isso aconteça de vez em quando.
No entanto, gostaria de apontar outro exemplo muito interessante que mostra Theon evitando deliberadamente o contato visual ou olhar para o rosto de uma pessoa:
Pernas de Aço o levou pelo Grande Salão, até o solar que certa vez fora de Eddard Stark. Lorde Bolton não estava sozinho. A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
– Me contaram que você anda vagando pelo castelo – Lorde Bolton começou. – Homens reportaram terem visto você nos estábulos, nas cozinhas, nos barracões, nas ameias. Foi observado perto das ruínas das torres caídas, do lado de fora do velho septo da Senhora Catelyn, indo e vindo do bosque sagrado. Nega isso?
– Não, ‘nhor. – Theon fez questão de falar mal a palavra. Sabia que aquilo agradava Lorde Bolton. – Não consigo dormir, ‘nhor. Eu caminho. – Manteve a cabeça baixa, olhos fixos nas velhas tábuas corridas no chão. Não seria sábio olhar sua senhoria no rosto.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Você notou o rosto que Theon não conseguiu explicar?
A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Por que obtemos descrições dos rostos de Barbrey Dustin e Aenys Frey, mas apenas a capa e o broche de Roger Ryswell? Ora, mesmo que Theon não olhe para Roose Bolton, ele pelo menos explica a razão para não fazer isso.
Tenha em mente que este interrogatório acontece logo após o encontro de Theon com o homem encapuzado, então o contato visual furtivo pode ser um indicativo de um comportamento continuado daquele encontro anterior.
Além disso, um detalhe extremamente pequeno é que Theon se detém na capa de Roger, o único outro detalhe que temos sobre o homem encapuzado.
Existem outros elementos interessantes do interrogatório de Theon:
Dedos perdidos
Quando a Senhora Dustin exige que Theon remova suas luvas: Roger Ryswell não mostra nenhum interesse nos dedos perdidos de Theon. Os outros participantes (Barbrey Dustin e Aenys Frey) comentam especificamente sobre suas mãos. Ryswell não o faz, em vez disso, descarta imediatamente Theon como um suspeito, não com base nos dedos, mas na falta de força de Theon. Ele também o chama de vira-casaca aqui. Talvez sua falta de interesse nas mãos de Theon seja porque ele acabou de vê-los.
Vassalos rivais
A outra coisa interessante sobre Ryswell aqui é sua aversão particular por Wyman Manderly. Embora insultar o personagem de Manderly seja muito comum, Manderly e Ryswell não têm grandes motivos para animosidade e, portanto, as observações de Ryswell sobre Wyman parecem bastante enfáticas:
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Este é um insulto particularmente venenoso.
Há um homem no norte que fez comentários grosseiros deste tipo sobre Wyman. Mors Papa-Corvos Umber:
– Manderly? – Mors Umber fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? Seu próprio povo caçoa dele, chamando-o de Lorde Lampreia, segundo ouvi dizer. O homem quase não consegue andar. Se espetasse uma espada na sua barriga, dez mil enguias torceriam-se para fora.
(ACOK, Bran II)
Os Umbers e Manderlys são conhecidos por entrarem em conflito por várias questões, como a herança das propriedades da Senhora Hornwood. Independentemente de qualquer trégua atual que possam ter, Mors continua sendo uma pessoa improvável de conter tais comentários depreciativos.
Agora você pode ver que estou começando a afirmar os dois pontos a seguir:
Devo admitir que, até agora, apresentei evidências interessantes, porém circunstanciais.
Não tenho dúvidas de que esses pontos parecem apenas parcialmente sólidos até agora. Mas tenha fé. O resto virá em alguns instantes.

O GRILHÃO DE RUBI

Então, onde está o “grilhão de rubi” - a braçadeira que Melisandre colocou em Mance Rayder em A Dança dos Dragões?
Sabemos que esse grilhão parecia criar e sustentar um glamour (ou ilusão), que Mance Rayder era na verdade Camisa de Chocalho.
Esta parece ser uma ferramenta incrivelmente valiosa, especialmente quando se fala sobre os tipos de atividade furtiva em que Mance e Mors estão envolvidos.
Então onde está? O que pode ser feito com isso?
Mance Revelado
Em primeiro lugar, sabemos que Mance não está usando a braçadeira de rubi, ou que ela pelo menos está desativada. Sua aparência como Abel é muito parecida com sua aparência original em A Tormenta de Espadas:
Uma mulher grávida estava em pé junto a um braseiro, cozinhando algumas galinhas, enquanto um homem grisalho com um esfarrapado manto preto e vermelho estava sentado numa almofada, de pernas cruzadas, tocando uma alaúde e cantando.
(ASOS, Jon I)
O Rei-para-lá-da-Muralha não se parecia em nada com um rei, e tampouco se parecia com um selvagem. Era de média estatura, magro, com feições bem definidas, astutos olhos castanhos e longos cabelos castanhos já quase totalmente grisalhos.
(ASOS, Jon I)
Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde. A barba do cantor era castanha, embora seu longo cabelo já estivesse em grande parte cinza.
(ADWD, Theon)
Então, como ele removeu o grilhão de rubi?
O texto deixa claro que o grilhão de rubi não interfere de forma alguma com o livre arbítrio de Mance, conforme implícito no conforto de Melisandre de que suas visões diriam se Mance era uma ameaça para ela, e em ela sentir que ter o filho de Mance é o que obriga a sua lealdade.
Com isso em mente, não há razão para deixar a algema em Mance.
Um fator adicional é o fato de que a Camisa de Chocalho é absolutamente horrível. Ninguém acreditaria que ele é um cantor e artista, e mesmo que acreditasse, sua aparência mereceria mais escárnio do que qualquer outra coisa.
Além disso, Melisandre tem interesse em ver Mance bem-sucedido. Se o grilhão de rubi pode ajudar nessa tarefa, parece não haver razão para que ela interfira. Afinal, a missão de Mance é vital para a campanha de Stannis, quão importantes são os segredos dela em comparação a isso?
As regras do jogo
Melisandre revela alguns dos mecanismos internos de seus glamours:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Isso é interessante porque é incoerente com as preferências de Martin sobre a implementação de magia em romances de fantasia:
Eu simpatizo mais com a maneira como Tolkien lidou com a magia. Eu acho que se você vai fazer magia, ela perde suas qualidades mágicas caso se torne nada mais do que um outro tipo de ciência. É mais eficaz se for algo profundamente desconhecido e maravilhoso, e algo que pode tirar o fôlego.
(George RR Martin sobre magia vs ciência: Weird Tales)
Isso sinalizar imediatamente para os leitores de que algo importante está acontecendo aqui: Martin decidiu que revelar o mecanismo interno dos feitiços era mais importante para a história do que preservar o encanto da magia.
Embora isso não seja evidência de nada em particular, certamente deixa aberta a possibilidade de que Martin não apresentou desordenadamente os mecanismos subjacentes do glamour sem um bom motivo. O trecho sobre glamours é notável precisamente porque não é característico de sua representação da magia em As crônicas de gelo e fogo .
Deixando de lado as opiniões de Martin sobre magia na ficção, também é notável que Melisandre forneça essas explicações naquele momento. Afinal, supostamente nunca mais veremos o glamour ou o grilhão de rubi novamente. Por que se preocupar em explicar tudo, se é irrelevante para Mance ou Jon Snow?
Juntas, essas ideias soam como se Martin pensava que os glamours eram importantes o suficiente para explicar aos leitores, sugerindo importância futura.
Quem está com o grilhão?
Se Mance não está usando a algema, onde está?
A melhor maneira de lidar com essa questão é considerar a origem primeira... quem terá autoridade final sobre quem fica com o grilhão?
Melisandre.
Agora reflita:
Faz todo sentido do mundo que ela o deixe usá-lo. Não há absolutamente nenhuma evidência de que Jon o tivesse, e é altamente duvidoso que ela o daria a outra pessoa ou privaria Mance de sua utilidade.
Isso significa que Melisandre deu o grilhão a Mance, colocando-o em posição de dá-la a qualquer pessoa que encontrar. Portanto, a ideia de que Mors Papa-Corvos estava com o grilhão é, no mínimo, plausível.
A ideia de que Mors está com o grilhão faz muito sentido: fornece a ele uma maneira de acessar Winterfell e garantir que tudo esteja pronto para a missão de resgate. Afinal, Mors deve ter considerado a possibilidade de que Mance falhou em sua missão, Mors não poderia simplesmente tocar sua bateria e soprar suas buzinas indefinidamente.
No entanto, fazer 'muito sentido' e ser a resposta definitiva são duas coisas muito diferentes. Será necessário investigarmos mais para tornar esta afirmação convincente.
* * *
Não, não expliquei nem articulei que Mance sabe usar a braçadeira. Mas acredito que o convencimento de que o grilhão será usado pode ser feito sem que este fato seja revelado.

MORTE DE UM RYSWELL

Se eu acredito que Ryswell é um antagonista secreto?
Não. Roger Ryswell está morto .
Deixe-me explicar.
Um broche de cabeça de cavalo
Roger Ryswell usa um broche ímpar para prender sua capa:
um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Lembre-se do que Melisandre disse:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Parece ser uma observação justa que o broche (e talvez a capa) seria uma fonte ideal para um glamour.
A confusão de Theon
Havia uma passagem no início de A Dança dos Dragões que sempre me intrigara:
Uma coluna de cavaleiros veio logo atrás, liderada por um fidalgote com uma cabeça de cavalo em seu escudo. Um dos filhos de Lorde Ryswell, Fedor soube. Roger, ou talvez Rickard. Ele não sabia quem era quem quando estavam separados.
– Estes são todos? – o cavaleiro perguntou, do alto de um garanhão castanho.
(ADWD, Theon)
Portanto, vemos que Theon tem problemas para diferenciar Roger de Rickard. É possível então que ele pudesse confundir os dois, dentro de determinadas circunstâncias.
Tenho certeza de que a confusão não está presente em situações de grupo, em que seria capaz deduzir qual deles era com base nas ações dos demais. Essa confusão seria mais proeminente em situações em que ele não tivesse outras pessoas para ajudar: em situações silenciosas e solitárias.
A utilização mais proeminente dessa dificuldade ocorre na noite anterior ao início dos assassinatos:
Sob a Torre Queimada, passou por Rickard Ryswell com o nariz enfiado no pescoço de outra das lavadeiras de Abel, a gordinha com bochechas de maçã e nariz achatado. A garota estava descalça na neve, embrulhada em um manto de pele. Ele imaginou que estivesse nua por baixo. Quando ela o viu, disse algo para Ryswell que o fez gargalhar.
(ADWD, O vira-casaca)
É interessante considerar que este aí pode ter sido Roger Ryswell.
A oportunidade
Com base na descrição, a esposa de lança nesta cena é Frenya, uma mulher corpulenta que é bastante habilidosa no combate: na tentativa de fuga, ela conseguiu lutar com uma lança de um dos guardas de Bolton e ferí-lo.
Quando você reflete sobre Frenya estar realmente se atirando sobre Roger (e não Rickard), as hipóteses de repente ganham vida!
Roger está sozinho em uma área isolada de Winterfell, com a esposa de lanças Frenya. A oportunidade de matar Roger para pegar seu broche e sua capa surgiu.
Lembre-se de que os assassinatos começam a acontecer na manhã seguinte a Theon ver Ryswell com Frenya.
A teoria
Usando as ideias que apresentei até agora, gostaria de montar uma teoria sobre Roger Ryswell.
  1. Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo da muralha interna de Winterfell. Ela pegou a capa dele e então o empurrou para a morte.
  2. Esta capa foi então atirada ou enviada para Mors Papa-Corvos.
  3. Mors, em posse do grilhão de rubi, usou a capa para parecer Roger e entrar em Winterfell.
  4. Ele então fica por perto, talvez debatendo coisas ou reunindo conhecimentos. Ele participa das investigações dos assassinato, sabotando-as.
  5. Ele encontra Theon na famosa cena do “Homem Encapuzado” e novamente no interrogatório.
  6. Sua presença no interrogatório é o que dá a Mors a confiança de que a missão pode começar.
    Essa teoria faz sentido por alguns motivos:
Vernáculo compartilhado
Sempre houve uma notável semelhança entre duas afirmações, uma feita por Mors Umber e a outra pelo encapuzado:
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
– Não sou. Eu nunca... eu era um homem de ferro.
– Falso é tudo o que você era. Como é que ainda está respirando?
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
:::
Em vez disso, ele choramingou através de dentes quebrados e disse:
– Sou...
– ... um vira-casaca e assassino de parentes, – Papa-corvos completou. – Segurará essa língua mentirosa ou a perderá.
(TWOW, Theon – tradução minha)
É notável que pouquíssimas pessoas se refiram a Theon como um assassino de parentes: Mors, Rowan e o Homem Encapuzado.
Mas isso nada se compara ao fato de que o homem encapuzado e Mors chamam Theon de vira-casaca, assassino de parentes e mentiroso / falso ... exatamente na mesma ordem.
Por algum tempo, isso sugeria a possibilidade de Mors ser o homem encapuzado, mas seu olho a menos [de Mors] me impedia de explicar essa possibilidade.
No entanto, a braçadeira de rubi subverte esse problema perfeitamente.
Ocultando o corpo
Vamos revisitar o primeiro assassinato, usando essa teoria como um guia.
Para refrescar sua memória:
Com esta teoria como guia, de repente fica claro: a primeira vítima de assassinato, o corpo enterrado na neve, era na verdade Roger Ryswell.
Em primeiro lugar, há algo muito singular neste assassinato em comparação com todos os outros: o corpo estava escondido.
Os outros assassinatos estavam todos à vista e tiveram um claro componente psicológico. Este corpo não era para ser descoberto:
Se as cadelas de Ramsay não o tivessem desenterrado, ele poderia ter ficado lá até a primavera. Quando Ben Ossos o puxou, Jeyne Cinza havia comido tanto do rosto do morto que meio dia se passou antes que soubessem com certeza quem era: um homem em armas de quatro e quarenta anos que marchara para o Norte com Roger Ryswell.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Além disso, é interessante que o rosto tenha sido comido porque tornou a identificação impossível. Caberia quase inteiramente a “Roger Ryswell” apurar a identidade do homem. Talvez seja por isso que Roger foi tão rápido em descartar o corpo como sendo apenas um bêbado.
Mais uma coisa a notar é que “Roger” declara que a vítima provavelmente estava mijando à beira da muralha:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu. – Ninguém discordou. Mas Theon Greyjoy se perguntou por que um homem subiria por degraus escorregadios de neve até as ameias, na escuridão da noite, apenas para mijar.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Isso poderia de alguma forma implicar que as calças do homem morto estavam abertas ou abaixadas?
Fosse esse o caso, não poderia ser mais provável que o homem estivesse envolvido em um ato sexual quando caiu e morreu? No mínimo, certamente parece mais plausível que um homem procurasse um canto recluso para fazer sexo no alto das muralhas do que que ele tenha escalado uma muralha para mijar.
Resumidamente, se o morto estivesse no meio de algo que envolvesse seu pênis ficar fora das calças enquanto estava em cima das muralhas, provavelmente seria para sexo e não para urinar.
Se for esse o caso, temos que reconhecer que no dia anterior à descoberta do corpo, Theon viu um Ryswell com Frenya. Naquele momento, Theon observa que Frenya provavelmente “estivesse nua por baixo” da capa de pele de urso. Isso parece implicar que eles estavam fazendo (ou iam) fazer sexo. Minha opinião pessoal é que Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo das muralhas, prometendo sexo oral. Durante o ato, ela agiu e o matou.

Preparado o palco

Voltando aos pontos iniciais deste ensaio, há questões que precisam de respostas:
  1. Dado que Mors e Mance colaboraram na missão de resgate, como Mors saberia que Mance estava pronto para levar a missão a cabo?
  2. Como Mance saberia que Mors estava fora de Winterfell, pronto para receber Arya?
  3. Por que Mors permaneceria em segredo fora de Winterfell por um dia ou mais antes de tocar seus berrantes?
Mors poderia facilmente indicar a Mance que ele estava no a postos: os berrantes de guerra fazem isso muito bem.
O verdadeiro problema é informar Mors de que a missão de resgate está pronta para acontecer. Para isso, os selvagens precisam ter algum tipo de sinal ou outra forma de se comunicar com Mors. Também pode haver detalhes específicos que modificam quaisquer planos que Mors e Mance possam ter inicialmente traçado.
Em última análise, Mance e Mors iria precisar de alguma forma de se comunicar. Eu acredito que foi por isso que Mors permanece por vários dias fora Winterfell antes de anunciar sua presença com os berrantes de guerra. Ele usa sua presença icógnita para acessar Winterfell e verificar se tudo está pronto para a tentativa de resgate. Talvez seja por isso que os batedores tenham desaparecido, para garantir o disfarce ou algo semelhante.

IMPLICAÇÕES

Existem algumas idéias (e questões) interessantes que surgem a partir deste ensaio:
O que aconteceu com o grilhão de rubi?
Eu acredito que é entregue a Mance antes da partida final de Papa-Corvos do castelo. Isso ocorre porque há evidências de que isso é fundamental para a “estratégia de saída” de Mance.
Senhora Dustin ou o outro Ryswell não notariam?
Os Ryswells se odeiam abertamente. Eles não prestam muita atenção às nuances do comportamento de seus irmãos.
Os Ryswells eventualmente não perceberiam que Roger estava desaparecido (depois que Mors saiu)?
Eventualmente. Não acho que Mors ou Mance realmente se importariam, e ninguém teria ideia do que realmente aconteceu.
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2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
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Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
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2020.08.24 03:06 zephrot Diário de uma queda

Meu primeiro conto senão me engano, 8 anos atrás, resolvi revisar e mudar ele, masss antes disso quis postar a versão antiga antes da nova surgir, acho que é o certo a se fazer, espero que você ache minimamente interessante. :)

"Você é puro? Livre de pecados? Pronto para estar perto do nosso e único Deus? Se sim, zephyr É seu lugar"

Essa frase foi lançada desde o dia 1 de zephyr, uma bela mentira lançada para encobrir uma cidade podre por dentro, o que supostamente seria um templo no céu se tornou o túmulo de muitos, fora da casa em que me encontro ouço os sons de tiros e gritos, resultados da revolta contra o profeta, o cheiro de sangue invade pela janela, a cada poucos segundos ouço gotas de sangue e gemidos vindo de Arthas, o desgraçado demora pra morrer.
Não que isso seja ruim, demorei 10 anos para encontrar e matar o filho da puta, e ainda não me sinto satisfeito, não depois do que fizeram com minha família.
Dizem que acordar com uma visão do céu e sinal de boa sorte… creio que se isso fosse verdade eu teria sorte por toda minha vida.
Crescer nas nuvens teve suas alegrias, momentos perfeitos naquela cidade utópica criada pelos ideais de um fanático, uma cidade livre de pecadores, livre de raças inferiores, ali nos estávamos perto de Deus e ele perto de nos. Zephyr era seu nome, a joia do céu, a cidade livre de pecados, sua historia de origem? Bom, a real historia eu fui descobrir depois de muito tempo, mas a versão que nos era contada por nossos pais era a seguinte:
"Décadas atrás, quando o mundo estava perdido em guerra, uma criança nasceu em meio ao caos, uma criança que viria a ser nosso profeta, aquele que fundou nossa joia, nossa Zephyr. Sua infância perdida em meio a violência, se fez homem cedo e buscou em Deus refugio, e nosso amado Deus não deixaria tal criança sofrer em vão, a essa mesma criança foram dadas visões, visões na quais se via Zephyr. já como jovem iniciou a busca pela terra prometida ate se dar conta de que ele seria aquele que iria construi-la. E assim ele achou a entidade, o espírito do oeste, aquele que nos mantém no ar"
Se você achou vago, não se assuste, ele fez de tudo para deixar a narrativa aceitável, talvez tenha falhado em deixar convincente porem mesmo assim todos aqueles em Zephyr eram fiéis ao seu profeta... Pelo menos ele assim pensava. A historia não esta totalmente errada, na época como criança eu mesmo acreditava e orava pelo profeta, mas me perdoem, eu era tolo, e como tolo eu errei.
Com amor: Donnie
O cotidiano da minha infância seguia uma rotina bem simples, durante a semana aulas do começo da manha ate o fim da tarde, sábado passeios ocasionais com colegas de classe, aos domingos sempre tínhamos a santa missa, a qual todos os moradores de Zephyr eram obrigados a ir, isso resume minha vida desde os 8 aos 15 anos, mas uma hora ou outra a realidade bate em nossa porta.
Dia 30 de julho sempre foi uma data especial em minha casa já que marcava tanto o casamento de meus pais quanto o aniversario de minha irmã, Angie, ela era a nossa luz de cada dia, não importava o que acontecesse ela sempre sorria, sempre nos alegrava. Meu nome é Donnie, junto com Angie e meus pais Magnus e Cristine nos éramos a família Carter, uma família até que bem respeitada em nossa cidade, meu pai sendo um conhecido arquiteto e minha mãe uma dona de casa muito conhecida por seus doces, éramos em geral uma família feliz que ate esse ponto não tinha sido tocada por aquilo que Zephyr escondia.
Nossa cidade tinha uma ligação com o mundo terrestre graças aos dirigíveis, e logo abaixo de Zephyr havia uma pequena ilha onde ficava um terminal de abastecimento para nossos meios de locomoção além de uma pequena praia onde famílias podiam ir visitar e passar uma tarde agradável na areia ou no mar, contudo esse era o limite que o Profeta nos deu, qualquer contado maior com o povo da superfície podia nos influenciar no caminho do pecado, entretanto não era incomum nossa pequena ilha no meio do mar ser visitada por pessoas de grandes países, que são em sua maioria cheios de cidades, as que mais ouvíamos falar quando crianças eram Nova Iorque, Londres, Paris, e de um pequeno pais chamado Cuba, também não era incomum pessoas de cor aparecem por lá, mas logo eram detidas, pois de acordo com o Profeta, Deus marcou os pecadores com cores e características diferentes das nossas para que assim não nos envolvêssemos com o tipo errado de amizade.
Agora que expliquei o que e como funcionava a ilha, voltemos ao ponto em que parei, naquele dia para comemorar seu aniversario Angie quis descer ate a praia, ela amava a agua, desde pequena não gostava quando nossa mãe a tirava da banheira, ela era uma criança tão pura, fazendo seus 12 anos naquele mesmo dia. Como era seu aniversario meus pais não tinham como dizer não, escolhemos o primeiro dirigível das 9 da manha e descemos ate a praia, um detalhe muito importante era a maneira como minha relação com Angie funcionava, não era a típica relação de irmãos onde sempre há brigas, nos sempre apoiamos um ao outro, não importasse o que fosse, era tudo tão lindo ao lado de minha irmã, nosso percurso no ar levou cerca de 10 minutos, a excitação dela era palpável no momento em que ela viu o mar, meus pais como sempre abraçados e sorrindo ao ver o sorriso em seu rosto, pode parecer que meus pais não me davam bola, mas aquele dia era deles e dela, e eu me contentava por vê-los felizes, isso era mais que suficiente para mim, ao desembarcar no hangar de pouso a primeira coisa em nosso campo de visão foram as lojas da ilhas, um verdadeiro parque de diversão para Angie, só não era o mesmo para o bolso do meu pai.
Nossa primeira parada foi o carrinho de sorvete, uma tradição de nossa família toda vez que íamos ate lá. Angie avistou um vestido florido cheio de cores numa loja próxima, creio que ao ver isso a carteira de meu pai já começou a se preparar, devo mencionar que nos não éramos pobres, mas também não ricos como os Lannis ou os Bariens, mas vivíamos bem só que meu pai era mão de vaca mesmo. Creio que não seja necessária uma descrição detalhada de nosso dia na praia, comemos um belo café da manha, meus pai ficaram na areia abraçados enquanto eu e minha irmã estávamos no mar, pouco depois almoçamos ali mesmo na areia, a única parte realmente relevante dessa tarde foi que o capitão da guarda de Zephyr estava por perto e veio nos cumprimentar, seu nome? Arthas Lannis, um membro de uma das famílias mais ricas de zephyr, aquele filha da puta, pode ter demorado mas ele teve o que mereceu. Quando começou a escurecer meus pais decidiram que já era hora de irmos, e assim pegamos o próximo dirigível de volta para nossa cidade nos céus.
Lembram do amor de minha irmã por rosas? Eu não podia deixar isso passar em branco, assim que chegamos em nossa casa, pedi ao meus pais se poderíamos dar uma volta enquanto eles descansavam (eu sabia que eles queriam um tempo a sós) então foi fácil convencer eles, assim que eles liberaram saímos de casa, queria leva-la aos jardim da ilha do cardeal, esse era o bairro onde os membros do culto do Profeta moravam, então tínhamos que entrar as escondidas, mas valia a pena, eu sabia qual seria a reação dela ao ver o mar de rosas vermelhas daquele jardim, atravessamos a ilha onde nosso bairro se encontrava e fomos pela ilha comercial chamada de Lazaro, caso esteja confuso entender nossa cidade era dividida em ilhas flutuantes interligadas por bondinhos ou pontes, existiam dezenas de ilhas com vários tamanhos e utilidades diferentes, mas a mais imponente de todas era a ilha do Iluminado, chamada assim já que seu único habitante era ninguém mais ninguém menos do que o Profeta, entretanto não era permitido perambular perto daquela ilha, e isso nem mesmo eu ousava desobedecer, ao chegar na ponto que ligava Lazaro com Cardeal, tomamos cuidado para que ninguém nos visse e assim adentramos a ilha, ao passar pelo portao rodeado de madressilvas, logo ali na nossa frente, estava o que prometi a Angie, o mar de rosas mais lindo que jamais fora visto, lhe avisei que podia pegar apenas uma rosa para levar de lembrança, ela escolheu uma linda rosa vermelha bem gorda e sem nenhuma mancha. Ali estava ela, em pleno êxtase de animação ao segurar rosa em suas mãos, contudo, a realidade sempre bate em nossa porta não e mesmo? E foi assim que ela bateu na nossa. Um grito não muito longe de onde estávamos no alertou de que algo estava errado, puxei minha irmã pela manga e fui o mais rápido e silencioso possível em direção, esse foi meu primeiro erro, e paguei caro por ele, sem perceber acabei nos levando em direção do grito, ao chegar na intersecção das ilhas, bem em frente da ponte havias uma figura escura mesmo sendo iluminada por um poste, atrás dele um pouco retorcida havia uma criança chorando baixo, três homens carregando armas surgiram na frente do homem escuro, que mais tarde soube que na verdade ele era um afro descendente, o mais chamativo dos três homens que surgiram ira o conhecido Arthas Lannis.
Arrastei Angie comigo para trás de um banco perto da ponte, pensei que fosse ser possível esperar ali ate o que quer que fosse acontecer ali acabasse, esse foi meu segundo erro, mesmo de não muito perto pude ouvir a conversa entre eles:
– Por favor, minha filha e inocente, deixa-a ir – o tom de suplica em sua voz pegou de surpresa.
– A deixar ir? Ela carrega sua cor, a cor de um pecador, pelo bem de Zephyr não posso permitir esse tipo de gente em nossa cidade – quem falou isso? O capitão Arthas em pessoa, cuja frieza soava cortante.
– Meu Deus, protegei seu servo.. – antes dele prosseguir Arthas o acertou com uma coronhada.
– Quem você pensa que e para pronunciar o nome de Deus em vão? Raça imunda – uma segunda coronhada, dessa vez a menina começou a chorar de verdade. – Vão para o inferno, lugar onde o resto da sua raça te encontrara em breve. Guardas..
– Porque? – tanto eu e os guardas não sabiam em que reparar, na pergunta, ou na pessoa que a fez – Porque fazer isso com eles? Ele só esta protegendo ela – lá estava Angie, segurando sua rosa com ambas as mãos na espera de uma resposta;
Arthas foi quem se recuperou antes e disse:
– Vá para casa pequena, você não tem nada a ver isso – não havia cortesia em sua voz, aquilo tinha sido uma ameaça velada, infelizmente Angie não recuou, pelo contrario, enfrentou novamente o capitão se pondo na frente do homem escuro. – bom você não me deixa escolha criança – não havia hesitação em sua voz, ele nem sequer sentiu qualquer remorso – Guardas – lá estava eu paralisado, tanto por medo quanto pela própria cena em si – Apontar – minha voz não saia, nada que eu falasse ou tentasse pelo menos fazia, eu fiquei lá, parado, sem a mínima reação, esse foi meu terceiro erro, nesse meio termo, minha irmã com suas mãozinhas delicadas encaixou sua linda rosa no cano da arma do capitão, e mesmo assim, mesmo diante dessa cena não houve um brilho sequer de piedade em seus olhos, naquela horas eles estavam mais escuros do que nunca – Fogo.
Eu gritei, ao som do comando de Arthas eu gritei, mas voz nenhuma saiu, tudo o que consegui ver, foram pétalas queimadas daquela linda rosa boiando em um pequeno mar de sangue.
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2020.08.22 21:23 electricbr4in Você não é mau caráter por não acreditar em nada.

Assisti hoje a esse vídeo do canal "Cortes do Flow [OFICIAL]", onde Richard Rasmussen fala sobre a experiência dele com o chá de Ayahuasca.
Ali pelos 14:14, o Richard diz (com todas as letras) que "o homem mais perigoso é aquele que não acredita em nada (...) não é o cara que eu quero ao meu lado".
Quando ouvi esse cara falando isso, me senti mal de verdade. É como se minha empatia, minha lógica, minha educação e filosofia de vida não valessem absolutamente porra nenhuma. E sim, quando mexem com isso em um indivíduo, é como se você arrancasse a "alma" dele (para o melhor entendimento dos cristãos daqui).
Eu não acredito em nada, porque eu simplesmente não consigo acreditar e não porque "eu não quero" ou porque eu tenho uma "tendência a cometer o mal". Eu não sou um carro desgovernado, que passa por cima das pessoas sem dó nem piedade, eu não passo para trás meus colegas, meus amigos, meus parentes. Eu prezo muito pela minha família, até mais do que muitos cristãos que conheço, que vem vomitar moralismo religioso na cara dos outros feito um bando de hipócritas.
Só salientando que intolerância religiosa é prevista no artigo 20 da lei 7.716. (E sim, o fato do indivíduo "não acreditar em uma religião" também o inclui nesse artigo.) Ou seja, muito provavelmente o que esse canalha do Richard fez em alguns minutos de vídeo pode sim ser considerado um crime.
Mas houve comoção na internet para repreender esse cara ou sequer um processo criminal contra ele? Não. Ser agnóstico ou ateu nesse país é isso, é ser humilhado nas surdinas, é ser dado pouca importância ou absolutamente nenhuma. Nenhum grupo de lacradores ou mitadores escreve textão ou arranja briga na internet por nossa causa. Não bastando isso, quando falamos alguma coisa, somos vistos como os "arrogantes", os adolescentes mimados, somos o lixo da filosofia de vida.
Tudo isso somado a essa decisão do TSE, em que um pastor agora pode livremente usar de sua posição na igreja pra garantir votos sem que nenhuma restrição da lei aconteça, "ajudaram" a destruir minha semana emocionalmente. Meus parabéns.
Até que ponto vamos continuar normalizando esse discurso escroto nesse país? Até que ponto irão relativizar o estado laico, previsto na constituição? Vocês, ateus, estão esperando isso aqui virar um antro de fanáticos religiosos segurando um fuzil numa mão e uma bíblia na outra? Esperam explodir uma guerra civil entre igrejas evangélicas, pra decidir qual delas irá assumir o controle da tua vida? Sério, falem pra mim, o que vocês estão esperando pra começar a se organizar de verdade dentro e fora da internet? O aval do bispo Macedo?
Vocês não pensem que isso é um exagero e que isso está "muito longe da nossa realidade", meus amigos. A cada dia que passa, esse país se torna menos liberal e mais estupidamente obscurantista possível.
Você, ateuzinho, que acha que estou exagerando, experimenta tentar encontrar um(a) parceiro(a) que te aceite pelo que você acredita. Experimenta falar para os pais cristãos da tua namorada que você "não acredita em Deus", pra você ver se eles vão te tratar da mesma forma. Experimenta falar pro teu chefe, pros teus colegas de trabalho, para os teus colegas de faculdade/escola/curso, pra ver se você não será excluído, se não te tratarão com desprezo, se não servirá de chacota, de escárnio. Experimente colocar o teu filho numa escola pública que não imponha cristianismo pra ele desde cedo com "educação religiosa".
Se você nunca observou nada disso que eu te falei, meus sinceros parabéns, você é um privilegiado do caralho, uma exceção, um felizardo.
Meu sonho de vida já foi comprar um carro, uma casa e montar uma família nesse país, mas hoje, meu maior sonho é simplesmente ir embora desse buraco obscurantista medieval que se tornou o Brasil, nem que eu tenha que ser humilhado diariamente por ser um estrangeiro.

Aliás, se você faz algo bom porque teme a Deus, você não é uma pessoa boa.

E sinto lhe informar, mas se você estiver certo nas tuas crenças, você irá arder no fogo do inferno.
Isso é tudo. Abraço.
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2020.08.22 03:24 frdnt A estrada para a Vila Acidentada

O texto abaixo é uma tradução de um artigo originalmente publicado no blog de Cantuse. Ele é o 9º texto de uma série de teorias que ele chama de “O Manifesto”.
O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO I
O volume anterior [deste manifesto] não mediu esforços para estabelecer que Stannis, Melisandre e Mance conspiraram para resgatar Arya Stark.
Os detalhes desse resgate foram, até agora, vagos. O Volume II do Mannifesto visa detalhar precisamente a totalidade das jornadas de Mance ao longo de A Dança dos Dragões e além.
Sabemos que Mance primeiro deixou Jon com o objetivo declarado de resgatar Arya Stark. No entanto, o Volume I mostrou com detalhes meticulosos que o resgate também era necessário para ajudar Stannis.
Após o último encontro de Jon com Mance no capítulo de Melisandre, não o vemos novamente até o capítulo O Príncipe de Winterfell no castelo dos Stark.
O que aconteceu entre esses dois períodos?
Responder a esta pergunta requer uma análise detalhada das razões para Mance estar em Castelo Negro e qual era seu objetivo imediato ao partir. Para esses fins, este verbete do Manifesto afirma os seguintes pontos:
DEIXADO PARA TRÁS
Em Jon IV de A Dança dos Dragões, Stannis declara que está dando Camisa de Chocalho a Jon Snow. Por quê?
Afinal, Jon imediatamente declara que não tem uso para Camisa de Chocalho alegando que ele os trairá e retornará aos selvagens ou que outros membros da Patrulha da Noite irão matá-lo.
Mesmo assim, Stannis não muda de postura e deixa Camisa de Chocalho com Jon.
Por mais enigmático que pareça, explicar as razões para deixar Camisa de Chocalho em Castelo Negro é surpreendentemente simples - principalmente quando você compreende que Mance e Stannis conspiraram juntos.
A grande questão
Há uma grande questão que paira sobre tudo até agora dito em relação a Mance e Stannis:
Por que Stannis intencionalmente deixou Mance para trás?
Já mostrei que o plano quase certamente consistia em Mance se infiltrar no casamento e sequestrar Arya. Mas isso por si só não requer que Mance permaneça em Castelo Negro. Ele poderia ir para qualquer lugar, até mesmo com o próprio Stannis, se desejasse.
Qual foi então a razão para deixar Mance em Castelo Negro?
Outro Enigma
Antes de Stannis deixar Castelo Negro, ele tinha planejado originalmente levar os Thenns com ele. Eles deveriam ser sua vanguarda.
No entanto, Jon convence Stannis a deixá-los para trás.
Mais tarde descobrimos que os Thenns foram subsequentemente movidos para Vila Toupeira junto com todos os outros selvagens (ADWD, Jon V). Na verdade, eles foram rebaixados a serem iguais a estes colegas.
O que levanta questões importantes:
Por que Camisa de Chocalho não foi rebaixado da mesma forma?
Por que ele foi especificamente dado a Jon, como uma sumidade única entre os selvagens?
Quando você pensa sobre isso, parece que Stannis quer que Mance esteja o mais próximo possível de Jon.
Antes do Anúncio
Dado que Melisandre teve sua visão da garota cinza antes de Stannis partir para Bosque Profundo, isso significa que os conspiradores (Melisandre, Mance e Stannis) sabiam sobre o casamento antes mesmo de os anúncios terem sido enviados.
NOTA: Alternativamente, eles poderiam ter ficado sabendo através do serviço de “inteligência” de Arnolf Karstark.
Agora, aqui está o detalhe importante: eles não sabiam onde o casamento seria realizado.

As hipóteses

Isso nos traz às minhas hipóteses:
  1. Mance foi deixado para trás porque o local do casamento não fora confirmado ou era desconhecido.
  2. Arranjos foram feitos para que Mance fosse rapidamente informado do local do casamento assim que fosse conhecido.
Isso é bastante convincente quando você pensa a respeito. Mance precisaria estar em um lugar que pudesse receber mensagens para saber o local do casamento. Se ele estivesse viajando com um exército, não teria sido capaz de obter essa informação em tempo hábil.
Além disso, permite que ele viaje como uma 'unidade' à parte dos exércitos de Stannis.
Claro, essa hipótese não seria nada sem evidências e raciocínio válido.
O LOCAL É A CHAVE
A descoberta do local do casamento é simples. Explicar alguns dos detalhes do pano de fundo não é.
Pressão do Grupo
Pra começar, Jon recebe um 'anúncio de casamento' de Ramsay (ADWD, Jon VI) . Ele lê na presença de Mance (disfarçado de Camisa de Chocalho) e até lê o conteúdo em voz alta. Ele diz especificamente que o casamento será em Vila Acidentada.
Jon não conta a ninguém sobre esta carta ou seu conteúdo, mas Melisandre o confronta naquela mesma noite, tentando obter sua permissão para 'salvar sua irmã'. Só podemos supor que Mance contou a ela sobre a carta e foi isso que a levou a se aproximar, principalmente quando você nota que Melisandre não falava em privado com Jon desde o início do livro.
A observação é clara:
Já posso ouvir suas perguntas e objeções:
Não é um tanto presunçoso pensar que Mance iria apenas coincidentemente descobrir a localização do casamento ao ouvi-lo por acaso de Jon?
Parece improvável ou ao menos pouco seguro supor que um 'convite de casamento' seria enviado a Castelo Negro.
* * *
Escalando janelas
Tenho certeza de que Mance descobriria o local do casamento pelas cartas de Jon de uma forma ou de outra.
Acredito que ele planejava descobrir o local do casamento escalando os aposentos de Jon e lendo as cartas deixadas em sua mesa. Foi um acaso Mance ter ouvido Jon lendo a carta.
Mance até sugere isso de uma forma indireta:
– Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Ele basicamente diz que se ele escalasse a janela de Jon não seria para matá-lo.
* * *
É claro que isso não é uma prova concreta. Mas lembre-se de que as evidências até agora indicam fortemente que Mance, Melisandre e Stannis estavam em conluio. É quase óbvio que a carta de Jon foi o que motivou a “missão” de Melisandre e Mance.
Se Jon não tivesse lido a carta em voz alta, Mance teria sido obrigado a lê-la por algum outro meio . E a única maneira viável de fazer isso seria subir em sua janela.

UM CONVITE IMPROVÁVEL

Como demonstrei, a ideia de que Mance pudesse esperar por um convite (ou similar) contendo o local do casamento parece carregada de incerteza.
Abordei a logística de como Mance ficaria sabendo do local do casamento. Mas depende da certeza de que Jon receberia um convite em primeiro lugar: uma suposição bastante duvidosa.
Por que os Boltons enviariam um convite para Jon?
Por que Stannis, Mance e os demais estariam tão certos de que Jon receberia um?
Isso não faz sentido
Quando você pensa sobre isso, realmente não faz sentido enviar um convite para o casamento a Jon:
No entanto, apesar de todos os motivos para não fazê-lo, Jon recebe um convite.
Por quê?
O convite de Jon nem mesmo faz sentido por causa de uma passagem específica nele:
Jon não viu motivo para não contar.
– Fosso Cailin caiu. Os cadáveres esfolados dos homens de ferro foram pregados em postes ao longo da estrada do rei. Roose Bolton convoca todos os senhores leais para Vila Acidentada, para confirmar a lealdade ao Trono de Ferro e celebrar o casamento de seu filho com... – seu coração pareceu parar por um momento.
(ADWD, Jon VI)
Jon não é um lorde (sim, ele é Lorde Comandante, mas não é a mesma coisa), nem sua lealdade é relevante para seu trabalho.
Caro Senhor ou Dama
Se você der um passo para trás e refletir bem, a carta parece que poderia ter sido endereçada a outra pessoa.
Além disso, a carta foi escrita com sangue, e o sangue está descascando:
A tinta marrom se desfez em pedaços quando Jon passou o polegar sobre ela.
(ADWD, Jon VI)
Asha recebe uma carta semelhante, também escrita com sangue. O sangue não está descascando no dela.
Isso sugere que a carta de Jon talvez seja mais antiga.
Isso nos leva à minha teoria:
Mors Crowfood encaminhou seu convite para Jon.
Está claro tanto em A Dança dos Dragões quanto nos capítulos liberados de Os Ventos do Inverno que Mors estava conspirando com Mance em Winterfell. Eu exploro e sintetizo o relacionamento deles no próximo ensaio, Uma Aliança de Gigantes e Reis.
Mors estava aparentemente tão envolvido na missão de Mance quanto qualquer outra pessoa.
Faz sentido que ele encaminhe seu convite com base no fato de que ele sabe que é o que Mance precisa.
Nenhuma outra explicação viável parece estar disponível, pelo menos nenhuma que faça tanto sentido.
Tendo explicado a logística por trás do que desencadeou a missão de Mance, podemos passar aos detalhes da jornada de Mance a Vila Acidentada.

O BARDO DE VILA ACIDENTADA

O convite de casamento original recebido por Jon indicava que o casamento seria em Vila Acidentada, mas não vemos Mance / Abel até que Theon chegue em Winterfell.
Então o que aconteceu?
Mance viajou diretamente para Winterfell? Ou para Vila Acidentada*?*
Colocando de forma clara, Mance viajou primeiro para Vila Acidentada. Isso não é apenas coerente com a teoria montada até agora, mas dá sentido a algumas coisas.
Cavalos Velozes
Primeiro, Mance pede especificamente bons cavalos:
– Precisarei de cavalos. Meia dúzia dos bons. E isso não é algo que eu possa fazer sozinho. Algumas das esposas de lança encurraladas na Vila Toupeira devem servir. Mulheres podem ser melhores para isso. A garota vai confiar mais nelas, e elas me ajudarão com certo estratagema que tenho em mente.
(ADWD, Melisandre)
Ele poderia ter pedido simplesmente cavalos sem precisar esclarecer os que são bons. Essa pequena adição implica que ele planeja uma cavalgada com afinco.
Uma janela de oportunidade
Em segundo lugar, há uma quantidade considerável de tempo disponível para Mance e suas esposas fazerem a viagem:
Os homens haviam estado dezesseis dias na caçada […].
(ADWD, Fedor III)
Isso se refere à quantidade de tempo que Ramsay gastou rastreando os Freys desaparecidos. Isso significa que os convites já foram enviados há algum tempo. Havia três semanas ou mais para Mance fazer a viagem.
Uma pista sutil
Por todas as aparências externas, no entanto, não há evidências de que Mance realmente tenha chegado a Vila Acidentada.
Ou será que existe?
Há um trecho sutil e facilmente esquecido que poderia ser o murmúrio de uma pista. Quando Theon e Roose Bolton estão cavalgando por Vila Acidentada, Theon faz a seguinte observação:
Passaram por um estábulo e por uma pousada fechada, com um feixe de trigo pintado na placa. Fedor ouviu música através das janelas.
(ADWD, Fedor III)
Esta é uma pousada entre o salão de Harwood Stout e o da Senhora Dustin em Vila Acidentada. A música indica que algum menestrel ou trupe de menestréis deve estar tocando. Não há indicação de que haja homens Frey ou Manderly na vila (provavelmente acampados fora do perímetro da vila). Em qualquer caso, este é o tipo de pousada que você suspeitaria que os viajantes frequentassem. Além disso, os estábulos também são atraentes, visto que Mance estava viajando a cavalo.
Uma vez que sabemos que Mance partiu para Vila Acidentada e sabemos que ele teve tempo suficiente para fazer a viagem, devemos concluir que ele está em algum lugar por lá. Para ele em particular, faz bastante sentido chegar cedo por vários motivos:
Deve-se observar que, mesmo que você discorde que a citação significa que Mance está naquela taverna, temos todos os motivos para acreditar que Mance teria visitado Vila Acidentada. E com isso em mente, suas opções ainda seriam as mesmas descritas aqui.

COLETA DE INFORMAÇÕES

Observando o conhecimento a que Mance está exposto em Vila Acidentada, devemos ser capazes de estimar que tipo de conhecimento ou inteligência ele pode ter reunido.
Despensa Stout
Bem, uma coisa que quase certamente pode haver rumores em Vila Acidentada é que Harwood Stout está ficando sem comida por causa da gula de Ramsay. O texto ainda aponta que esses fatos estão sendo revelados pelos próprios servos de Stout:
Seu anfitrião, um grisalho senhor menor de um braço só, chamado Harwood Stout, sabia que era melhor não negar seu pedido, embora suas despensas devessem estar bem perto de se esvaziar. Fedor ouvira os servos de Stout murmurando sobre como o Bastardo e seus homens estavam comendo todo o estoque de inverno.
– Ele vai se casar com a filhinha de Lorde Eddard, dizem – a cozinheira de Stout reclamou, sem perceber que Fedor estava ouvindo –, mas é a gente que ele vai foder quando a neve começar, escrevam minhas palavras.
(ADWD, Fedor III)
Portanto, isso indicaria que Stout está ciente de um futuro sombrio para sua casa, sua família, seu povo - a menos que ele possa encontrar reabastecimento em algum lugar. Sabemos que Ramsay tem abusado de seu anfitrião de outras maneiras, como permitir que seus cães matem os cães de Stout. É muito provável que Stout odeie Ramsay.
O valor de tal inteligência não é claro, mas ainda é uma parcela de conhecimento que pode ser útil mais tarde.
Ódio de Dustin
O simples fato de que Ramsay está hospedado no salão de Stout já revela muito sobre política. Lembre-se de que Mance estava presente no conselho de guerra de Stannis (ADWD, Jon IV), onde Jon apontou que os Dustins e Ryswells estavam ligados aos Boltons pelo casamento.
A observação de que Ramsay não é bem-vindo no salão da Senhora Dustin sugere fortemente que sua lealdade a Roose Bolton não se estende ao próprio Ramsay. Outro fato útil.
Os Freys Desaparecidos
Ramsay diz que perguntou sobre os Freys desaparecidos em cada aldeia e fortaleza que eles encontraram.
Seria razoável que Mance soubesse disso no caminho para Vila Acidentada, ou que o boato estivesse circulando quando ele chegou à pousada em Vila Acidentada.
***
Como você pode ver, isso dá a Mance uma vantagem em diferentes maneiras de explorar as várias tensões dentro das forças de Bolton.
Em particular, ele sabe que os Freys e Manderlys têm objetivos opostos, e que Stout e Dustin desprezam Ramsay.

CONCLUSÕES

Sabemos que o casamento de Ramsay foi transferido para Winterfell. Também sabemos que Mance também foi para Winterfell e se infiltrou se passando por um trovador viajante e sua “família".
No entanto, este olhar sobre as atividades de Mance em Vila Acidentada mostra que ele teve uma compreensão muito boa da dinâmica da política em jogo antes mesmo de chegar, conhecendo como colocar as casas umas contra as outras.
Também é possível (mas não confirmado) que Mance pode até mesmo ter feito um acordo com um dos senhores presentes em Vila Acidentada naquela época.
***
Esta entrada no Mannifesto nos diz tudo o que acontece a Mance antes de chegar a Winterfell, exceto por uma questão gritante:
Mance encontrou Mors “Crowfood” Umber em seu caminho até Vila Acidentada
O encontro desses dois idealizadores é fundamental para os planos de Mance em Winterfell. A razão de eu atrasar a discussão sobre Mors Crowfood é porque é mais fácil entender os argumentos que vou apresentar se eu os relacionar aos vários eventos em Winterfell ocorridos depois da chegada de Mance.
Para continuar lendo o Manifesto e aprender sobre a relação entre Mance e Mors, vá para Uma Aliança de Gigantes e Reis.
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2020.08.19 17:00 fabioassuncao Uma tragédia de três cavaleiros

O texto abaixo é uma tradução da teoria bem conhecida, de mesmo nome, elaborada por u/M_J_Crakehall.
………………………………………………...
Os Ventos do Inverno tem muitos fios de enredo soltos, muitos dos quais são difíceis de adivinhar o resultado. Mas um com muito potencial, mas poucas previsões, é o enredo de Coração de Pedra, que está ligado à história de Brienne, Jaime, Irmandade, Freys de Correrrio e das Gêmeas, Terras Ocidentais e Terras Fluviais. Há tanta coisa acontecendo nesta pequena porção de terra que é difícil apontar o que exatamente acontecerá. Muitos personagens afetam uns aos outros de tantas maneiras que é difícil dizer o que poderia acontecer com todos eles. Hoje, vamos nos concentrar apenas em três, no entanto, e um único evento. Vamos conversar com Senhora Brienne, Sor Jaime e Sor Hyle Hunt.
Em primeiro lugar, um lembrete de onde esses personagens estão atualmente na história. Senhora Coração de Pedra capturou Brienne de Tarth, Podrick Payne e Hyle Hunt. Sob a ameaça da morte dos dois últimos, Senhora Coração de Pedra envia Brienne para encontrar Jaime e trazê-lo para ela. No capítulo de Jaime I em A Dana dos Dragões, Brienne encontrou Jaime e disse a ele que o Cão de Caça está com Sansa e eles devem ir procurá-los. Parece bastante óbvio que Brienne está atraindo Jaime para uma armadilha.
– A garota. Você a encontrou?
– Encontrei – disse Brienne, a Donzela de Tarth.
– Onde ela está?
– A um dia daqui. Posso levá-lo até ela, sor... mas você precisa vir sozinho. Caso contrário, o Cão de Caça a matará.
Agora, podemos debater se Brienne contaria a Jaime sobre o que está por vir. Eu consigo ver que ela contaria a ele e eles se preparariam durante a viagem, mas também pude vê-la mentindo para proteger Podrick e Hyle Hunt. No entanto, acredito que Jaime Lannister ficaria desconfiado e cauteloso no caminho. Claro, quando eles enotrarem Coração de Pedra, haverá algumas discussões entre todos os personagens e um grande diálogo, mas isso seria material para outro tópico. Vamos ao Julgamento de Jaime Lannister. O trunfo de Jaime seria colocar tudo em um julgamento por combate, como é normla entre os seguidores dos Sete e os próprios rebentos de Lannister. Eu considero altamente provável que Thoros de Myr concordasse em fazer um julgamento por combate, pois é o tipo de julgamento praticado pela Irmandade, e assim Coração de Pedra pode não ter opção a não ser concordar, talvez esperando que a justiça divina finamente recaia sobre os Lannisters.
Mas Lady Coração de Pedra não vai deixar isso seguir tão facilmente. Ela tem Jaime Lannister em suas mãos. A traição dele está olhando diretamente para ela. Então ela vai querer um campeão que sabidamente ganhará. E ela se lembra de Brienne e de seu juramento. Senhora Coração de Pedra poderia nomear Brienne como sua campeã, tanto para matar Jaime quanto punir Brienne por sua traição a Senhora Catelyn Stark.
– Não compreendo. O que foi que ela disse?
– Perguntou como se chama essa sua lâmina – respondeu o jovem nortenho com o justilho de pele de ovelha.
– Cumpridora de Promessas – Brienne respondeu.
A mulher de cinza silvou por entre os dedos. Seus olhos eram dois poços rubros ardendo nas sombras. Voltou a falar.
– Não, ela disse. Chame-a de Quebradora de Promessas. Foi feita para a traição e o assassínio. Ela a batiza como Falsa Amiga. Como você.
– Para quem fui falsa?
– Para ela – disse o nortenho. – Poderá a senhora ter se esquecido de que um dia jurou se pôr ao seu serviço?
E agora ... podemos finalmente falar sobre a estrela deste show: Sor Hyle Hunt. Sor Hyle está (ou melhor, estava) a serviço de Lorde Randyll Tarly e era o capitão do portão. Ele deixa Lorde Randyll Tarl. Em parte porque está cansado de Tarly, mas provavelmente para ficar com Brienne e tentar cortejá-la. Diga o que quiser de Hyle Hunt, mas há duas coisas verdadeiras sobre ele: ele é um cuzão e se preocupa com Brienne até certo ponto. Ele é bem aberto sobre querer a mão dela em casamento ou mesmo sobre ir para a cama dela à noite para provar seu valor.
– Deixe a porta do seu quarto destrancada esta noite, e eu me esgueirarei para sua cama para lhe demonstrar a verdade do que digo.
– Se o fizer, será um eunuco quando for embora – Brienne levantou-se e se afastou dele.
Um fato interessante é que quando Brienne lhe diz não, ele escuta e respeita que ela não queira que ele faça isso. Então, ele claramente a respeita. Até certo ponto. Já que fica ambíguo se ele apenas a quer por conta de suas terras. Ele até menciona isso, como uma possível forma de se provar digno dela.
– O que quero ganhar é você, a única descendente viva de Lorde Selwyn. Sei de homens que se casaram com desmioladas e bebês de peito por propriedades com um décimo do tamanho de Tarth. Não sou Renly Baratheon, confesso, mas tenho a virtude de ainda estar entre os vivos. Há quem diga que esta é a minha única virtude. O casamento seria útil para ambos. Terras para mim, e um castelo cheio disto para você – indicou as crianças com um movimento de mão. – Eu sou capaz, asseguro-lhe. Gerei pelo menos uma bastarda, que eu saiba. Não tenha medo, não a obrigarei a acolhê-la. Da última vez que fui vê-la, a mãe me deu um banho com uma panela de sopa.
Veja, eu estou dando bastante destaque ao lado mais leve desse personagem, mas isso é ASOIAF, portanto deve haver um equilíbrio. Hyle Hunt não é um exemplo perfeito de consorte. Longe disso. A primeira vez que ouvimos falar dele é quando Brienne nos conta do jogo que ele inventou para que algum cavaleiro a seduzisse.
Tinham feito uma aposta.
Dissera-lhe que tinha nascido entre três dos cavaleiros mais novos: Ambrose, Bushy e Hyle Hunt, de seu próprio pessoal. Mas à medida que a notícia se espalhava pelo acampamento, outros tinham se juntado ao jogo. Cada homem tinha de comprar a entrada na competição com um dragão de ouro, e a soma total iria para aquele que conseguisse desvirginá-la.
Não era o mais legal dos caras, mas parece que está melhorando. Se não completamente, pelo menos um pouco. Mas o jogo teve um grande impacto em Brienne, como era de se esperar. Então é claro que ela proibiu seus avanços, como deveria. Porém, Hyle Hunt é persistente, como mostrado pelas outras citações acima.
Sabendo que Sor Hyle Hunt é um homem persistente e inteligente, acho que seria provável que se Senhora Coração de Pedra nomeasse Brienne de Tarth como sua campeã, ele se ofereceria para lutar pela Donzela de Tarth. Porém, se ele lutasse contra Sor Jaime Lannister, acredito que perderia e morreria dizendo algo sincero para Brienne ou algumas palavras duras para Jaime.
Em primeiro lugar, acredito que existem algumas razões pelas quais acho que Hyle tentaria lutar contra Jaime Lannister e, no fim, perderia. Uma delas é que ele poderia fazer isso para provar a Brienne que ele se importa com ela e mostrar sua perícia. É algo que ela pode ter visto em sua luta com Rorge, mas Brienne estava um pouco ocupada naquele momento. Outra razão é que quando Jaime e Brienne retornam e interagem com Coração de Pedra, Hyle pode ver o relacionamento deles através de como eles falam e agem e presume o pior. A pior parte de Hyle pode aparecer aqui, enquanto ele desafia Jaime para um duelo não pela liberdade, mas pela mão de Brienne e para irritar o regicida.
Hyle parece ser um bom lutador, se mantendo firme na luta contra Rorge e Dentadas, embora não tenhamos detalhes de suas próprias proezas. Ele tem inteligência e muita autoconfiança, como Bronn.
Sabemos que Hyle pode sentir um certo ciúme de Jaime Lannister e ele não é o tipo de pessoa que desiste de pedir a mão de uma certa mulher em casamento. Como afirmado acima, ele pede diversas vezes, de muitas maneiras diferentes. Também sabemos sobre seu estilo de luta e como ele é observador, podendo até a desafiar Jaime Lannister agora que ele perdeu sua mão em espada. Então, como ele perderia para Jaime? Como Sor Hyle Hunt cairia depois de fazer uma reinvidicação tão grande e ter mostrado alguma destreza na luta contra Rorge e Dentadas?
Bem, temos algumas coisas em jogo aqui. A primeira é que ninguém sabe que Jaime tem treinado sua mão esquerda com Sor Ilyn Payne em segredo. É possível que Jaime tenha aprendido um pouco, e poderíamos ver em uma luta como essa alguma recompensa narrativa para este seu treinamento. Mas isso não quer dizer que Jaime esteja de volta ao que era. Longe disso, ele provavelmente está, no máximo, no nível de esgrima de Balon Swann. Mas só isso não o coloca em pé de igualdade contra Hyle Hunt. Não, Hyle Hunt tem complicadores que ele pode subestimar ou superestimar.
Hyle Hunt tinha sido espancado com tanta violência, que seu rosto estava inchado quase até deixar de ser reconhecível. Tropeçou quando o empurraram, e quase caiu. Podrick o agarrou pelo braço.
– Sor – disse o garoto com ar infeliz quando viu Brienne. – Quero dizer, senhora. Lamento.
Como mostrado acima, Hyle foi espancado até ficar quase irreconhecível. No tempo do duelo, ele poderia ter se curado um pouco, mas quem sabe como isso poderia alterar sua visão, audição ou capacidade de pensamento. Ele ainda poderia estar cansado, sem treinar por algum tempo. Coração de Pedra parece tê-lo mantido acorrentado esperando o retorno de Brienne. Ele estaria fora de forma e exausto, e todos nós sabemos como George joga com o realismo de seu mundo. Isso, combinado com a probabilidade de seu desafio ser feito apenas por despeito, poderia diminuir suas chances contra Jaime imensamente. Ficar fisicamente e emocionalmente exausto depois de muitas surras e esperar que Brienne traga de volta o homem que ela realmente ama pode ter um grande impacto sobre ele em tal luta. Então eu acredito que ele perderia e acabaria morto na lama ou morrendo lentamente,
Mas por que Lady Coração de Pedra deixaria Hyle Hunt lutar no lugar de Brienne? Vamos deixar o motivo óbvio fora do caminho e apontar que ninguém sabe que Jaime conseguiu progredir de volta a uma habilidade mediana com a espada, e sua vitória seria um choque para todos. Assim como a vitória de Sandor contra Beric chocou Arya Stark, a vitória de Jaime chocaria Catelyn morta-viva. Mas há mais do que isso. Alguns membros da Irmandade podem ver algo de poético em Hyle lutando em nome de Brienne e apoiar a decisão. Acho que isso é menos provável, mas pode pesar na escolha de Hyle. Lady Coração de Pedra também pode deixar Hyle participar porque ela não se importa necessariamente com quem mata Jaime, só quer que isso seja feito, e pode pensar que Brienne poderia poupar Jaime, já que ela se importa com ele.
Senhora Coração de Pedra podia até vislumbrar a truculência implícita na oferta de Hyle Hunt e presumir que ele venceria. Afinal, ele trabalhava para Randyll Tarly e uma das poucas qualidades de Tarly é que ele é um bom comandante de batalha. Ela pode assumir que Hyle é um lutador talentoso ou ao menos bom o suficiente para vencer Jaime.
Portanto, analisamos Hyle Hunt e suas motivações, o resultado provável e as razões para Senhora Coração de Pedra concordar com isso. Mas há um motivo pelo qual chamo isso de “Uma Tragédia de Três Cavaleiros”. Seria muito temático e adequado para a história como um todo. O título, é claro, está relacionado à Senhora Brienne, Sor Jaime, Sor Hyle e seus respectivos arcos de cavalaria. Acredito que este capítulo seria da perspectiva de Brienne, para torná-lo ambíguo quanto à verdadeira natureza de Hyle e romantizar parcialmente o momento enquanto ainda se aprofunda naquele realismo que George R. R. Martin ama. Afinal, ele não joga apenas com o lado áspero das coisas. Ele tem uma mão em ambos os mundos. E os outros dois personagens se pareceriam com as diferentes da mesma moeda.
Jaime Lannister veria o lado romântico, o lado do homem lutando pela mulher que ama. Ele pode até ser grato a Hyle por se oferecer no lugar de Brienne. Duvido muito que Jaime queira matar Brienne, e é muito provável que a história de Jaime não termine aqui. Não, ele derrotaria Hyle com prazer aqui se isso significar que ele está seguro e Brienne também. Salvar Podrick também é bom, mas não sabemos bem os sentimentos de Jaime por ele.
Hyle Hunt, no entanto, permaneceria rancoroso da mesma forma que Petyr Baelish. Ele se pareceria com aquele realismo áspero de que fazer algo motivado por malevolência e ciúme se voltaria contra ele. Eu diria que vimos Hyle Hunt como suas melhores intenções durante as viagens com Brienne. Idiota como fosse, ele nunca a forçou ou foi longe demais. E sabemos que George R. R. Martin adora nos mostrar os dois lados de cada personagem. E a última vez que Hyle Hunt esteve em sua pior fase foi no passado.
Acredito que neste momento, em uma explosão de peso emocional, ele viraria a pior versão de si mesmo. Tendo esperado por Brienne sabe-se lá por quanto tempo, apenas para perceber que ela nunca ficaria com ele. Em vez disso, seria trocado por este homem que não apenas quebrou seus juramentos, mas não podia nem mesmo lutar ou proteger sua mulher. Parte de Hyle acreditaria que suas virtudes de cavaleiro implorariam a ele para lutar por ela como qualquer cavaleiro faria. E o que seria mais cavalheiresco do que dois homens adultos lutando na lama por sua liberdade e por uma mulher que ambos amam?
TL; DR - Eu acredito que Jaime exigirá um julgamento por combate, e quando o fizer, Senhora Coração de Pedra irá nomear Brienne de Tarth, mas Hyle Hunt toma seu lugar como campeão por sentir rancor pelo afeto entre Jaime e Brienne. Hyle Hunt luta contra Jaime, mas perde devido ao seu estado de exaustão e ao novo treinamento de Jaime, e morre lá na lama. Uma batalha pela liberdade de muitos e pelo amor de uma mulher, embelezando ainda mais os temas da cavalaria que abrange cada um dos três personagens.
………………………………………….
E vocês, acham que acontecerá assim? Acham que quem será o POV do julgamento de Jaime?
Comentem =)
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2020.08.17 07:13 Mafio2 The Way to Light Capítulo 1: O Inicio

Prisão Red Death,Canadá, 2008


No começo de 2007 um homem sem motivação para viver, se envolveu na vida do crime, então, descobriu que tinha poderes, enquanto assaltava uma loja, ele acabou descobrindo que controlava energia elétrica, ao encostar no caixa e o eletrocutar, no começo, ele não entendeu e apenas fugiu do lugar, porém, testemunhas o descreveram a polícia que esteve na loja alguns minutos depois, então, a polícia foi atrás do tal homem.
Ao encontrarem esse homem, ele começou a atirar rajadas de energia elétrica com suas mãos e a matar alguns dos policiais, até que um policial atirou no estômago desse homem e o desmaiou, então, ele foi enviado para um laboratório militar, onde foi estudado por dias, porém, não encontraram nada de diferente no DNA desse homem, então, temendo a existencia de mais pessoas como esse homem, o governo ordenou que o exército militar começasse uma operação para encontrar outros seres com “habilidades especiais”.
No meio de 2007 foi anunciada a prisão Red Death, uma base militar para capturar pessoas com essas habilidades.
Então, no começo de 2008 já tinham sido capturados 1300 pessoas com essas habilidades ao redor do mundo, os que ainda estavam soltos se escondiam no meio da sociedade sem usar seus poderes.
Na prisão eles podem usar seus poderes, porém, aqueles que tentam fugir geralmente não são mais vistos, nunca sequer ouvem falar sobre eles.
Dentro dessa prisão, há uma divisão, aqueles que cometeram crimes com seus poderes e aqueles que só estão ali por terem poderes, os que de fato são criminosos, ficam em um lugar que de fato se parece com uma prisão de segurança máxima,porém, são torturados, já os outros, em um lugar comum, porém, separado da sociedade e eles não podem sair ou serem visitados.

Cidade de Winnipeg,Canadá

Em uma pequena casa na cidade de Winnipeg, mora um jovem de 16 anos chamado Jim New Moon, o filho mais novo dessa geração da familia Moon, foi combinado também, por seus pais e tios que não teriam outros filhos até que essa geração se torna-se adulta, Jim possui um irmão mais velho chamado Jack Moon de 22 anos,também possui um primo e uma prima, Jason Moon de 19 anos e Marianne Moon de 18, ambos cresceram juntos e sempre foram bem próximos, um conhecia o outro como a palma da mão e sempre se encontravam na casa de um deles para conversarem sobre a situação, então, naquela semana decidiram se encontrar na casa de Marianne para conversarem.

- Estão todos bem? - Perguntou Jim com uma voz calma enquanto se sentava em uma cadeira
- Sim, ou melhor, eu estou pelo menos...O Jack não veio? - Disse Marianne com uma voz levemente preocupada.
- Não, ele disse que tinha que resolver algumas coisas na casa dele e provavelmente não daria tempo de vir. - Respondeu Jim num tom de voz levemente irritado com a decisão de seu irmão, afinal, eles quatro sempre se reuniam para planejar sobre como sobreviveriam e se esconderiam a essa caça por pessoas com poderes.
- Relaxa, talvez ele esteja ocupado demais - Disse uma voz saindo da cozinha, então, a pessoa que disse vem para a sala e é Jason, ele se senta no sofá e olha para seus primos.
- É...Talvez ele venha na próxima...- Disse Marianne um pouco triste.
- Então, acham que só deixar de usar nossos poderes vai ajudar a nos esconder? Talvez até funcione por um tempo, porém, com certeza eles irão começar a procurar um jeito de identificar quem tem poderes e quem não tem - Disse Jim olhando para Marianne e Jason com uma voz levemente fria.

Nesse momento, todos ficaram calados por um tempo, ir para um pais distante não é uma opção, afinal, em todos os lugares pessoas com essas habilidades especiais estão sendo procurados, talvez se afastar da sociedade seria uma boa, porém, com o tempo levantaria suspeitas.

Eles ficaram algumas horas tentando decidir o que fariam, porém, no fim das contas, não conseguiram pensar em nenhum plano bom, então, por hora, decidiram evitar sair de casa.

Após a reunião, Jim estava voltando para sua casa e parou para pensar, se eles se evitassem sair de casa isso só levantaria mais suspeitas, então, ele se virou para ir correndo falar para seus primos,quando percebeu algo que fez seu sangue gelar...um homm estava olhando para ele, um homem alto, com um sobretudo preto e um chapéu, sua pele parecia cinza, como alguém que já havia morrido, e ele estava olhando nos olhos de Jim.

- Interessante, você é um deles, você também tem poderes - Disse o homem com sobretudo preto.

- Quem é você!? Do que está falando!? - Perguntou Jim, assustado e dando alguns passos para trás.

-Não finja que não sabe do que estou falando, eu escutei a conversa inteira. - Respondeu o homem, com uma voz estranhamente calma.

-Como?...Como você conseguiu ouvir sem que nós sequer notarmos sua presença.- disse Jim, preocupado e ainda dando alguns passos para trás.

-Keys to the Kingdom... - Disse o homem sem se importar em responder as perguntas de Jim.

De repente Jim começou a ficar tonto e quando percebeu, ele já estava em outro lugar, uma espécie de quarto, bem espaçoso e vazio, o homem ainda estava lá, então, Jim olhou para o homem e disse:

-Onde estamos? Quem é você?... - Jim estava tentando manter sua calma, mesmo que por dentro estivesse preocupado e imaginando o que iria acontecer nos próximos minuitos.

-Eu não tenho nome, sou apenas algo que vaga pela sociedade a procura de pessoas com poderes, não estou do lado do governo, porém, não quero que as pessoas como eu sejam livres. - Para surpresa de Jim, aquele homem respondeu uma de suas perguntas.

-Que lugar é esse?... - Disse Jim olhando em volta.

-Uma espécie de dimensão alternativa que eu criei, esse é um dos meus poderes - Respondeu o homem sem tirar os olhos de Jim.

-Por que me trouxe aqui? - Disse Jim voltando os olhos para o homem.

-Lutaremos aqui, lutaremos até a morte - Disse o homem com uma voz fria e sem expressão alguma em seu rosto.

-Mas eu não quero lutar... - Disse Jim com uma voz bem mais calma do que antes.

-Quem disse que você tem escolha? - Respondeu o homem correndo na direção de Jim.

Jim então se assustou com a velocidade daquele homem, o homem deu um soco certeiro no rosto de Jim o jogando na parede daquele quarto, então, antes que Jim pudesse se levantar ou sequer pensar no que estava acontecendo, o homem já apareceu em sua frente tentando dar um chute em seu rosto, mas, Jim foi mais veloz dessa vez e segurou o pé do homem, em seguida, o empurrou para trás e se levantou rapidamente.

-MAS QUE PORRA É ESSA!? - Gitou Jim com raiva.

-Vivo a mais de 100 anos vagando pela terra a procura de alguém para me matar, porém, eu fiz uma promessa a mim mesmo, eu não me matarei e nem deixarei alguém me matar facilmente, quero morrer em um duelo até a morte - Disse o homem começando a abrir um sorriso em seu rosto.

-MAS QUE NÃO QUERO TE MATAR! - Respondeu Jim furioso, porém, mesmo falando isso, ele sabia que não teria outra escolha a não ser lutar com esse homem.

-Aqui será matar ou morrer - Disse o homem correndo novamente na direção de Jim.

O homem tentou dar um soco em Jim, porém, dessa vez Jim se esquivou para o lado e o homem acabou dando um soco na parede, começando a fazer a mesma se rachar, em seguida, Jim deu um chute em suas costas, fazendo o homem grunir um pouco. Rapidamente, o homem se virou dando um soco no rosto de Jim e o jogando no chão, fazendo Jim cospir sangue, então, Jim deu um chute na parte de frente da perna do mesmo, fazendo ele cair, então, Jim se levantou rapidamente e olhou para o homem dizendo:

- É tudo o que você tem? -Jim limpou o canto de sua boca, que estava com sangue.

- Estava só te testando, ainda não mostrei meus poderes, nem você - Disse o homem se levantando e dando um leve sorriso.

O homem levantou sua mão direita e então, várias laminas sairam de baixo de onde Jim estava, perfurando seu pé e entrando em sua perna.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAARGH! - Jim gritou de dor, mas também, de surpresa, afinal, aquela habilidade ele ainda não conhecia.

- Imagino que já tenha ouvido a expressão "Meu mundo minhas regras", nesse mundo, essa regra existe literalmente - O homem sorriu.

- Easy Mode - Jim falou baixo, com uma voz calma, então, vários clones sairam de trás do mesmo e começaram a tira-lo dos espinhos, depois, todos eles começaram a atacar o homem de preto, o mesmo até que defendia de boa parte dos ataques, porém, alguns o atingiam e o mesmo foi começando a fica animado com a batalha

- Jervis Floyd - Disse o homem, sorrindo, mas sem parar de se defender dos ataques.

- Hm? O que? - Perguntou Jim ainda atacando o homem com seus clones.

- Jervis Floyd, esse é meu nome verdadeiro, eu só revelo ele durante as batalhas, para me certificar que o inimigo saiba pelo menos quem o matou - Jervis deu um sorriso largo e em seguida disse:

-Keys to the Kingdom: Brick in The Wall! - Ele falou empolgado, então, várias lâminas começaram a sair do chão e parede, acertando os clones de Jim, o próprio Jim e também o Homem que agora se apresentava como Jervis Floyd, as laminas fizeram os clones sumirem e sobrarem apenas Jim e Jervis.

- C..Como?...- Perguntou Jim cospindo mais sangue.

- Esse é apenas o começo... - As laminas começaram a se abaixar e os dois começaram a se encarar seriamente.

- Me...Medium Mode... -Disse Jim meio fraco, então, uma aura verde começou a aparecer em volta de seu corpo, Jervis olhou interessado e se preparando para o que esta por vir.

Então, em uma velocidade absurda, Jim correu na direção de Jervis e deu um pulo bem alto, lá de cima ele começou a girar e deu um chute que atingiu o lado esquerdo do rosto de Jervis e o mandou na parede, antes que Jervis pudesse reagir, Jim já estava em sua frente dando vários chutes no mesmo, então, Jim parou por um tempo e Jervis caiu no chão sangrando muito.

- Isso...Isso é...Incrível!! FINALMENTE! ALGUÉM QUE TALVEZ POSSA ME DERROTAR, ALGUÉM DIGNO DE VER MEU PODER TOTAL! - Jervis começou a gritar empolgado no chão, então, tudo em volta de Jim começou a ficar escuro, Jim tentou chutar o lugar onde Jervis estava, porém, ele já não estava mais lá.

-O que!? Onde está você!? APAREÇA! - Jim estava olhando em volta tentando enxergar algo, porém, nada.

-Keys to the Kingdom: The Bird and the Worm - Disse a voz de Jervis do escuro, então, de repente tudo ficou claro, como uma explosão de luz, no começo Jim não conseguia enxergar nada, porém, depois ele conseguiu ver... Jervis estava em sua frente voando, ele possuia asas de um anjo, estava sem camisa, apenas com uma calça preta, seu cabelo agora era revelado, um cabelo ruivo, que ia até seus ombros.

-O que...O que é isso?... - Jim estava olhando para Jervis com uma cara extremamente espantada.

-Essa é minha forma real, agora, nossa batalha irá começar de verdade - Disse Jervis empolgado para a batalha definitiva.

Então, Jervis começou a voar na direção de Jim rapidamente, e deu um soco em seu rosto, Jim cospiu sangue e em seguida deu um chute nas costelas de Jervis, fazendo ele também cospir sangue, então, ambos começaram a trocar socos e chutes em uma velocidade incrível, nem pareciam serem humanos, porém, para a surpresa de Jim, Jervis começou a abrir a boca e de lá saiu uma lamina que atingiu o olho direito de Jim, fazendo o mesmo parar de atacar. Em seguida Jervis deum um chute na barriga de Jim, o jogando no chão.

-Nossa batalha está chegando ao fim, Jim New Moon - Disse Jervis com uma voz calma.

-De fato...Jervis Floyd...Hard...Mode - Ao ouvir isso, Jervis ficou surpreso, pois achou que Jim já estava em seu limite, então, a aura verde de Jim sumiu e começou uma aura vermelha em volta do mesmo, então, Jim se levantou.

-Isso está ficando interessante, porém, com esse meu ataque...VOCÊ MORRERÁ! - Jervis começou a voar novamente na direção de Jim, então Jim apenas olhou para ele e disse:

-Goodbye...Jervis... - Então, num piscar de olhos Jim estava atrás de Jervis, pisando em suas costas e fazendo ele cair no chão.

-O QUEEEE?! - Jervis estava extremamente surpreso com aquilo e pela primeira vez na sua vida, sentiu medo.

-MORRAAAAAAAAAA - Jim deu um soco nas costas de Jervis, a aura em sua mão era extremamente quente e Jim conseguiu atravessar o corpo de Jervis com esse soco.

Jim saiu de cima de Jervis, então Jervis olhou para Jim fraco e disse:

-Você...Você pode não ser o homem mais forte do mundo...Mas é o único homem que tem meu respeito... - Após dizer isso, os olhos de Jervis começaram a perder a cor, então, Jervis Floyd estava morto...

A aura de Jim foi desativada e o mundo de Jervis deixou de existir, levando Jim de volta ao mundo real, Jim colocou a mão em seu olho direito e começou a andar tristemente na direção da casa de sua prima...Agora ele tinha certeza que o inferno iria começar.


Continua....
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2020.08.16 13:35 Nicocchi606 Sou babaca?

Bom, nunca tentei fazer isso, mas realmente não sei mais o que fazer. Essa história vai ser meio longa, mas obrigada de coração para quem puder me ceder esse tempo.
Contexto: Sou filha única e ilegítima, nunca conheci meu pai por isso, ele nunca quis me encontrar, não me reconheceu e nunca mandou nenhum tipo de suporte e minha mãe não pede ao governo. Ele não é br e mora em outro país com a mulher e dois filhos. Minha mãe conheceu ele na Itália e sempre amou esse país. Ela veio me ter no Brasil mas sempre quis voltar para lá. Anos atrás, quando eu tinha 12 ela entrou em contato com um ex namorado italiano por e-mail, e em 2 anos decidiram se casar. Obviamente eu era contra, mas ela me levou para Itália contra a minha vontade mesmo assim, e minha família não fez nada já que era "uma chance de um futuro melhor". (Não discordo, o ensino é melhor mas é muito pesado, sem feriados e sem consideração, o Brasil é bem melhor nisso).
O problema: Desde que desci do aeroporto não fui com a cara do homem, mas aguentei pela minha mãe. Mas semanas depois o casamento não deu certo. O cara era um escroto, e nós dois não nós dávamos NADA bem. Naquele mesmo ano, minha mãe me colocou na escola (eu não sabia a língua, e valem duas coisas, ela me fez duas promessas. Não vou te colocar na escola até você se acostumar com a língua. E se não se acostumar em 2 meses a gente volta). Bom, como dizer....foi o inferno literalmente, eu sempre fui tímida, e não sabia a língua, logo fui excluída pela sala. E uma professora parece que se aproveitava de eu não poder me defender pra me humilhar na frente de todos. Enquanto isso em casa, eu passei a nem mesmo sair do quarto, nem para comer pois não aguentava nem ver o marido da minha mãe. E ela não se impunha com a desculpa de "a casa é dele, temos que respeitar". Nesse ano acabei com depressão e fobia social aliás. E agora não duvido nada que ainda tenha Distúrbio de personalidade Esquiva, suspeitas tenho muitas mas só o psicólogo pra confirmar. Me mudei de escola e passei um ano mais ou menos. Mudei de novo, de escola e de casa, nisso tinham passado 2 anos. Outro inferno, minha mãe não conseguiu manter o apartamento onde estávamos morando só as duas. Não tinham móveis em condições de uso, e passei muito tempo tendo que dormir no chão por isso, sozinha em casa a maior parte do dia. Alí a escola estava igual ao primeiro ano, ignorada por todos. E aquilo tudo piorou minha situação, comecei a ter crises de pânico e ansiedade e não consegui mais ir para a escola 15 dias antes de tudo ser fechado pela pandemia, mas não consegui nem mesmo participar das aulas online pelo medo de viver tudo aquilo de novo. Por pouco não perdi o ano... Agora é o 4 ano morando aqui. Nos mudamos de novo, para a casa do pai do ex marido dela, que é como um pai para a minha mãe. E é horrível aqui. Ele tem 86 anos, logo viveu em tempos de guerra e não entende que as coisas mudaram, nem tenta entender os outros, acha que todos tem que viver do mesmo jeito que ele, é REALMENTE teimoso e cabeça dura. Um exemplo: Eu estou de férias, logo quero dormir um pouco mais tarde, o que já é difícil já que em todos esses anos e ainda agora, divido um quarto com a minha mãe, então nem a minha privacidade eu tenho. Ontem não estava conseguindo dormir, acabei pegando no sono as 04:00, acordei às 10:00 e fui tomar café. Ele já entrou na sala falando de como era um absurdo isso. Que eu tinha que comer mais cedo. Razoável? Talvez se fosse só isso. Ele quer que eu siga esses horários dele: dormir às 21:30, acordar às 06:00, almoço às 12:00 e janta as 18:00. Principalmente o almoço, meio dia eu TENHO que estar na mesa. Uma vez eu tava de cama sem respirar por uma crise alérgica e não desci. Ele começou a berrar, jogou o chapéu no chão e saiu falando que eu estraguei o dia dele, que bem ou não, com fome ou não, meio dia eu tenho que descer e assistir eles comerem. Então comer fora? Nem pensar. E minha mãe não fala nada por que "é a casa dele" eu já tô tão irritada com isso! Quer dizer, nas FÉRIAS, eu não posso pegar um dia pra sei lá, almoçar fora com ela, comer um pizza fora, NADA. Por que se não a princesa em casa surta! Desculpa, eu sei que ele tem a idade e mentalidade dele, mas pelo amor de Deus. As vezes sinto que tenho que pedir permissão pra respirar, me sinto sufocada! Minha mãe fala que está tentando melhorar as coisas esse tempo todo, e sou eu que não me esforço. Na verdade tenho medo de quando a escola começar, eu falto bastante por crises de pânico/ ansiedade, é HORRÍVEL mas sei que esse cara vai fazer uma cena maior ainda de me ver em casa.
No final, falando assim, é um pouco do que eu passei, mas viver assim, todo dia em 4 anos, com uma pressão enorme de "ter que fazer tal coisa por tal pessoa ou eu sou mal educada" ou de ter que ser perfeita i tempo todo para agradar fulano porque é a casa dele vem acabando comigo. Minha família e uma psicóloga que eu fui (que eu tive que infernizar a minha mãe para me levar quando comecei as crises) me disse que quando eu tiver 18 vou poder fazer o que quiser..mas não sei se resisto até lá.
No final eu sou babaca? Por que não me esforço para ajudar a minha a "melhorar as coisas" (honestamente eu nem sei o que fazer pra ajudar, ela praticamente me largou na escola e parece que coloca todos antes de mim) e por ficar mal por toda essa situação? De verdade, eu não sei, talvez eu devesse dar mais suporte para a minha mãe? Tratar ela melhor ou algo? Eu realmente não sei mais o que fazer com tudo isso...ou com essas pessoas com quem moramos/ morávamos, é muito insensível da minha parte querer viver? Porque eu tô na Itália, e nunca fui visitar lugar nenhum, Veneza, Milão, Genova, Pisa, nada. Eu só queria um pouco de liberdade nisso tudo.
Desculpem o tamanho do texto, mas obrigada de verdade a quem leu até aqui. Realmente precisava colocar isso para fora.
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2020.08.10 02:17 YatoToshiro Fate/Gensokyo #53.5 Jeanne d'Arc Alter (Fate/Grand Order) Parte 2


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Orleans: The Wicked Dragon Hundred Years 'War
Jeanne Alter é criada por Gilles de Rais (Caster) através do poder do Santo Graal, como uma versão de Jeanne d'Arc distorcida por seu ódio pela França e por Deus. Após sua criação, ela convoca o Chevalier d'Eon, Vlad III, Atalanta, Santa Martha e Carmilla enquanto adiciona o Melhoramento Louco para transformá-los em Servos Furiosos. Ela ordena que destruam a França, declarando que Deus perdoará todas as suas transgressões. Ela também diz que está tudo bem se Deus os punir, pois sua campanha destrutiva é um meio de provar a existência e o amor de Deus. Gilles então traz Pierre Cauchon antes dela. Jeanne Alter furiosamente o lembra do ridículo que ela suportou durante a vida. Ela também zombeteiramente diz a ele para dizer a todos que a malvada Jeanne d'Arc está aqui e rugir como um leão valente. Ela diz que sua fé é frágil e o acusa de ser um herege por implorar a uma bruxa que o poupe, quando ele implora a ela que poupe sua vida. Ela então começa a queimá-lo vivo até que nada mais reste. Ela então ordena que seus servos destruam a França novamente, começando com Orleans. Depois de explicar a seus Servos que agora são Servos Furiosos, Jeanne Alter declara que a humanidade não tem valor, pois falhou em provar seu amor a Deus. Ela decide que a bandeira deles será dragão quando Gilles diz que eles precisam de um símbolo para se reunir, citando sua conexão com dragões. Posteriormente, as forças de Jeanne Alter conquistaram Orleans, matando Carlos VII no processo. Durante o curso de sua campanha, Jeanne Alter e suas forças destroem muitas cidades e matam muitas pessoas. Um dos mais proeminentes é Lyon, onde Jeanne Alter derrotou e amaldiçoou seu protetor, Siegfried.
Jeanne Alter e seus servos eventualmente encontram Ritsuka, Mash Kyrielight e Jeanne quando chegam no recentemente destruído La Charite. Ela zomba de Jeanne e se declara a outra "ela". Ela chama a resposta para a pergunta de Jeanne sobre por que ela destruiu a cidade óbvia, já que ela está destruindo a França. Ela então pergunta que queria salvar a França e seu povo, apesar de saber que eles iriam ridicularizá-la e traí-la. Enquanto Jeanne hesita em responder, Jeanne Alter declara que não será mais enganada ou traída. Ela confessa que não consegue mais ouvir a voz de Deus, e interpreta isso como um sinal de que a França não é mais abençoada por ele. Assim, ela destruirá o país de acordo com Sua dor. Ela declara que salvará a França transformando-a na terra dos mortos. Ela diz a Jeanne que não conseguia entender, acusando-a de ser uma virgem sagrada que finge não ver ódio e alegria e é incapaz de crescimento humano. Ela começa a atear fogo no console do Archaman Romani quando ele diz que o crescimento humano dos Servos seria classificado como Espíritos Heróicos. Jeanne pergunta se ela realmente é "ela", mas Jeanne Alter apenas zomba de suas dúvidas. Ela chama Jeanne de nada mais do que o resíduo que ela jogou fora. Ela então ordena que Vlad e Carmilla a matem. Quando Maria Antonieta intervém, Jeanne Alter pede a D'Eon que confirme sua identidade. Ela diz a Marie que ela é inadequada para participar da batalha porque ela viveu uma vida de luxo, e morre sem saber o que aconteceu. Ela se pergunta se Marie pode entender seu ódio. Depois que o grupo escapa quando Mozart repele Vlad e Carmilla com Requiem for Death, Jeanne Alter ordena que Martha os siga e observe. Ela diz a Vlad que Martha ficará bem sozinha, já que seu Nobre Fantasma pode ser destruído. Mas ela concorda que precisa ser cuidadosa e decide retornar a Orleans para convocar servos adicionais. Ela então ordena que Vlad, Carmilla e D'Eon continuem destruindo a França, e sai dizendo a eles que até mesmo os anti-heróis têm dignidade.
Mais tarde, Jeanne Alter convoca Charles-Henri Sanson e Lancelot quando ela retorna a Orleans. Ela fica sabendo da morte de Martha, perguntando-se se ela cometeu suicídio, e irritada por manter sua sanidade, apesar de seu Melhoramento Maluco. Ela acha mais provável que tenha lutado com todas as suas forças, então eles não podem baixar a guarda. Ela afirma que partirá com "ele" na próxima vez. Ela diz que vai deixar os Servos recentemente convocados, então ordena que Gilles contate Carmilla. Ela então pergunta a ele quem ele pensa ser a verdadeira Jeanne, ela ou Jeanne, ao que ele responde. Depois que Gilles a lembra da traição e do ridículo que ela sofreu na vida, Jeanne Alter declara que tudo foi um erro que deve ser corrigido. Ela concorda com Gilles que sua vingança é justa, dizendo que suas palavras lhe dão força. Ela então ordena que Sanson e Lancelot montem em seus wyverns e partam com ela. Mais tarde, ela confronta o grupo nas ruínas de Lyon, após resgatar Siegfried. Ela então ordena que seu dragão pessoal, Fafnir, os incinere, mas ele bloqueia a Luminosité Eternelle de Jeanne e o Lorde Chaldeas de Mash. Ela é forçada a recuar quando Fafnir é atingido por Balmung. Depois de se retirar para o céu, ela ordena que Sanson e Lancelot matem o grupo, dizendo que Carmilla se juntará mais tarde.
Jeanne Alter posteriormente ataca a cidade protegida por Georgios com Sanson enquanto seus cidadãos ainda estão sendo evacuados. Depois que Marie derrotou Sanson, Jeanne Alter achou engraçado que aqueles com maior potencial foram os primeiros a cair. Ela está irritada por Jeanne já ter escapado com Georgios e acha ridículo que ganhar um Servo deu esperança a Jeanne. Ela então pergunta a Marie por que ela está tentando salvar os cidadãos, embora ela tenha sido decapitada por seus próprios cidadãos. Marie responde que sua morte foi inevitável porque ela não era mais necessária para o povo. Ela então pergunta a Jeanne Alter quem ela é, mas Jeanne Alter também diz a ela para calar a boca. Ela então ativa o Palácio de Cristal e luta contra Jeanne Alter, que ela acaba perdendo.
Voltando para Orleans, Jeanne Alter confirma que Marie morreu e pergunta a Gilles sobre a condição de Sanson. Ele responde que a mente de Sanson pereceu com Marie, dizendo que ele só está apto para ser um soldado de infantaria agora. Jeanne Alter está aborrecida porque Georgios escapou graças ao fato de Marie a estar segurando. Ela começa a pedir para encontrar o grupo quando D'Eon interrompe para relatar que o grupo está indo para Orleans. Jeanne Alter ordena que eles se preparem para a batalha e Gilles para reunir os dragões e servos. Ela declara que o mundo será destruído se eles vencerem, e mesmo se eles perderem, o mundo já se foi. Ela também diz que, mesmo que Caldéia corrija a era, uma jornada sem fim pela frente. Apesar disso, eles e Jeanne ainda têm fé no mundo, para grande aborrecimento de Jeanne Alter. Ela decide destruir o grupo por esse motivo, não querendo que eles restaurem o mundo, dizendo que é o desejo dela e de Gilles.
Jeanne Alter e suas forças confrontam o grupo enquanto eles marcham em direção a Orleans. Ela diz a Jeanne que eles são iguais, mas Jeanne rejeita firmemente essa ideia. Ela então exibe a horda de dragões com ela, declarando que eles devorarão tudo na França. Depois, os dragões lutarão e se devorarão em uma guerra sem fim. Ela fica chocada quando o General Gilles de Rais chega com seu exército e começa a bombardear os dragões com artilharia. Depois que seus servos e Fafnir são mortos na batalha, Jeanne Alter é convencida por Gilles a retornar ao castelo.
Dentro do castelo, Jeanne Alter ordena que Gilles a defenda enquanto convoca um novo Servo. Ela concorda com sua sugestão de convocar o Rei Arthur, embora duvide que um cavaleiro inglês responda a sua convocação. Quando Ritsuka, Mash e Jeanne chegam na sala do trono, ela fica surpresa que eles chegaram mais rápido do que o esperado, então ela não precisa modificar a convocação. Jeanne pergunta se ela se lembra de sua família, mas Jeanne Alter não consegue se lembrar. Descobrindo que não importa se ela se lembra ou não, ela invoca Servos das Sombras e ordena matar o grupo. Depois de destruídos, ela luta contra o grupo pessoalmente. Ela é derrotada, mas se recusa a acreditar que perdeu porque tem o Graal. Quando ela começa a morrer, ela diz a Gilles que ela ainda não destruiu a França. Ela fica consolada quando Gilles diz que destruirá a França em seu lugar. Ela então desaparece, revelando que o Graal era seu centro.
Da Vinci and The Seven Counterfeit Heroic Spirits
Como seu conceito já existia, Jeanne Alter nunca foi verdadeiramente destruída na Singularidade de Orleans. Já que Gilles de Rais, que a desejou, e o Santo Graal, que fez isso acontecer, foram mortos e capturados, as chances de ela ser convocada novamente eram infinitesimais. No entanto, ela foi capaz de invocar-se invertendo o desejo de Jeanne d'Arc de não ter uma versão alterada de si mesma. É uma técnica de quebra de regras que só foi possível graças à popularidade de Jeanne como Espírito Heroico. Insatisfeita por ser uma falsificação, Jeanne Alter procurou superar seu eu original. Usando o Louvre como base e querendo vingança por Orleans, ela cria versões falsificadas de Alexandre, Hector, Siegfried, Arash, Arjuna, Gilles de Rais, Brynhild com o propósito de superar seus originais. Ela também deu a cada um deles histórias de fundo específicas centradas em torno dela por um desejo inerente de ser o protagonista. Continuando com seu plano que começou desde a Singularidade de Orleans, ela além disso melhorou seus valores de Saint Graph por meio do Counterfeits ’Riot, tornando-se publicamente uma Serva. Com relação à convocação dos Espíritos Heróicos Falsificados, em algum momento durante o período do Motim das Falsificações, parece que Jeanne Alter queria esquecer todas as suas existências exceto a dela.
Eventualmente, Jeanne Alter localizou Ritsuka, Mash, Leonardo da Vinci e EMIYA, que procurava impedir sua falsificação. Eles a encontram sendo desconfortavelmente abraçada pela falsificada Brynhild. Ela os elogia por localizá-la, presumindo que eles seguiram os rastros deixados pelas falsificações. Ela chuta Brynhild para longe, apenas para ela rastejar de volta. Ela explica que o comportamento de Brynhild inadvertidamente resultou de seu desejo de que um de seus sete seguidores fosse mulher. Pedindo ao grupo para ignorar Brynhild, ela revela as circunstâncias de seu retorno. Ela aceita que é uma falsificação da Jeanne original, mas ainda quer superá-la, pois Da Vinci especulou com razão. Ela continua que, embora seja uma falsificação, não há regras dizendo que ela não pode fazer nome para si mesma no mundo. Ela continua ainda que as pessoas imaginam que a morte de Jeanne justificaria sua vingança, declarando-se um aspecto de Jeanne. Portanto, como ela nasceu do ódio e da intenção assassina, Jeanne Alter é uma Anti-Herói e uma Serva da classe Vingador. Ela então ordena que Brynhild ataque o grupo. Ela nega a dedução da EMIYA de que a maioria de seus Servos falsificados eram homens pelo desejo inconsciente de ser o protagonista, apontando Brynhild. Mash suspeita que ela queria uma amiga, mas Jeanne Alter nega. Ela afirma que os Servos falsificados eram meramente peões dispensáveis, então luta contra o grupo com Brynhild. Depois que Brynhild é derrotada, Jeanne Alter se culpa por ser incapaz de convocar Brynhild da forma adequada. Ela presume que Brynhild vai culpá-la antes que ela morra, como ela presume que os outros morreram. No entanto, Brynhild diz que ela e as outras falsificações desfrutaram de seu tempo com ela antes de desaparecer. Jeanne Alter afirma que as falsificações foram um peão criado para sua diversão, mas Da Vinci a repreende por não perceber seus verdadeiros sentimentos. Ela explica que as falsificações já ultrapassavam os originais e estavam sinceramente se divertindo, apesar de serem falsas. Ela continua que eles tiveram cuidado e preocupação genuínos por Jeanne Alter. Isso confunde Jeanne Alter, pois ela não consegue entender por que alguém se importaria com uma garota vingativa como ela. Da Vinci diz a ela para abraçar seu desejo de vingança e seu papel como Anti-Herói para se tornar uma Serva completa. Jeanne Alter hesita com a ideia de ser convocada quando Ritsuka diz que eles a aceitariam. Depois de um longo período de reflexão, ela aceita seu complexo de inferioridade para com Jeanne e seu desejo de ser desejada. Ela aceita que seu ódio nunca cessará e ela sempre será uma Vingadora, não importa quantas vidas ela salve. No entanto, apesar de tudo isso, ela diz que responderá à convocação de Ritsuka. No entanto, ela começa a lutar contra o grupo por vingança por eles terem derrotado suas falsificações. Depois de ser derrotada, ela diz que se divertiu. Ela revela que seu eu futuro formará um vínculo com Ritsuka enquanto seu eu atual desaparecerá. Ela assume que seu eu futuro não terá memórias de ser um Espírito Heróico falsificado, então o atual queria criar pelo menos uma memória. Ela diz a Ritsuka para assumir a responsabilidade por seu futuro eu e se despede deles antes de desaparecer.
Salomon: The Grand Time Temple
Jeanne Alter está entre os Servos do "evento especial" ajudando a Caldéia contra os Pilares do Deus Demônio.
Shinjuku: The Malignant Quarantined Demonic Realm
Jeanne Alter estabelece seu próprio território em Shinjuku após sua convocação após formar uma trégua com Artoria Alter para se deixarem em paz. Em algum ponto, ela foi gravemente ferida por Baal disfarçada de James Moriarty, forçando-a a se retirar para o esgoto. Mais tarde, ela tenta incinerar o verdadeiro Moriarty quando ele se intromete em seu território. Ela é mais tarde atacada por EMIYA Alter sob as ordens de Baal, irritada por ele ter transformado uma espada em uma arma moderna. Ela então liberta La Grondement Du Haine em uma tentativa de destruí-lo, mas para sua irritação, ele usou um escudo para bloqueá-lo e escapar. Tendo se esforçado demais com aquele ataque, ela desmaia e espera para desaparecer. Ela se pergunta se alguém vai roubá-la e jogá-la no rio ou contaminá-la enquanto ela desaparece. No entanto, ela é salva pela chegada de Ritsuka, Moriarty e Artoria Alter. Depois de se insultar, Jeanne Alter pergunta por que ela veio, uma vez que eles tinham trégua para se deixarem em paz. Artoria Alter responde que não é mais o caso e se gaba de ter um Mestre, segundo a crença de Jeanne Alter. Ela assume que seu Mestre é totalmente incompetente até que Ritsuka se apresente como dito Mestre. Ela pede a Ritsuka para deixá-la se juntar a eles, alegando que ela é uma Serva melhor do que Artoria Alter ou Moriarty. Ela falha em detalhes de como ela é melhor do que eles quando os inimigos chegam em cena, tendo sido atraída pelo cheiro de seu Nobre Fantasma. Após a batalha, ela pergunta a Mash por que ela não os está ajudando como um Shielder. Mash responde que ela está atualmente em licença de serviçal devido a certas circunstâncias, o que decepciona Jeanne Alter, já que Mash é seu último bastião de defesa. Ela se lembra de Mash se recusando a soltar seu escudo enquanto segurava as lágrimas de medo. Por causa disso, ela assume que Mash é um ser humano melhor do que ela, já que ela realmente sente medo. Artoria Alter a acusa de tentar roubar Mash, explicando que ela é um de seus cavaleiros já que Galahad a está possuindo. Jeanne Alter conta que ela pode fazer o que quiser, já que Mash não é Galahad. Ela então tenta incinerar Moriarty, assumindo que foi ele quem a feriu tão gravemente. Ela pára quando Ritsuka diz que pode confiar em Moriarty, pois foi outro ele quem a atacou. Mas, como os outros, ela não pode confiar nele. Mesmo assim, ela permite que ele os acompanhe quando Da Vinci diz que Moriarty arriscou a vida para proteger Ritsuka. Ela se irrita por Artoria Alter não permitir que ela os acompanhe, dizendo que ela tem os mesmos direitos que Moriarty. Ela então nota as roupas de Artoria Alter e pergunta por que ela as escolheu. Artoria Alter responde que um bom criado sempre se veste de acordo com sua localização. Em resposta, Jeanne Alter revistou as ruínas de uma boutique próxima sob o pretexto de que era suspeita. Ela retorna e cerca os outros e Hessian Lobo com as chamas de seu Nobre Phantasm no sinal de Moriarty para impedir a fuga de Hessian Lobo. No entanto, o grupo não consegue matá-lo e ele escapa. Jeanne Alter e Artoria Alter percebem que Moriarty pretende ter como alvo o Fantasma da Ópera e Christine Daaé em seguida. Eles então se preparam para lutar entre si até que Moriarty convença a atrasar até que Phantom e Christine estejam mortos.
Após o retorno do grupo ao esconderijo de Artoria Alter, Jeanne Alter expressa sua repulsa por ele e por Cavall II. Ela espera que Ritsuka dê sua opinião sobre sua nova roupa, embora esteja desapontada com a resposta. Depois de um telefonema de Edmond Dantès, o grupo descobre que o outro Moriarty é o líder de seu inimigo, a Aliança Fantasma do Demônio. Isso exacerba ainda mais a desconfiança de Jeanne Alter e Artoria Alter em relação a seu próprio Moriarty. Em resposta, Moriarty diz que eles devem derrotar Phantom para que ele possa ganhar sua confiança. Ele avisa que eles seriam mortos se atacassem Phantom diretamente, com o que Jeanne Alter e Artoria Alter concordam. Ele explica que eles seriam severamente superados em número pelos 200 Coloraturas estacionados em Kabukicho se eles atacassem diretamente. Ele, Jeanne Alter e Artoria Alter lembram de ter destruído algumas Coloraturas antes, mas Moriarty revela que eles reabastecem seus números com 36 horas. Moriarty explica que as coloraturas atribuem a patrulha de Kabukicho que também sequestram pessoas regularmente. Jeanne Alter adora que Artoria Alter reconheça que Excalibur Morgan está sendo inútil em destruir Kabukicho quando Moriarty revela que a energia mágica de Shinjuku comparável à Idade dos Deuses a reduziria significativamente. Os dois quase entrando em uma briga quando Artoria Alter zombeteiramente implica que Jeanne Alter não se sairia muito melhor. Moriarty então pede que tragam para ele uma Coloratura, que ele usará para observar Kabukicho. Depois de deixar o esconderijo, Jeanne Alter afirma que se Moriarty os traísse, seria em um momento crucial. O grupo então percebe que Coloratura está sequestrando pessoas, então eles entram para capturar uma. Após capturar uma Coloratura e ajudar a fuga do povo, o grupo retorna ao esconderijo. Lá é revelado que as Coloraturas são construídas a partir de humanos, com sua carne e nervos sendo colocados nas bonecas. Depois de afirmar que os humanos uma vez transformados em Coloraturas não podem ser salvos, Moriarty revela que equipou a Coloratura com uma bomba. O dito Coloratura será devolvido com os outros quando eles retornarem a Kabukicho em seus intervalos regulares, e então sua bomba será acionada. A explosão causará confusão entre as Coloraturas, que o grupo usará como uma oportunidade para matar Phantom e Christine. Jeanne Alter concorda com o plano, pois o Colortura não é mais verdadeiramente humano. Ela até os acha piores do que o espírito maligno e coisas do gênero, já que pelo menos esses têm vestígios de suas personalidades originais, ao contrário dos Coloraturas. Depois que Moriarty termina de manipular a Coloratura, e dá o detonador para Ritsuka, o grupo segue para Kabukicho.
Colocando o Coloratura armado com os outros, Moriarty ordena que Artoria Alter e Jeanne Alter tomem suas posições. Dez minutos depois, a bomba é detonada por Moriarty em vez de Ritsuka após ver sua determinação em fazê-lo. A explosão resultante espalha as Coloraturas, então Artoria Alter e Jeanne Alter se movem para destruí-los. Eles são mais tarde chamados por Mash para ajudar Ritsuka e Moriarty contra EMIYA Alter, mas eles estão ocupados lidando com as Coloraturas ainda ativas. Eles chegam justamente quando EMIYA Alter recua graças à intervenção de Hassan do Braço Amaldiçoado, desapontado por seus ataques mal errados. Jeanne Alter pergunta quem é o Braço Amaldiçoado e se pergunta se ele é um inimigo, mas Mash diz que ele é um aliado. Juntamente com Cursed Arm, o grupo foge de Kabukicho e retorna para o esconderijo.
De volta ao esconderijo, o grupo relaxa após sua missão bem-sucedida. Porém, logo revelou que Hassan é um membro disfarçado da Aliança do Demônio Fantasma, Yan Qing. Ele toma Ritsuka como refém, mas Artoria Alter e Jeanne Alter chegam para detê-lo. Ele se esquiva de seus ataques e foge enquanto Artoria Alter o persegue em sua motocicleta, com Jeanne Alter a seguindo. Infelizmente, eles não são capazes de resgatar devido ao atraso dos soldados Hornet e do Rei Lear convocado por Yan Qing. Jeanne Alter e Artoria Alter mais tarde Moriarty por permitir que Ritsuka fosse sequestrada.
Felizmente, Ritsuka é resgatado da base da Phantom Demon Alliance, Barrel Tower, por Sherlock Holmes. Jeanne Alter e Artoria Alter expressam imediatamente sua preocupação e alívio ao retornarem. Voltando ao esconderijo, Jeanne Alter chama Sherlock de peso morto quando ele se apresenta como um Conjurador impróprio para combate. No entanto, ela o agradece por salvar Ritsuka. Ela diz a ele para ir embora, mas ele diz que não pode. Ela acaba brigando com Artoria Alter novamente quando o primeiro avisa Ritsuka contra ser muito gentil com Moriarty. Depois de saber do Nome Verdadeiro de Moriarty, sua desconfiança dele aumenta ainda mais; Jeanne Alter o compara às raposas que aparecem nos contos de moralidade. Sherlock então explica como o objetivo da Aliança de destruir o planeta é possível sem utilizar forças externas, fazendo o que Thomas Edison e o Rei Leão tentaram fazer. Sem entender o que os outros querem dizer, Jeanne Alter exige saber o que Edison e o Rei Leão tentam fazer. Mash primeiro explica que o Rei Leão tentou usar Rhongomyniad para preservar uma parte da humanidade e destruir o resto enquanto a Incineração da Humanidade estava ocorrendo. Jeanne Alter chama o Rei Leão de idiota pela trama, dizendo que ela deveria ter se permitido morrer com todos os outros. Ela então expressa seu ódio por reis que tentam resolver as coisas por si próprios e reis que simplesmente desistem. Mash então explica que Edison procurou preservar a América separando-a da linha do tempo. Da Vinci percebe e revela que Shinjuku está em uma linha do tempo abatida. Apesar de ser informado de que não terá efeitos adversos na história, Ritsuka decide salvar Shinjuku de qualquer maneira. Sherlock então revela o método pelo qual o maligno Moriarty usará para destruir o planeta. O malvado Moriarty planeja usar os poderes do Fantasma com o qual se fundiu, Der Freischutz, para carregar um meteorito na Torre do Barril e, em seguida, dispará-lo no núcleo do planeta como uma bala mágica para destruir o planeta. Jeanne Alter está aborrecida porque Moriarty acabou de perceber que ele foi fundido com Der Freischutz o fez um Arqueiro e o deixou disparar balas e mísseis de um caixão que ele nunca carregou em vida. Ironicamente, ela acha que o plano da Aliança para destruir o planeta é ainda pior do que quando ela tentou destruir a França. Ela e Artoria Alter concordam com a decisão de Sherlock de eliminar Yan Qing, achando sua habilidade de transformação problemática. O grupo então sai para roubar roupas para o propósito do plano de Sherlock e Moriarty. Depois de derrotar alguns bandidos e suas Coloraturas hackeadas, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter trocam de roupa.
Agora usando vestidos, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter entram em uma festa organizada por Yan Qing. Jeanne Alter, insultada, compara Artoria Alter a uma boneca de cera em seu vestido, enquanto Artoria Alter a compara a uma bruxa de verdade em seu vestido. No entanto, os dois compartilham a alegria de ver Ritsuka claramente desconfortável com seu disfarce. Jeanne Alter os segura enquanto Artoria Alter tira fotos deles com o telefone com câmera que ela tirou de um transeunte e os carrega para o servidor de Chaldea. Ela então se pergunta quando Yan Qing vai aparecer, expressando seu ódio por seu vestido. Depois de ver Artoria Alter dançar com Ritsuka, ela afirma não se importar com a dança e fica irritada que Artoria Alter tenha passado por instinto. Um convidado da festa tenta convidá-la para dançar, mas sua carranca o afasta. Agora que perdeu a paciência, ela agora quer queimar todo o prédio. Yan Qing então aparece diante dos convidados disfarçados de Artoria Alter. Ele eventualmente toma conhecimento dela e ordena que os Hornets ataquem. Juntamente com Moriarty, o grupo derrotou o Hornets seguido por Romeu e Julieta. Mais Hornets então aparecem, com Yan Qing sendo disfarçado como um deles. Ritsuka tira o vestido deles para chocá-lo a se revelar como parte do plano de Moriarty. Yan Qing revela seu verdadeiro nome e luta contra o grupo. Sentindo que vai perder, Yan Qing ativa uma bomba sob o prédio para derrubá-lo, fazendo com que o grupo escape. Depois de matar Yan Qing, Moriarty pondera se o orgulho é necessário para viver. Jeanne Alter responde que o orgulho não tem valor para ela como uma farsa. Ela fica confusa quando Artoria Alter a chama de panda gigante por não se orgulhar. O grupo então se prepara para partir quando são encontrados por Hessian Lobo.
Confrontado por Hessian Lob, o grupo vê que ele foi fundido com outro Fantasma, o Homem Invisível, como indica sua invisibilidade. Sua classe então muda de Cavaleiro para Vingador, e instantaneamente atinge Ritsuka já que eles são os únicos humanos por perto. Incapaz de derrotá-lo, o grupo decide quem ficará para trás para segurar Hessian Lobo enquanto o resto foge. Jeanne Alter assume a tarefa para que os outros possam escapar. Ela diz a eles para usarem esse tempo para encontrar uma maneira de derrotar Hessian Lobo permanentemente. Ela rejeita a sugestão de Artoria Alter de escolher alguém de forma justa. Ela chama Ritsuka de patético por não querer sacrificar seus aliados. Ela nega a suposição de Sherlock de que seu desejo de afastar Hessian Lobo é motivado por sua simpatia por ele como um companheiro Vingador. Ela explica que simplesmente odeia vê-lo correndo como um monstro estúpido, acreditando que deveria pelo menos ter um objetivo. Ela decide que vai dar um objetivo, então ela dá um fim real. Antes que os outros saiam, Sherlock diz a ela para cuidar de seus pés, e Artoria Alter confia nela para segurar Hessian Lobo. Enquanto luta contra Hessian Lobo, Jeanne Alter proclama que sabe como ele pensa, já que eles são iguais. Ela diz que o ódio deles nunca desaparecerá, independentemente de quantas pessoas eles matem até o dia da morte. Ela declara que vai tirar Hessian Lobo de sua miséria, dizendo que os sonhos fugazes que eles veem antes da morte são o único consolo para os Vingadores. Eventualmente, porém, Hessian Lobo a fere fatalmente. Ela está irritada, mas não está gostando de sua vingança, mas percebe que não pode mais. Depois de sofrer outro ferimento, ela solta La Grondement Du Haine em um esforço para segurá-lo. Ela explica que as chamas vêm de seu próprio corpo, duvidoso que possa afastá-las. Ela entende que as chamas não vão matá-lo, mas tem certeza de que vão desacelerá-lo por um tempo. Infelizmente, ela finalmente cai depois que Hessian Lobo se feriu novamente. Ela contempla sua natureza como uma farsa, incapaz de compreender verdadeiramente a dor de ser queimada viva. Ela chama Jeanne de idiota por querer vingança depois de ser queimada na fogueira, acreditando que ela era louca por não ter feito isso. Ela continua que o mundo está irremediavelmente escuro, alegando que o máximo que uma pessoa dita boa pode fazer é fechar os olhos. Ela se lembra de como costumava pensar que nunca ajudaria humanos de boa índole como Jeanne, achando-os patéticos e indefesos. Depois de chamar Jeanne de símbolo da humanidade, ela chama Ritsuka de idiota sem consideração por não tê-la convidado para dançar. Ela então se lembra do conselho de Sherlock antes de cair na inconsciência.
Jeanne Alter é capaz de sobreviver escapando em um buraco de homem no último momento, como Sherlock aconselhou. Ela se encontra com Edmond, e eles resgatam William Shakespeare de seu confinamento na Torre do Barril. Ambos tentam atacar Moriarty, que foi revelado como o verdadeiro cérebro para destruir o planeta, mas ele consegue se esquivar de ambos. Jeanne Alter explica como ela sobreviveu e mostra que trouxe Shakespeare para ajudar. Depois que Shakespeare e Hans Christian Andersen convocam os Grandes Detetives para ajudar Ritsuka, o grupo luta contra Moriarty após ele se fortalecer com o Graal. Depois que Moriarty e os outros desaparecem e o asteróide Bennu é destruído, Jeanne Alter diz a Ritsuka para chorar pelos Servos, já que eles estão destinados a desaparecer. Ela grita com EMIYA Alter para não se intrometer na conversa quando ele concorda. Ela então pergunta a ele o que aconteceu com Artoria Alter, se perguntando se ela foi esmagada por Bennu. EMIYA Alter responde que ela foi visitar algum lugar antes de desaparecer, que Ritsuka e Jeanne Alter percebem ser Cavall II. Depois que EMIYA Alter desaparece, ela de repente corta as comunicações com Chaldea. Ela então coloca seu vestido de festa e exige uma dança de Ritsuka. Depois de dançarem, Jeanne Alter se sente satisfeita e começa a desaparecer. Ela diz a Ritsuka que vai praticar mais da próxima vez, esperando que eles façam o mesmo, antes de finalmente desaparecer.
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2020.08.05 23:15 altovaliriano Sangue de Basilisco: De Harrenhal a Winterfell

Durante sua estadia forçada em Harrenhal, acaba sob a chefia de um homem chamado Wesse que “à sua maneira pequena e empertigada, Weese era quase tão assustador quanto Sor Gregor” (ACOK, Arya VII).
Wesse era um capataz cruel e controlador que sempre era acompanhado por uma cadela feia e malhada que era quase tão má como ele, segundo Arya. A cadela de Weese era violenta e chegou a arrancar “um grande bocado da barriga da perna” (ACOK, Arya VII) de um servente quando Weese atiçou o animal para cima dele.
Entretanto, por mais feroz que fosse a cadela, Weese a criara desde filhote e estava claro até mesmo para Arya que “só uma magia negra qualquer poderia fazer que o animal se voltasse contra ele” (ACOK, Arya IX). Esta opinião parece ser dividida pelas pessoas que presenciaram a morte de Weese:
Uma dúzia de pessoas chegou lá antes dela, embora nenhuma se aproximasse muito. Arya abriu caminho entre elas, contorcendo-se. Weese estava estatelado nas pedras, com a garganta transformada numa ruína vermelha, olhos abertos, sem ver, na direção de uma escarpa de nuvens cinzentas. A feia cadela malhada estava em pé sobre seu peito, bebendo o sangue que saía pulsando do seu pescoço, e de quando em quando arrancando um pedaço de carne da cara do morto.
Por fim, alguém trouxe uma besta e matou a cadela enquanto esta se entretinha com uma das orelhas de Weese.
Que coisa maldita – ouviu um homem dizer. – Ele tinha aquela cadela desde filhote.
Este lugar está amaldiçoado – disse o homem com a besta.
É o fantasma de Harren, é o que é – lamentou-se a governanta Amabel. – Não durmo aqui nem mais uma noite, juro.
Arya ergueu o olhar do homem e do seu cão, ambos mortos. Jaqen H’ghar estava encostado na parede da Torre dos Lamentos. Quando a viu olhando, ergueu uma mão e pousou casualmente dois dedos no rosto.
(ACOK, Arya VIII)
Arya estava tão impressionada em ver a transformação da cadela, que questionou Jaqen na primeira oportunidade que teve. Infelizmente, o fato de Jaqen ter adivinhado sua identidade a impressionou o suficiente para ela deixar a questão de Weese de lado.
Como fez com que o cão matasse Weese? Conjurou Rorge e Dentadas do inferno? Jaqen H’ghar é o seu nome verdadeiro?
Alguns homens têm muitos nomes. Doninha. Arry. Arya.
(ACOK, Arya IX)
Felizmente, Arya sutilmente lembra deste episódio quando esta aprendendo sobre venenos com a Garota Abamdonada na Casa do Preto e Branco, e assim o leitor obtém sua resposta sobre o metódo empregado por Jaqen.
Esta pasta está temperada com sangue de basilisco. Dá um aroma saboroso à carne cozida, mas, se for comida, produz uma loucura violenta, tanto em animais como nos homens. Um rato atacará um leão depois de provar sangue de basilisco.
Arya mordeu o lábio.
E isso funciona em cães?
Em qualquer animal de sangue quente
(AFFC, Gata dos Canais)
Pois bem, existe nas Crônicas outro personagem conhecido por ser um torturador e ter cães treinados para atacar outras pessoas.
[…] Ramsay adorava soltar suas garotas para que latissem nas trilhas, atrás de alguma presa fresca.
(Fedor II)
Os melhores lugares, perto do estrado, estavam ocupados pelos favoritos de Ramsay, os Rapazes do Bastardo. Ben Ossos, o velho que mantinha os amados cães de caça de sua senhoria.
(Fedor I)
Os cães se juntaram ao redor deles, mordendo e rosnando para os estranhos. As garotas do Bastardo, Fedor pensou, antes de se lembrar que nunca, nunca, nunca deveria usar essa palavra na presença de Ramsay.
(Fedor II)
Quando se refere a “presas”, sabemos que Fedor fala em seres humanos. Mulheres, em específico.
Ben Ossos, que gostava mais das cadelas do que do seu mestre, contara a Fedor que todas recebiam seus nomes de garotas camponesas que Ramsay havia caçado, estuprado e matado quando ainda era um bastardo, andando com o primeiro Fedor.
Mas só aquelas que lhe proporcionaram um bom esporte. As que choraram e imploraram e não correram não conseguiram voltar como cadelas. – A próxima ninhada a chegar aos canis de Forte do Pavor incluiria uma Kyra, ele não duvidava.
Entretanto, quanto a estas cadelas, Martin foi ainda mais específico dizendo que as Garotas do Bastardo foram criadas para atacar lobos, com ênfase no lobo dos filhos de Ned Stark.
Ele as treina para matar até lobos – Ben Ossos confidenciara. Fedor não disse nada. Sabia quais lobos as garotas foram feitas para matar, mas não queria assistir às garotas lutando por um dedo seu cortado fora.
(Fedor III)
Os lobinhos do Stark estão mortos – disse Ramsay, despejando mais cerveja em sua caneca – e permanecerão mortos. Deixe que eles mostrem suas caras feias, e minhas garotas rasgarão os lobos deles em pedaços. Quanto mais cedo aparecerem, mais cedo os matarei de novo.
(Fedor III)
Somando todos estes fatores (Stark, mulher e lobo) vemos que as cadelas de Ramsay foram preparadas por GRRM como antagonistas naturais de Arya e Nymeria. Caso esta garota venha a retornar ao Norte, Ramsay usar suas cadelas contra a “menina sem rosto” e warg parecerá apenas uma convergência das pistas que GRRM deixou na trama…
… assim como não pareceria gratuito que Arya usasse sangue de basilisco para fazer com que as cadelas atacassem o próprio mestre, virando o feitiço contra o feitceiro, em um assassinato digno de um homem sem rosto.
Muitos leitores sugerem que o encontro entre Arya e Ramsay ocorreria após Jeyne Poole chegar a Braavos (assumindo que ela não ficaria em Castelo Negro agora que Jon está morto) e procurar a Casa do Preto e Branco para conseguir uma morte pacífica (depois de todos os traumas sofridos), de modo que Arya ficaria sabendo de toda a farsa envolvendo seu nome. Assim, Arya assumiria a identidade de Jeyne Poole e retornaria a Westeros para liquidar Ramsay.
Essa teoria tem diversos benefícios e ainda o número de coincidências poderia ser ainda maior, fazendo com que o retorno de Arya a Westeros fosse mais satisfativo do que problemático. Vejam bem, Jeyne Poole poderia encomendar a morte Ramsay aos homens sem rosto, dando sua própria vida como pagamento.
Como Arya seria a pessoa mais indicada para representar alguém disfarçado como sendo ela, além de nunca ter conhecido Ramsay na vida, ela seria o agente perfeito para a Casa do Preto e Branco enviar para cumprir a tarefa. O único empecilho poderia ser o grau de treinamento que a garota teria alcançado.
Entretanto, a julgar pelas mortes que sabemos que Arya tem executado até o momento, sabemos que ela está cultivando duas especialidades muito necessárias para executar o plano que GRRM está desenhando contra Ramsay, quais sejam, sedução submissa (TWOW, Mercy) e estratégias complexas de envenenamento (ADWD, A garotinha feia).
Mas, alguém poderia perguntar, por que seria necessário veneno para que as cadelas atacassem Ramsay? Elas não seriam ferozes o suficiente para que, em circunstâncias específicas, as cadelas se virassem contra o próprio dono? Bem, alguns poderia arguir que, assim como ocorreu com Weese, seria necessário que as cadelas de Ramsay necessitassem de um incentivo muito forte para se virarem contra seu dono de uma vida inteira.
Na séria da HBO, o papel de providenciar que os cães devorassem Ramsay coube a Sansa, pois os roteiristas fundiram as histórias de Jeyne Poole com a dela, especificamente a partir do 5º livro. O “empurrão extra” foi os cães terem sido privados de comida por 7 dias. Na cena, Ramsay estava amarrado, ferido e coberto de sangue, o que atraiu os animais para fora de seus canis e desencadeou o ataque.
No fim, este seria outro método razoável de executar a morte de Ramsay sem o emprego do sangue de basilisco. E por isso alguns (como o site Drunkenwookie) afirmam que o sangue de basilisco não seria usado nas cadelas de Ramsay, mas nos lobos da matilha de Arya nas Terras Fluviais, que seriam usados para atacar as gêmeas. Entretanto, essa tese tem problemas, justamente porque sabemos que os lobos da matilha de Nymeria não temem humanos há muito tempo:
Nas redondezas do Olho de Deus, as matilhas tornaram-se mais ousadas do que se tem registro. Ovelhas, vacas, cães, não importa, matam o que bem quiserem, e não têm medo dos homens.
(ACOK, Arya II)
Os lobos tornaram-se terríveis nos últimos tempos. Há lugares onde um homem sozinho faria bem em encontrar uma árvore para dormir. Ao longo de toda a vida, a maior alcateia que vi tinha menos de uma dúzia de lobos, mas a grande alcateia que percorre agora o Tridente chega a centenas.
(AFFC, Brienne V)
Perderam todo o medo do homem. Alcateias atacaram nossa coluna logística durante a viagem desde as Gêmeas. Nossos arqueiros tiveram de encher de flechas uma dúzia antes de os outros fugirem.
(AFFC, Jaime IV)
No dia seguinte, Sor Dermot da Mata de Chuva regressou ao castelo de mãos vazias. Quando lhe perguntaram o que encontrara, respondeu: – Lobos. Milhares dos malditos bichos – tinha perdido dois sentinelas para os lobos. Tinham saltado da escuridão para atacá-los. – Homens armados revestidos de cota de malha e couro fervido, e mesmo assim as feras não tiveram medo deles. Antes de morrer, Jate disse que a alcateia era liderada por uma loba de tamanho monstruoso. Um lobo gigante, a julgar por suas palavras. Os lobos também penetraram em nossas linhas de cavalos. Os malditos bastardos mataram meu baio preferido.
(AFFC, Jaime VII)
Desse modo, a explicação para que Arya prefira o sangue de basilisco a deixar as cadelas de Ramsay sem comida por sete dias seja simplesmente que Arya não tenha sete dias à disposição para realizar uma vingança lenta e excruciante, sendo necessário mortes mais rápidas.
O que vocês acham?
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2020.07.30 04:31 RajeshDePiri MEUS AMIGOS FINGEM GOSTAR DE MIM?

Olá, boa noite.
É minha primeira vez no reddit, logo também meu primeiro post. Eu cai no reddit enquanto googlava "meus amigos fingem gostar de mim? o que fazer?" e cabei me deparando com alguns posts de desabafo aqui no reddit, então resolvi compartilhar minha recente experiência e sentimentos afim de ver se consigo encontrar um direção do que devo fazer.
Eu tenho 3 amigos. Só. Todos da época de escola. M, F e E.

MEUS AMIGOS
"M" eu nem lembro direito como conheci, a gente é bem diferente, mas viramos grandes amigos. A minha melhor amiga, na verdade. Conheço ela a quase 7 anos, no decorrer desses anos frequentei a casa dela quase todos os dias após as aulas e ao menos 5 vezes ao ano pós-ensino médio. É alguém que se me ligasse as 3AM pedindo ajudo, eu levantaria e iria ajudar, e que ela faria o mesmo, na medida do possível dela, comigo. Tenho uma relação muito boa com a mãe dela, que sempre diz me considerar como um filho.
"F" eu conheci na escola também, uns 5 anos de amizade. Mas a gente virou amigos mesmo depois que o ensino médio acabou. Na época da escola ele tinha problemas de auto estima e tinha vários preconceitos baseado em esteriotipos com gays (eu sou gay, btw.). Com nossa amizade ele desfez muitos esteriotipos que se tem sobre gays. Inclusive temos liberdade de brincadeiras com ele que com a grande maioria de outros amigos heteros eu não tenho, exatamente por eles terem a mentalidade de que gays são predadores sexuais. [não, gays não querem transar com qualquer homem que fale com eles, entendam isso por favor]. Com o tempo ele melhorou muito a autoestima , hoje é uma pessoa bem diferente da qual conheci no colégio e fico feliz dele ter compartilhado sentimentos deles sobre isso comigo, até por que ele é uma pessoa bem reservada.
"E" também conheci no ensino médio e assim como o "F" nossa amizade só floresceu depois do ensino médio. Já contou que sempre quis se aproximar durante os tempos de escola mas que tinha dificuldades, me achava legal e queria ser meu amigo. Conversamos bastante, ele tem depressão [eu também, BTW] e conversei muito com ele sobre isso, ele sempre falava comigo quando estava mal, contava quando ocorria algo que o deixava triste.

NOSSA RELAÇÃO
Minha amizade com o E e F possui uma dinâmica diferente da minha amizade com a M.
Com o E e F , que são gamers, passamos bastante tempo discord e jogando (geralmente LoL). Sempre me chamam, ou chamo eles, para jogar. Passamos praticamente 3 anos seguidos entrando discord pela manhã e desligando as 3 da manhã.
Com a M eu possuo uma relação de conversar sobre rotina, coisas da nossa vida, falar sobre assuntos em comum e etc... Ela possui ansiedade social, então sempre que a ela precisa sair para algum compromisso, geralmente eu ia com ela.

CONTEXTUALIZANDO O PROBLEMA
Durante o final de 2019 e o decorrer de 2020 eu comecei a ter algum problemas na minha relação para com eles.
Primeiramente que eu não sou uma pessoa de brigar, discutir. Eu falo meus sentimentos, exponho minhas angustias e amores. Eu deixo transparecer para a outra pessoa que eu gosto dela e que ela tem valor pra mim. Quando eu me sinto prejudicado, ou que estou prejudicando, eu chamo pra conversar. Expor os lados, combinar uma melhor forma de se comunicar. E isso sempre funcionou, expecialmente com a M.
O F é bem quieto, quase não tenho problemas com ele, mas paramos de conversar bastante nesse período.
O E sempre me chama, como eu disse, para falar DELE e nunca para saber sobre MIM. Eu me sinto um despejo de lixo emocional descartavel. Conversei com ele 2 vezes sobre isso, surtiu um efeito temporario mas logo se repete. Eu não "reclamo" mais sobre isso, apenas deixo pra lá. Ele sempre comete microagressões comigo (Ou é ignorante, ou me deixa falando sozinho, não demostra interesse na nossa relação, etc.) e eu quase sempre deixo pra lá, já que quando falo sobre não a efeito.
Tenho dificuldade de concentração e um ambiente pouco favorel pra tal esforço, então se empenhar melhor em jogos online competitivamente é dificil pra mim. Quando eu jogo com E e F, acabo ficando um pouco pra trás nas partidas. E ambos, como a maioria dos homens hetéros, brincando ofendendo. E tudo bem por mim, pq eu também brinco assim com eles. Mas durante os jogos eles pegam um pouco mais pesado, e isso me deixa mais desconcentrado e abalado emocionalmente durante as partidas e mesmo eu pedindo pra diminuirem esse tipo de brincadeira, o E só ficava cada vez mais nervoso com as percas e o F não consegue se comunicar de outra forma. Então eu deixo pra lá e sigo jogando como posso. Comecei a ser taxado de "emocionado" e "emotivo" nas entrelinhas.
Porém nesse periodo eu comecei a perceber que eles não me chamavam mais. Nao só pra jogar, o que seria totalmente compreensivel pra mim se eles quisessem subir mais rapidamente competitivamente, mas também para conversar discord. Várias e várias vezes eles estavam conversando e jogando e não me chamavam. Se eu entrava na sala do discord, automaticamente eu sentia o clima mudar para algo como "olha só quem chegou.". E assim que as partidas terminavam e eu ainda estava lá, eles enrolavam e criavam desculpas para não me chamar, mesmo eu nem solicitando participar das partidas, e saiam do discord. Quando havia mais colegas, eles conversavam e se eu falava algo eu acabava ignorado.
Não entro mais nas salas quando vejo eles online.

O GRANDE BOOM DA QUESTÃO
Nesses dias de isolamento social estou seguindo a risca, moro com minha mãe e desde que meus pais se separaram as coisas ficaram dificeis para nós. Se eu saisse e trouxesse algo para dentro de casa e ela ficasse doente eu me sentiria extremamente mal.
M me chamou para dormir na casa dela, já que não saio desde janeiro + isolamento social. Disse que não iria por enquanto por causa do isolamento.
Esse mês é aniversário do E, ele queria fazer uma festa pois acredita que o Covid é algo leve a não se preocupar e onde ele mora não soube de casos. Eu insisti que não queria colocar a vida da minha mãe em risco (além de não querer ser injusto com a M) e que não iria e ele se tornou extremamente ignorante, falando que eu não fosse então que ele não faria questão.
Deixei pra lá.
Depois minha mãe acabou que está furando a quarentena então eu decidi ir a festa com a M e dormir na casa dela por 2 dias depois e não sair mais denovo, só para agradar meus amigos e ir ver eles.
Alguns dias depois eu olhei discord e estavam E e F + alguns colegas nossos, totalizando uns 6 ou 7 pessoas na sala do discord conversando e jogando juntos.
Me senti um 0 a esquerda, alguém que não faria a diferença de estar ali ou não. Já que ninguém me chamou,
Então resolvi jogar um verde. Chamei o E e falei pra ele me avisar quando chegasse do trabalho para que jogassemos o modo novo que lançou num jogo em comum que jogamos.
Depois de 5 minutos ele me responde; "cheguei". Mesmo já estando no discord. Enquanto aguardava ele eu já jogava uma partida (duram em media 15, 20 minutos). Então ele decidiu jogar uma enquanto eu terminava a minha, a minha acabou rapido e fiquei 15 minutos esperando ele.
Assim que a partida dele acabou, os nossos colegas começaram uma juntos e ele reclamou que os meninos não chamaram ele.
Na minha frente.
Esperando ele por 15 minutos.
Então ele virou para mim e me chamou pra jogar. Neguei e disse que não era segunda opção e sai da sala.
F veio perguntar o que aconteceu, eu não queria conversar, mas ele acabou falando que se fosse pelo motivo de qual o E falou, eu estava fazendo tempestade em copo d'agua.
Acabei desabafando com a M e pedi para que ela não falasse para o E nem para o F, sendo que ela é uma pessoa que minha confiança é extrema.
Ela falou pro F.
Me senti extremamente triste, mas resolvi fingir demencia e acabei indo na festa e na casa da M.
Na festa o E ficou grudado comigo, rimos bastante. (em algum momento falando sobre games eles comentaram que jogaram com fulano esses dias, falei que conseguia ver todas as chamadas no discord, entao já sabia disso) e na casa da M, com a propriedade de 8 anos de convivência, senti que ela não queria que eu estivesse ali. Ela chamou 2 primas dela para passar o dia ali e eu acabei ficando de canto, mesmo tentando me enturmar. Não aguentei ficar 2 dias e acabei indo embora no outro dia.
Hoje, alguns dias depois, aguardando o E e o F pra jogar vi que eles estavam jogando com outros amigos e me deixaram de lado, mesmo eu tendo falado que iria esperar o E chegar em casa pra jogar. Dessa vez nao usaram discord.

Minha grande questão é:
Eu me senti muito mal com isso que ocorreu nos ultimos dias. A dor psiquica transpassou e eu senti um aperto no peito. A unica vez que senti uma tristeza e rejeição tão grande, foi quando tive minha primeira paixão e ela brincou comigo, já namorando outra pessoa. Quando minha depressão começou efetivamente. Nunca pensei que ia ter essa sensação no peito denovo. Amizades de quase 8 anos e me evitando.
Por um momento eu sinto que estou sofrendo algum tipo de manipulação ou gaslighting deles. Sendo feito de bobo, como se fosse bom me manter por perto pq eu sou idiota o suficiente pra atender as necessidades deles quando preciso. Outras que eu realmente estou sendo exagerado e que é tudo da minha cabeça.
Passei a tarde chorando hoje, por que são as unicas 3 pessoas que eu tenho realmente ativamente na minha vida. Tenho alguns amigos, mas nossas relação ainda não são tão bem cultivadas e nem temos coisas em comum para desfrutar (como os jogos por exemplo) e não sei o que fazer.
Se eu falar algo, vai ser "outro piti" para eles e logo as coisas voltam ao "normal".
Se eu ficar quieto e deixar isso rolando, meu sofrimento psiquico só vai aumentando.

Não sei o que fazer.
submitted by RajeshDePiri to desabafo [link] [comments]


2020.07.30 02:38 pop-sky-12 Relacionamento cinza

Tenho um relacionamento de quase quatro anos. Meu namorado sempre esteve em conflito em relação ao curso escolhido/carreira na faculdade. Como ele não parecia disposto a prestar vestibular de novo e nem fazia ideia do que queria, sempre o incentivei a terminar o curso atual. Ao meu ver, um diploma é melhor que nenhum diploma.
Só que essas crises foram piorando. Ele está no último ano, na cara do gol e eu não fazia mais ideia do que fazer para aguentar os surtos dele. Até que eu estourei com ele.
Disse que ele devia procurar um psicólogo, coisa que eu estava pedindo fazia meses. Depois que eu estourei, ele fez.
Esse não é o único episódio do nosso relacionamento onde eu "estourei". Mas percebi que ele só me ouve ou toma atitude quando eu já não aguento mais. E eu odeio ser levada ao limite da minha paciência, do meu emocional, para ele entender o que é necessário fazer.
Ele se lamenta de não ter sucesso (eu sinto que ele gostaria de ter atenção, ser algum tipo de estrela), é paranóico, sempre achando que as pessoas estão comentando sobre ele, fazendo graça da cara dele. Ele se afunda em algumas convicções por mais que tenham N pessoas ao redor dele que digam que não é assim, que as coisas tem jeito, que existem outras formas.... Ele só ignora e depois de meses percebe que é verdade. E não aprende e fica nesse ciclo infinitamente.
Acontece que eu estou cansada. Eu iniciei esse relacionamento por ter uma infinita admiração por ele, por me sentir atraída, por achá-lo justo, por ser bom para mim. Eu poderia tecer uma lista de qualidades.
Após ele procurar um psicólogo (um mês depois da pandemia), ele surtou em cima de mim quando eu disse que parecia que só eu tentava manter as nossas conversas engajadas, para nos manter próximos. Só eu o procurava, só eu procurava assunto, que eu estava cansada e queria que ele estivesse presente. Ele disse que eu não fazia ideia do que ele passava. Que eu não via os avanços dele. Que eu o julgava demais, que eu só cobrava, que ele não tinha apoio nenhum vindo de mim.
Isso porque eu virei noites com ele, incentivando-o a terminar os trabalhos da faculdade. Eu que sugeri que ele procurasse um psicólogo. Eu que sempre fui tão cuidadosa na escolha das palavras, estava sendo acusada de tudo. De ele se sentir deslocado, de se sentir estranho, do pai ausente na infância, de ele não fazer sucesso com as garotas, do bullying no ensino médio.
Algo dentro de mim murchou naquela hora. E eu não entendi esse sentimento até agora.
Dei uma afastada por umas duas semanas. Sempre respondendo ele, sempre dando bom dia, sempre desejando boa noite. Depois dessa respirada, me senti com saudades e voltei a me aproximar. Na véspera de uma consulta com a psicóloga, casualmente conversando, disse para ele falar com ela sobre a questão da maturidade.
E de novo ele surtou em cima de mim. E disse que não sabia o que eu queria dele, pois eu mudava o que eu queria a todo segundo.
E aí eu me senti murchar novamente. E faz uns três meses que me sinto assim.
Eu tive depressão. Fiz o meu melhor pra sair dela. Luto com unhas e dentes contra ela todo dia, pois não quero nunca mais voltar ao poço que eu estava. Então compreendo a parte da luta clínica. Eu só não compreendo porque ele desconta em mim.
Uma hora depois do último surto, ele se acalmou, se desculpou (como sempre fez). Mas mesmo 3 meses depois, eu ainda não me sinto a mesma de antes. A admiração parece que morreu. E revendo o nosso relacionamento inteiro, vejo agora as inúmeras vezes que eu tive que lidar com isso. Que tive que agir como se fosse uma mãe.
Eu só não sei o que pensar e o que concluir. Seguimos nos falando, mas da minha parte as coisas continuam nesse tom de cinza.
Falei com minhas amigas. E elas me falaram que raro é encontrar homem da nossa idade com alguma maturidade emocional. Uma delas inclusive terminou 3 relacionamentos pois todos eles chegaram nessa etapa onde ela parecia ter virado a mãe do cara.
Eu só queria outras opiniões. Não sei que conclusão tirar ou o que pensar direito. É isto.
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2020.07.28 05:48 leepz2019 Um "amor" que eu não entendi

Olá me chamo L. (H.28) e venho buscar opiniões pra poder entender oque está acontecendo. Há 4 anos atrás conheci uma moça denominada D. Moça bonita e jovem 15 anos, só queria curtir e zoar a vida, quando eu a conheci foi em casa, naquela época consumimos maconha e vivíamos chapados, ninguém queria nada com nada, eu recém terminado e ela também. Nos envolvemos e aconteceu, a gente ficou e deixamos claro que não queríamos nós apegar tanto, porém não foi isso que aconteceu. Porém eu vinha passando por problemas devido ao meu término recente e vi que estava ali só por estar mesmo. Comecei a pensar e fui me afundando numa depressão profunda e amarga, porém não quis demonstrar isso, eu gostava muito dela e sabia que na idade dela não tinha porque envolver-la em algo desse tipo, afinal queríamos curtir. Passando um tempo minha mãe sabendo da minha situação me chamou pra ir morar com ela no nordeste, sem chão e sem nada resolvi ir sem hesitar. Expliquei para a D. que teria que ir embora pois não tinha mesmo condições de me manter nas condições emocionais que eu estava. Ela entendeu e compreendeu, sempre fomos muito sinceros um com o outro. Fui embora de coração partido por deixar a cidade e pessoas muito importantes pra mim pra trás. Chegando lá não consegui me adaptar e cai em depressão profunda, o único motivo pra eu sair da cama era comer e fumar cannabis. Passado um tempo comecei a me sentir mais disposto, saia pra passear beira mar, dar uns pegas bem assim dizer, uma euforia total. Cheguei a mandar mensagem pra D. Já que tinha me afastado por conta da depressão, porém ela tinha voltado com o ex, segui em frente afinal oque mais me importava era se ela estava feliz ou não. Passado uns 2 meses entrei em uma crise psicótica devido ao uso de cannabis. Passei por avaliação psicológica e fui encaminhado pra uma clínica. Foram os piores dias da minha vida, porém aprendi muita coisa ali. Eu já não queria mais morar lá no nordeste então saindo da internação resolvi fazer uso de drogas denovo sabendo que assim minha mãe me mandaria de volta pra minha cidade aqui no sudeste. Voltei e continuei a usar contrariando todo o tratamento da doença (esquizofrenia) uma simples tendência nada que me tornasse incapacitado de lidar com a sociedade. Certas vezes cheguei a sair e esbarrar com ela pelas ruas, cruzamos olhares mais ela ainda estava com ele e eu pensava que ela estava feliz e não queria estragar isso. Passado um tempo me atacou outra crise e resumindo segui pra uma internação mais severa agora aqui no sudeste e parei com o uso de drogas pra não atacar crise de novo. Fiquei um ano focado em trabalhar e cuidar de mim se manter relação amorosa com ninguém, isso foi ano passado. Um amigo em comum que namora uma amiga dela me disse que esses dias elas estavam conversando sobre mim, que ela aparentemente estava tendo um mal relacionamento com o namorado dela e disse que ela nunca me esqueceu e que gostava de mim depois de todo aquele tempo. O amigo me disse pra mandar mensagem pra ela, passado alguns dias eu criei coragem e mandei um oi pra ela no wpp. Sem resposta eu pensei, ela deve estar se acertando com ele, melhor eu deixar quieto. Passado mais alguns dias respondi um storie do instagram, não passou muito ela me respondeu com um emoji, logo voltamos a nos falar cada vez mais e mais. Perguntei se ela tinha terminado e ela disse que sim, antes de agente voltar a se falar ainda. Numa sexta feira tomando uma cerveja ela me disse que ia dar com o irmão, eu sem muito o que fazer chamei ela pra tomar uma em casa onde nos conhecemos, e ela aceitou e veio pra minha casa, já com a intenção de ficarmos, pois havíamos conversado por mensagem. O reencontro foi algo muito especial pra mim, algo que eu não consigo explicar. Ela passava quase a semana em casa, e quando ia pra casa dela trocava-mos mensagem do amanhecer ao anoitecer, eu achava me sentia muito pressionado mas sentia que ela precisava disso pois ela havia mencionado que também tinha parado de usar drogas que ocasionaram em crises de Pânico ou ansiedade não sabemos ao certo pois ela não quis ir ao médico saber sobre. Ela vinha tendo crises com certa frequência e eu sempre ajudei como pude, quando estava longe eu tentava distrair-la, quando perto abraçava, conversava, contava algo engraçado até passar tudo. Com um mês pedi ela em namoro durante uma festa que fazíamos em casa, ela aceitou, ficou emocionada ao meu ver, pois havia relatado que ninguém nunca tinha feito aquilo com ela, pusemos as alianças e comemoramos aquele dia. Ela passava muito tempo em casa e eu e meu irmão estávamos desempregados no momento, logo conversamos que ela vinha um dia da semana pra casa e nos fins de semana pra não pesar pra ninguém como havia combinado com meu irmão, conversei com ela e foi sem problema mas sempre ela inventava algo como está tarde ou vai chover ou que se sentia bem em casa comigo, pois o pessoal de casa sempre gostou dela e tratou ela super bem, entao eu ficava sem jeito de pedir pra ela ir pra casa dela. Mas sempre expliquei pra ela que quando eu pudesse eu traria ela pra morar comigo aqui, ela sempre ajudou como podia, não tinha dinheiro pois não trabalhava e eu ainda estava sem serviço pois nosso negócio estava parado por conta da troca de estação. Passando algum tempo realizamos a venda de um imóvel rural, recebi um bom valor da minha parte e sempre combinamos que quando o negócio voltasse a rodar iríamos trabalhar pra fazer esse dinheiro render então decidi pegar o resto das coisas dela , até isso acontecer aproveitamos muito, bebemos muito e curtimos muito, sempre comprei coisas pra comer sem necessidade, porém comprei muita coisa necessária também como roupas pra nós dois, comprei maquiagem pra ela, escova progressiva pro cabelo, trocamos de celular, comemoramos aniversário fomos em festas antes dessa pandemia é claro, aos pouco vi ela ficar cada vez mais linda de que quando a conheci. No caminho dessa curtição sempre reparei nas atitudes dela comigo, principalmente quando bebia ela me desagradava com certas atitudes, eu ficava extremamente magoado com aquilo e sempre me abri com ela e expliquei que aquilo me magoava muito. Coisas como, você tá parecendo meu ex, amigos que dava em cima dela eram melhores que eu, ou em certa conversa expliquei pra ela que ela me devia respeito, pois sempre respeitei ela e fiz o que ela queria, ela nunca teve quem fizesse essas coisas por ela, então eu fiz tudo na melhor intenção e felicidade por fazer ela feliz, ela me disse que não tinha por que me respeitar. Nós não éramos mais namorado, ela já estava morando comigo há mais de 4 meses, éramos praticamente marido e mulher, claro que tinha que ter respeito um pelo outro poxa. Sempre tivemos biometria do celular um do outro como sinal de confiança mas nunca olhei seu celular, uma vez ou outra só quando queria saber oque tanto fazia ali, e ela fazia também quando eu dormia eu acho, pois não via ela mexendo, até aí normal, apesar dos apesares sempre nos demos muito bem e eu achava que éramos felizes. Mas de nesses últimos 2 meses, reparei que ela já não se divertia muito diretamente comigo, só quando não tinha mais ninguém mesmo, se tivesse algum parente dela ou meu bebendo com a gente ela era totalmente radiante e feliz. Se eu for parar pra contar tudo que eu reparei com certeza vai ficar muito maior esse texto.. Continuando, mais precisamente a umas 3 semanas fomos a um aniversário do cunhado dela que eu sempre vou considerar como se fosse da minha família, inclusive sou muito grato a ela por ter conhecido ele e também a minha cunhada que é namorada dele e irmã da D. Enfim fomos a festa e chegando lá estava a família do aniversariante a mãe e os irmãos que eu conhecia aliás, tem um deles especificamente denominado J. Que ela sempre me falou mal, dizia que quando ele estava com a namorada ele era c..são e dava ânsia cada vez que ouvia o nome dele, porem recentemente a parceira dele largou dele e foi embora do estado. Até aí tudo bem, ele foi super simpático comigo, porém notei ela muito simpática com ele. Naquela noite fiquei assando carne na garagem em baixo onde se encontrava a maioria do pessoal, e ela distante de mim, direto lá em cima conversando com os irmãos do cunhado e nada de me dar atenção, percebi mas nem falei nada pra não ficar um clima chato na festa e nem começar uma briga com ela. Festa acabando chamei ela pra ir embora que a irmã dela ia levar a gente, ela estava jogando futebol no game com os irmãos do cunhado dela, e não me deu ouvidos direito, disse que estava vendo alguém jogar, eu falei vamo que o carro tá ligado já, ela disse que já ia, desci e falei pra irmã dela chamar que ela não queria vir, a irmã subiu, logo ela desceu, ao sair do portão torceu o pé, estava bem embriagada, todos estávamos, durante o caminho veio dormindo e chegou em casa subiu as escada deitou na nossa cama e logo adormeceu. No domingo ela acordou com o pé super inchado me chamou e eu perguntei se ela queria ir ao hospital ela disse que não, depois disso no meio do dia meu sogro liga pra ela perguntando se não queria ir na casa dele, disse que era melhor não ir por casa do pé, ela não gostou então fomos mesmo assim, bebemos rimos muito aquele dia, tudo normal, chegando em casa cuidei dela devido a pé e ficamos de boa, estava tudo normal aparentemente, na segunda ela ficou o dia inteiro no quarto devido ao pé inchado, na terça disse que iria na irmã dela e que a mãe ia lá e queria passar o dia lá, normal pra mim, antes de sair meu irmão havia pedido pra ela separar algumas peças que foram vendidas, ela disse que faria assim que chegasse. Na sexta feira antes disso meu avô havia sofrido uma queda e bateu a cabeça forte, no sábado do aniversário ele havia passado mal da pressão e ido ao hospital, desde então eu já estava aflito com essa situação e ela nem pra perceber, foi mesmo assim pra casa da irmã, no meio do dia me manda uma mensagem dizendo que o pé inchou, perguntei pra onde tinha andado ela disse que tinha ido ao mercado de apé, já fiquei meio irritado, pois há algum tempo ela já não ajudava nas tarefas de casa direito, coisa que sempre fiz independente de estar trabalhando ou não, paras as obrigações fazia corpo mole, pra se divertir era a primeira a agitar, blz. Me mandou uma foto do pé inchado, logo em seguida falei "quero ver essa disposição aqui em casa" e mandei uma palminha sobre a foto. Meu avô havia ido ao médico e eu estava extremamente preocupado. Não conversamos o resto do dia, mais ao anoitecer ela chega em casa me dizendo que tinha que voltar lá na irmã pra cortar a franja, só olhei e não respondi, por tamanha indignação com as preocupações minhas comparadas com as dela, que já não se importava muito com o que eu sentia e afins. Depois daquele dia ela se fechou e não saia do quarto nem pra comer, e direto eu vinha ver como ela estava, quando ela não estava vendo algo no celular estava jogando com o J. quem ela sempre falou mal, e estava rindo com o cara, toda hora conversando, e comigo nada de conversa, ia dormir tarde conversando no wpp e jogando, rindo com os outros e eu nada, fui ficando extremamente magoado e nervoso com isso tudo, cheguei a ter batedeira e tremedeira de nervoso, sensação de desmaio, fraqueza, decidi então ocupar a cabeça com serviço, enquanto ela ficava no quarto isolada falando só com quem ela queria eu me distraia com outras coisas. Na sexta feira resolvi puxar assunto com ela no wpp, já que ela não saia de lá, logo ela me respondeu e conversamos, disse a ela que não dava pra continuar desse jeito e ela concordou, eu também disse que desconfiava que havia algo errado ( mais uma coisa de intuição ou pressentimento não sei explicar) , ela me disse que eu tava viajando já, um pouco também é pelo fato de ela colocar o celular debaixo do travesseiro antes de dormir, coisa que nunca aconteceu e eu achei estranho mas nem falei sobre isso, durante a conversa me disse que tinha uma bagunça dentro dela que a vida dela era um caos e não queria me envolver nisso tudo, que cansou de fingir que tava bem e precisava pensar na vida, que tinha que ficar um tempo sozinha pra ver oque ela tava fazendo da vida dela????? Como assim? Depois de tudo que passamos que "conquistamos" , tudo que curtiu , dizia que me amava e eu também dizia, aliás ainda amo, cadê aquele amor todo que tinha me dito que tinha? Que nunca me esqueceu? Que eu era a melhor coisa que tinha acontecido na vida dela? Que eu era o homem que ela pediu pra Deus? Que eu ninguém tratou ela como eu tratei? Passou mais um dia, enfim logo ela mudou de assunto e desceu ajudar minha cunhada com umas coisas de casa, foi até mim, disse que me amava, me deu um beijo, e disse que havia melhorado um pouco, mais a tarde eu ainda trabalhando perguntei a ela, e aí tá de boa? Ela me respondeu.. Sinceramente não tô não.. Disse a ela que a hora que eu subisse conversaria Ela perguntou se podia chorar, pois estava com uma vontade gritante fazia tempo Disse que sim, que as vezes tudo que precisa é desabafar e fazer isso mesmo Eu subi, cheguei no quarto e liguei a TV e coloquei algo pra tocar num volume mais ou menos, abracei ela bem forte deitado na cama, e senti ela chorando bem baixinho pra não perceber, ali eu me senti muito mal mas muito mesmo, porém a gente havia conversado e ela me disse que não foi nada que eu tivesse feito ou falado pra ela, do contrário, era coisa dela e ela não queria me envolver, enfim ela terminou de chorar veio até mim e nos beijamos intensamente, sentou no meu colo e continuou me beijando, cheguei a pensar que transariamos. Ela saiu de cima e estávamos conversando sobre nada específico que envolvesse nossos sentimentos, ela me perguntou se eu tinha entrado no jogo que sempre jogamos juntos pra coletar recompensas eu disse que não e pedi pra ela pegar meu celular pra eu poder fazer isso, entrei lá e logo o J. estava online e me chamou pra jogar, joguei com ele na boa pq já tinha combinado, e perguntei a ela se ela queria jogar, sem hesitar ela entrou com a gente, jogamos até altas horas e foi bem divertido. No dia seguinte estávamos conversando normal e tudo até que um amigo em comum avisou que teria um churrasco de aniversário na casa dele a noite e teria chamado também a irmã dela e o cunhado, logo encaminhei pra ela e ela disse que tinha combinado almoço na casa da mãe do cunhado dela onde reside o J., falei mais eu nem sabia que se tinha combinado isso, e outra dava pra ficar pra outro dia, já percebi que ela não gostou e parou de falar comigo, subi no quarto pra trazer comida pra ela pois ela não havia saído do quarto, cheguei ainda amoroso e disse comprei algo pra você comer, ela disse que não tava com fome e não olhou na minha cara, pensei poxa denovo isso..algum tempo depois entrei no quarto ela rindo e jogando denovo com o mesmo cara, enquanto eu resolvia as coisas pro aniversário e trabalhava. Pouco antes de me arrumar entrei no quarto a mesma situação, não me senti mal exatamente por ela estar jogando e rindo com ele, fiquei meio chateado por que ela me ignorava. Enfim varou a tarde jogando e tive que pedir pra ela se arrumar se não nós atrasariamos, fez cara e se arrumou, e seguiu seca e meio calada igual a semana inteira, fomos para a festa.. Chegando lá se divertiu e tirou foto com todo mundo menos comigo..depois de um tempo ela me disse que estava passando mal e queria ir embora, trouxe ela em casa que é perto e pedi pra ela comer algo quando chegasse pra não acordar passando mal com dor de cabeça Ali eu tomei a decisão de fazer como se fosse um dia em que eu pudesse extravasar, Bebi como se não houvesse o amanhã, fui até 10 horas da manhã bebendo.. chorei muito desabafei muito com a minha cunhada que sempre foi parceira e amiga em tudo, inclusive da D. Subi e descansei, não vi ela acordar e quando acordei ela estava no banheiro, desci e continuei bebendo e pensando em tudo. Fiquei o dia sem inteiro sem entrar no quarto..quando entro me deparo com ela mais uma vez jogando e rindo com o cara, depois disso comecei a tremer e sentir batedeira denovo. Conversei com alguém e fui tomar um banho pra acalmar. Funcionou, entrei no quarto e acho quel ela percebeu que eu saí nervoso logo ela saiu do jogo. Na segunda feira ela ia repetir o mesmo esquema da semana passada e ia me ignorar..passei o dia inteiro pensado sobre o que fazer e como fazer e decidi subir pra conversar. Cheguei no quarto ela estava com a toalha ao lado..perguntei se ela iria se banhar ela seca me disse "vou"... Disse que a hora que ela voltasse precisaríamos conversar.. Ela voltou do banho e sentou na cama e disse.. Vai solta a letra.. Já rebati..é assim mesmo que você fala? Tem certeza que quer começar uma conversa assim? Ela disse não,, foi mal diz aí oque se quer Perguntei eai? As coisas vai ficar assim mesmo? Se não quer falar comigo, só ri e conversa normal com os outros? Ela disse eu não tô falando com ninguém 🙄 Já parei a conversa e falei ... Ó assim não dá nao...faz um favor e só arruma outro lugar pra você ficar e pode ir embora.. Sem hesitar ela disse hoje mesmo eu faço isso! Me doeu muito ter que dizer aquilo.. Mas para ela foi como se já tivesse esperando.. Então me dirigi a porta e disse, me faz um último favor? Ela disse hum? Falei.. Isso que você fez comigo, não faz com o próximo não.. é feio e é muito errado... Ela balançou a cabeça e disse... Tá bom Desci e fiquei inquieto lá em baixo, minha vontade era subir e falar tudo que estava e estou sentindo agora.. Ela me pediu pra ajudar a encontrar as chaves da sua casa, subi e quando abri a porta ela estava sentada chorando muito...aquilo me partiu o coração, mesmo assim encontrei as chaves e entreguei a ela.. Sentei ao lado dela quieto e esperei pela carona dela.. Pouco antes de ir me pediu um abraço. Nós abraçamos e nos beijamos uma última vez e enfim ela foi embora.. No dia seguinte atualizou seu status pra solteira nas redes sociais e posta indiretas como coisas do tipo a dar entender que já está em outra e isso tem me magoado profundamente.. Eu tenho tanto ainda pra falar..mas estou digitando faz horas.. Fica aqui um desabafo +
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.25 04:25 YatoToshiro Ultradimension Games #5 - Mary Skelter: Nightmares


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Alice: Alice é membro das Blood Maidens. Nascida como uma Blood Maiden, Alice era capaz de matar Marchens com apenas as mãos nuas em tenra idade. Devido a essa habilidade e ao fato de seus olhos mudarem de cor quando ela é exposta ao sangue de Marchen, ela foi rotulada como um monstro e foi temida e abusada por seus colegas. Depois que Jack a protegeu de seus atormentadores, Alice formou um forte apego a ele. Quando Marchens atacou sua vila, Alice e Jack foram capturados e presos na área das ruas da cidade na cadeia.
Bom ela é a Protagonista do jogo então falar dela é spoiler.
Red Riding Hood Red Riding Hood é o primeiro e líder das Blood Maidens.
Ela é uma garota de sangue quente que corre pela prisão para cumprir sua missão, como demonstrado quando ela sai para salvar Alice. Devido ao seu comportamento ardente, porém imprudente, as pessoas ao seu redor às vezes entram em pânico.
Ela gosta de Jack por ter a coragem de enfrentar os habitantes de Jail e gosta de ter alguém para manipular.
Sua libido de sangue a inclina a usar algo sobre a cabeça. Ela se sente desconfortável com a ideia de que seu capuz seja rasgado ou arranhado e, se precisar removê-lo por razões como limpeza, sua frente confiante se deteriorará rapidamente.
Gretel: Uma jovem curiosa, mas o que não lhe interessa, encontra falta de emoção. Ela tem o hábito de falar sem visões morais.
Ela parece ter interesse em Jack, vendo-o como uma pessoa de boa índole. Por não ter bom senso, ela diz coisas que fazem até as Donzelas de Sangue se encolherem, mas ela parece bem com isso, e pode até gostar das reações deles.
Relacionamentos: Hansel: Hansel é seu irmão e o protetor de sua casa na área do dormitório. Embora ela não seja excessivamente expressiva do relacionamento deles, ela se sente genuinamente triste com a morte dele, a ponto de quase entrar no Blood Skelter.
Jack: Jack é um indivíduo incomumente gentil. Isso interessa a Gretel, pois ele relutou em lutar com Hansel com a revelação de seu relacionamento e a inteligência de Hansel. Ele também é um bom sujeito de teste sempre que ela tem uma poção ou experimento.
Alice: Enquanto Gretel vê Alice como uma camarada em "perceber o mundo com lógica" em oposição ao resto do "pensamento baseado em emoções" da Equipe Sangrenta, os dois frequentemente discutem, principalmente quando os valores de Gretel se chocam com o senso comum da sociedade.
Rapunzel: Rapunzel é frequentemente visto com algum tipo de comida, mas Gretel sempre parece seguir sempre que o primeiro tem doces de qualquer tipo. Gretel tem o hábito de encarar Rapunzel para forçá-la a comer doces.
Sleeping Beauty: A Sleeping Beauty é um membro das Blood Maidens, a irmã mais nova de Thumbelina e Snow White e aquele com o comportamento mais embaraçoso. Mais frequentemente, suas ações e comportamentos sem objetivo confundem Jack sem fim. Apesar disso, ela oferece a mão (e a extensão, os seios) a Jack quando ele precisa de ajuda. Ela raramente fala com palavras, freqüentemente balançando ou acenando com a cabeça em resposta ao que os outros dizem. No entanto, quando ela fala, sua voz soa sonolenta.
Snow White: É um membro das Blood Maidens e a irmã do meio de Thumbelina e Sleeping Beauty. Ela é uma pessoa gentil, tratando frequentemente as pessoas ao seu redor com a maior compaixão e cuidado. Ela fala com Jack - que geralmente está preocupado com as outras garotas - de uma maneira gentil e tenta ajudá-lo a realizar suas tarefas. No entanto, devido à sua natureza desajeitada, as coisas nem sempre correm como o planejado.
Por alguma razão, seja por sua falta de autoconfiança ou por causa e efeitos, ela tem medo de se olhar no espelho.
Thumbelina Thumbelina é membro das Blood Maidens e a irmã mais velha de Sleeping Beauty e Snow White. Ela se orgulha de ser a mais velha do grupo, muitas vezes sendo rigorosa com Jack e repreendendo-o. Mesmo nos momentos em que Jack realiza uma tarefa ou faz algo meritório, ela não pode elogiá-lo, o que faz com que ela pareça tímida às vezes.
Thumbelina pode ser melhor descrita como uma "tsundere", ou alguém que tende a se movimentar entre uma frente hostil e uma gentil, principalmente no que diz respeito a expressar qualquer tipo de sentimentos afetuosos.
Sua libido no sangue se manifesta como uma inclinação para se enroscar em um espaço pequeno por várias razões, do mal ao medo. Geralmente o primeiro, como sua personalidade tsundere resulta em ela ser incapaz de expressar seus sentimentos ou até mesmo colocar o pé na boca.
Relacionamentos Sleeping Beauty e Snow White: Como a mais velha das irmãs, Thumbelina se sente obrigada a mostrar seu melhor exemplo para que elas e todos os outros vejam.
Red Riding Hood: Embora a RRH possa ter a antiguidade como uma Blood Maiden do Amanhecer, Thumbelina se orgulha de ser a mais velha cronologicamente. Embora ela não se importe com a RRH por ser a irmã mais velha da Equipe de Sangue ou algo assim, ela não vai segurar a língua de alguém com antiguidade.
Jack: Como o único homem da equipe de sangue e um ativo valioso para evitar Blood Skelter, apesar de sua falta de capacidade de combate, Thumbelina tem alguns sentimentos confusos em relação a ter Jack por perto. A maior parte disso decorre de como Jack sempre parece entrar nas situações mais embaraçosas com as outras Donzelas de Sangue, embora ela fique particularmente irritada quando são suas irmãs que acabam nesse momento.
Rapunzel: Rapunzel é o membro mais jovem das Blood Maidens e é conhecida por suas longas tranças loiras. Ao encontrar Jack, ela assume que ele é a ração de emergência do grupo e passa a roê-lo. Apesar disso, Jack passa a cuidar dela e brincar com ela, fortalecendo ainda mais o vínculo deles.
O lugar favorito de Rapunzel para dormir é no peito da Bela Adormecida, com quem ela costuma ser vista dormindo.
Kaguya: Kaguya é um membro das Blood Maidens e é conhecida por sua atitude preguiçosa. Devido à sua personalidade letárgica, ela constantemente se esconde no quarto. Ela também monta um grande veículo chamado "Bamboo No.1" como um meio de se mover e lutar. Apesar disso, ela mal move seu próprio corpo e não luta até que suas demandas sejam atendidas.
Ela é magra por ser uma pessoa que não faz nada, mas suas roupas escondem uma figura significativamente dotada, para grande desgosto de garotas como Alice e Thumbelina.
Apesar de seu comportamento preguiçoso, ela pode - ou não - ter a capacidade de liberar o "Truant Seven Tools" de sua saia.
Sua imensa preguiça e fixação em tesouros é provavelmente o resultado de sua libido no sangue.
Jack: Jack é o principal protagonista de Mary Skelter: Nightmares. Ele é um Blood Youth, capaz de utilizar seu sangue para reverter os efeitos do sangue de Marchen nas Blood Maidens.
Jack é gentil, mas tímido, quase um capacho quando se trata de interações como as de Kaguya ou Thumbelina. Ele é propenso a crises de autodepreciação devido à sua falta de capacidade de contribuir para os esforços de Dawn. Há momentos em que ele se sente exasperado ou até um pouco irritado, principalmente quando se envolve em discussões entre as Donzelas de Sangue.
A libido de sangue de Jack se manifesta como um desejo de escalar lugares altos, o que no jogo se torna um desejo de subir a cadeia. Comparado com as outras Donzelas, essa Libido de Sangue não afeta abertamente a personalidade de Jack.
O comportamento prestativo e gentil de Jack permanece até como um pesadelo, embora isso seja parcialmente frustrado por sua aparência e seu discurso agora diminuído. Isso parece estar em desacordo com a sua natureza como um pesadelo, onde toda batalha é uma luta para Jack evitar atacar tudo. Enquanto as outras Donzelas de Sangue e personagens podem entender parcialmente seus murmúrios, apenas Otsuu parece ser capaz de entender o contexto completo do que Jack tenta dizer.
Jack parece ter se tornado um pouco confuso desde que se tornou um Pesadelo, ocasionalmente saindo da festa para pegar itens aleatórios, embora isso às vezes resulte em presentes que as Donzelas de Sangue desfrutam.
Relacionamentos: Alice: Após a infância e prisão em comum, Alice passou a ver Jack como mais ou menos o único motivo para continuar vivendo, quanto mais lutar por Dawn. Ela mostra uma tendência a se defender imediatamente quando os outros o atacam por várias ocorrências, exceto quando ela se envolve em uma discussão e Jack passa. Então ela insiste que Jack fique do lado dela da questão. Se Jack for ferido ou sequestrado, Alice será a primeira a ajudá-lo, para o bem e para o mal.
Red Riding Hood: Ela vê Jack como um irmão mais novo com algumas tripas sérias para desafiá-lo na Cadeia, embora ela acredite que ele tem o hábito de se meter em problemas.
Thumbelina: As relações de Thumbelina com Jack são um pouco complicadas, dado o grande número de vezes que ela testemunhou Jack no que pode ser descrito como eventos de "tarado sortudo" e sua propensão a (inadvertidamente) seduzir garotas. Ela admite que Jack tem seus momentos confiáveis.
Kaguya: Kaguya é inicialmente neutra para Jack, na melhor das hipóteses, dada sua falta de inclinação em relação a qualquer tipo de esforço ou interação social. Mais tarde, ele evolui (?) Para Kaguya vendo Jack como uma espécie de criado de plantão.
Gretel: Gretel vê Jack como um garoto extraordinariamente gentil, dada sua relutância em lutar contra Hansel. Ele também é um bom sujeito de teste sempre que ela tem uma hipótese ou poção para experimentar.
Rapunzel: Como a pessoa que alimenta seus doces, Rapunzel vê Jack como uma boa pessoa que lhe dá comida saborosa.
Hameln: Como a pessoa preciosa de sua "senhora" Alice, Hameln vê Jack como alguém que precisa de proteção.
Hameln: Hameln é impetuosa e barulhenta, referindo-se a si mesma como o Rei Demônio, embora seu insulto ocasionalmente atrapalhe suas palavras. Por alguma razão, ela se apega a Alice, chamando-a de "senhora" e cumprindo suas palavras com obediência gaguejante.
Hameln é mais ou menos um "personagem secreto", mas ela é obrigada a obter o True Ending para este jogo. Primeiro, Jack precisa fazer o Mary Gun Reverser, dando um motor hidráulico chique a Haru. Este evento está disponível apenas quando todas as Donzelas de Sangue baseadas no enredo tiverem sido recrutadas. Em seguida, o jogador deve ir a um ponto do evento que aparece na Área 3 das Ruas da Cidade. Isso leva à área da Caverna Subterrânea.
Ao entrar na caverna subterrânea, Hameln fica na entrada, sem vontade de sair do caminho. A festa percebe seus olhos rosados e tenta diplomacia, mas ela permanece calada e ataca. Depois de derrotá-la, Hameln não acredita na sua perda antes de se apresentar. Um breve argumento segue antes que Hameln se acalme rapidamente, depois responde às perguntas da festa dizendo que não há núcleos ou Pesadelos aqui. Gretel leva um momento para mexer com Hameln antes de ser parado por Alice. Hameln então declara que se tornará amiga de todos por uma questão de proteger Alice e se junta à festa.
_________________________________________________________ Curiosidades: Apesar disso ser OBVIO vou falar agora as referencias das personagens. Jack = João e o Pé de Feijão. Alice = Alice no País das Maravilhas Red Riding Hood = Chapeuzinho Vermelho Sleeping Beauty = Bela Dormecida Snow White = Branca de Neve Thumbelina = A Polegarzinha Gretel = Maria. No Brasil = João e Maria. Alemanha = Hansel und Gretel A versão Original de João e Maria.
Kaguya = Princesa Kaguya em Conto do Cortador de Bambu. Uma narrativa popular japonesa do século X,
Hameln = Hamelin (em alemão: Hameln) é uma cidade da Alemanha no estado de Baixa Saxônia (Niedersachsen), capital do distrito de Hamelin-Pyrmont. Hamelin é cortada pelo rio Weser e localiza-se na região de colinas (Weserbergland) muito procurada por turistas andarilhos e ciclistas
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2020.07.21 05:11 umvastayasolitario Nicegirl cara de pau e homofóbica

Ola lubisco, gatas, editores, convidado e defuntos de papelões que estão a ver este post Bom eu estava de boas no omegle( pra quem não sabe é tipo um chat da uol onde vc fala com pessoas aleatórias anonimamente) ele é um site bom pra conhecer pessoas e fazer novas amizades, mas, o problema é que tem muita gente que meio que transformou o omegle numa espécie de tinder muitos homens em grande parte estão lá querem só encontrar uma mulher pra falar put***** ou só pra trocar nude a mesma coisa vale pra muitas mulheres que estão lá site não foi feito pra isso eu particulamente é muito difícil achar alguém que queira conversar ou só jogar conversa fora porque sempre vem com "troco nudes", "bora trocar nudes? " em outros casos as pessoas querem ou sexo virtual ou ter alguém pra apagar o fogo no rabo fora do chat no caso na cama e eu ja vi muita gente que não ta nem ai se a pessoa tá namorando ou é casada sempre vem "não tenho ciúmes "ou "vamos fazer a 3" tipo dane-se oq vc e seu cônjuge sentem oq importa é a minha libido. Eu dei grande contexto só pra vcs verem o quão problematicas são muitas das pessoas lá eu infelizmente não tenho mais os prints desse meu chat com essa nice girl antes mesmo de eu poder rebater os xingamentos ela apertou esc e a pagina reiniciou mas eu vou colocar os diálogos aqui.
Eu:oi Ela:oi Eu:blz? Ela:vc é menino? Eu: sim eu sou Ela:hmmm Quantos anos? Eu:17 Ela:oq faz por aqui? Eu: só querendo bater um papo mesmo Ela:hmmm Eu tbm... Eu queria mandar nudes bora? Sou mulher Estou na seca Eu : Eu namoro Ela: da chifre nela Ela não vai saber Eu : é um homem Ela: pfv Bora? Eu: nossa carater vc não tem mesmo hein E vergonha na cara tbm não aparentemente Ela:não mesmo pelo menos eu não sou chifrudo que vque da pra traveco Seu bosta[ E depois apertou esc antes mesmo de eu rebater essa bomba de radiação.
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2020.07.16 16:26 fobygrassman ENCONTRE COROAS CASADAS HOJE

ENCONTRE COROAS CASADAS HOJE Conheça coroas, MILF's, e Mulheres Maduras brasileiras reais em menos de 2 horas, garantido!
Como Pegar Uma Coroa no Brasil Escrito por uma coroa verdadeira casadas
Quero namorar com uma coroa casada! Como eu namoro com uma coroa? Quais são os melhores sites de namoro de coroas? MILFs e coroas são a mesma coisa?
Não sei dizer quantas vezes já ouvi esta pergunta como especialista em namoro.
Originalmente minha resposta foi simples, pesquise no google sites de namoro de coroas e se compromete com um casal que você goste.
No entanto, há um grande problema com sites de namoro de coroas que afirmam ser focado em torno de mulheres maduras, MILFs, e coroas que estão buscando um homem mais jovem (referido como um "boytoy" ou "filhote".....
Eles não funcionam! E aqui estão 4 razões para isso: Não se preocupe, eu também lhe direi a melhor maneira de garantir um encontro com uma coroa casada ;)
  1. Não há coroas suficientes para dar conta Isto sobre isso, pumas são uma das categorias mais populares de pornografia. Em 2018 foi mostrado que "milf" foi a terceira coisa mais procurada em sites pornográficos. Cada jovem tem uma fantasia de mulher mais velha, mas quantas mulheres mais velhas você acha que estão assistindo a esses vídeos?
  2. A competição é grande! Para cada 1 coroa há 10-20 homens jovens tentando chamar sua atenção. Suas caixas de entrada estão cheias de mensagens não lidas. Minha tia é uma coroa autoproclamada, ela se inscreveu para um site de namoro de coroas uma vez, depois de obter +100 mensagens em seu primeiro dia ela nunca voltou. Então, se você é um cara jovem à procura de uma coroa você vai encontrar alguma competição séria. Pegando sua atenção é quase impossível e mesmo se você conseguir não há nenhuma garantia que ela vai estar interessada.
  3. Coroas não precisam do site Como eu mencionei antes, coroas são muito procuradas. Elas podem gritar pela janela e conseguir uma fila de caras. As coroas são mais propensas a namorar ou dormir com alguém que elas conhecem pessoalmente, elas são da antiga assim. Então, boa sorte competindo com o seu piscineiro, jardineiro, ou filho de amigos enquanto você é apenas um cara da internet
  4. Você precisa estar entre 24-29 para ter uma chance Já existe uma quantidade gigantesca de competição, mas a situação piora. Se você não está entre 24-29 você está em uma desvantagem séria. Uma pesquisa recente de coroas determinou que a idade ideal para um boytoy é 26 anos e a faixa etária média que elas poderiam até mesmo CONSIDERAR está entre 24-29. Há obviamente umas exceções mas são uma porcentagem pequena de um grupo já pequeno.
Disse a verdade sobre sites de encontros de coroas, mas provavelmente ainda está perguntando; OK, eu concordo que os sites de namoro de coroas são um desperdício de tempo, mas o que eu faço em vez disso?
Bem, você está com sorte porque há um pequeno truque muitas vezes negligenciado para aqueles que procuram coroas, sites de infidelidade! Isso mesmo, sites de traição são ótimos para encontrar coroas.
Estão aqui 6 razões porque os sites de traição ganham de sites de coroas para encontrar mulheres maduras:
  1. A grande maioria das mulheres lá são casadas, o que significa que a idade média é de cerca de 37-38 anos, a idade de coroa ideal!
  2. Você está competindo com caras mais velhos Esta é uma vantagem em tantas maneiras. Em primeiro lugar, você vai se destacar de todos os outros caras devido à sua juventude e condicionamento físico. Imagine uma coroa gostosa procurando através de homens perto dela e vendo foto após foto de caras velhos, fora de forma. Homens como seus maridos, que não as satisfazem.... Aí eles vêm através de seu perfil! Você é jovem, você está em forma (especialmente em comparação), e você está confiante. As chances de ela escrever a você é muito maior do que as chances de uma MILF se quer RESPONDER a você em um site de coroa.
  3. Elas não estão à procura de relacionamentos Elas estão em um site de traiçao de casado por isso está muito implícito que elas querem discrição e um relacionamento principalmente sexual. Isto significa que além da primeira ou segunda reunião você é basicamente o seu peguete.
  4. Você pode se destacar com uma foto de perfil! Em sites de traição a maioria dos usuários não tem uma imagem de perfil público de seu rosto. O que é típico é uma foto de corpo como seu retrato público do perfil e então fotos reveladoras em sua galeria privada. Podem compartilhar e revogar o acesso a esta galeria com sua própria discrição com quem quer que elas querem. Entretanto já que você provávelmente solteiro você pode criar um perfil com uma foto pública que inclua sua cara. Isso vai fazer você se destacar 100x vezes mais. As chances são que as mensagens virão antes mesmo de você precisar se apresentar.
  5. Elas etsão solitárias e insatisfeitas com seus maridos. Elas estão em site de infidelidade porque carece atenção de seus maridos. Normalmente, o marido começa a tratá-las como mãe/esposa e já não como um ser sexual. Esta é a sua oportunidade de dizer que elas ainda são sexy e ainda muito desejáveis e acredite que elas precisam/querem ouvir isso desesperadamente.
  6. Elas estão prontas para explorar sexualmente. Estas mulheres estão casadas há anos e o pouco sexo que têm com os seus maridos tornou-se mecânico e "baunilha". Elas estão prontos para apimentar as coisas e são maduras o suficiente para tentar novas experiências sexuais como: BDSM, ménage à trois, dominatrix, etc.
Ok, agora você provavelmente está pensando, "OK, você me convenceu de que os sites de infidelidade são 100x melhores para pegar coroas, mas como eu faço para realmente encontrar uma coroa?" Não se preocupe, siga estas 7 dicas e você vai aumentar drasticamente suas chances de encontrar uma coroa ou MILF em um site de casos.
7 Dicas Para Pegar Coroas Nota: algumas destas dicas são para o uso em sites de traição e algumas são dicas gerais
  1. Mencione a discrição no seu perfil e na sua primeira mensagem. Estas coroas são casados e estão à procura de parceiros casados porque isso garante que ambas as partes serão o mais discreto possível. Assumindo que você não é casado ou comprometido elas vão precisar de segurança de que você é discreto e confiável imediatamente. Considere escrever algo em seu perfil que diz:
"A discreção é muito importante para mim. Eu estou procurando somente parceiras discretas que são mutuamente respeitosas". 2. Mostra que não vai pôr em risco o seu casamento A outra preocupação que as coroas casadas que procuram homens têm é que você homens mais jovens são rápidos para se apaixonar e podem representar uma ameaça ao seu casamento no futuro. Elas não querem estar em uma posição onde você está exigindo que elas se divorciem de seu marido para que ambos possam estar juntos. Elas estão em sites de traição porque elas NÃO querem se divorciar. Assim o que eu recomendo é pôr algo assim no seu perfil e/ou primeira mensagem:
"Não olhando para mudar seu status ou meu, apenas olhando para ver se eu posso encontrar uma boa conexão com limites claramente definidos". 3. Você está disponível! Uma das coisas mais difíceis de se ter um caso é a disponibilidade. Se ambas as partes estão em relacionamentos é muito, muito difícil encontrar um momento em que AMBOS podem fugir de seus cônjuges sem levantar suspeitas. Mesmo quando você concorda sobre um tempo e um lugar, algo pode surgir e um de vocês pode não ser capaz de ir. A boa notícia é que você pode trabalhar em torno de sua programação. Este é um grande bônus então deixe que ela saiba disso! Ela pode nem mesmo perceber o quanto problema programação é se esta é a sua primeira vez traindo. Diga que já que você é solteiro você pode encontrá-la sempre e onde é melhor para ela.
  1. Mostre a ela que você respeita limites. Na verdade, diga a ela que você está ansioso para ouvi-los. Novamente, coroas casadas precisam de discrição e a melhor maneira de ser discreto é estabelecer limites. Pergunte a ela se há alguma regra de discrição que ela precise que você siga. Muitas vezes, são coisas como "não me escreva entre 18h e 23h", "use palavras em código para que se alguém ver as mensagens parecerão inocentes" etc. Tudo isso permite que ela saiba que você está falando sério sobre sua discrição.
  2. Elogie ela! As coroas estão em sites de infidelidade porque seus maridos não as tratam mais como mulheres atraentes e desejáveis. Se elas têm filhos, mesmo que sejam MILFs, é provável que seus maridos as vejam como mães mais do que amantes agora. Elas estão desesperadas por validação que ainda são sensuais e desejáveis e, vindo de um homem mais jovem, isso significa ainda mais!
  3. Acho que você é jovem demais para mim / não é jovem demais para mim? Espere que essa pergunta surja muito. Não se preocupe - este é um bom sinal! Se ela está dizendo / perguntando isso é porque ela está lhe dando a oportunidade de refutar. Se ela realmente se sentisse assim, não responderia a você. Mas agora você está em uma posição crítica; como você responde a isso determinará se você consegue um encontro / relacionamento. Lembre-se de que ela não está falando sério, está testando você. Prepare uma resposta bem pensada a isso com antecedência. Eu acho que este é um bom começo:
“Você realmente se sente assim ;)?” Esta é uma maneira divertida de ir direto ao ponto" "Eu realmente não vejo as coisas dessa maneira. Estou procurando por características como maturidade, confiança, discrição e abertura. Mulheres mais maduras têm mais desses traços e você é incrivelmente sexy." 7. Elas vão pensar que você é imaturo. Imediatamente elas assumirão que você é jovem, excitado e imaturo. Você precisa refutar isso imediatamente. Inicie suas mensagens o mais maduro e profissional possível. Releia suas mensagens e verifique se a ortografia e gramática são 100%. À medida que a conversa continua, você pode se tornar cada vez mais brincalhão, mas a primeira impressão dela precisa ser que você é maduro e inteligente, e não um garoto idiota.
Então aí está, minha opinião extensa e bem pesquisada sobre: Por que sites de coroa não funcionam Onde você pode encontrar coroas REAIS Como você pode maximizar suas chances de entrar em um relacionamento causal com uma coroa Se você leu este artigo e realmente implementar essas dicas, estará dez passos à frente da concorrência e estará no caminho de namorar coroas, MILFs e mulheres maduras.
Ah, e antes que eu esqueça, a pergunta "MILFs e coroas são a mesma coisa?"
A resposta é não. MILF: MILF significa ‘Mãe que eu gostaria de comer’ em inglês. São mulheres com filhos que você acha sexy, só isso.
Coroas (ou cougars em inglês): as coroas são mais velhas, atraentes, mulheres que estão "rondando" explicitamente por homens mais jovens!
O Brasil é um país de trair coroas casadas! Uma em cada dez mulheres casadas encontrou alguém mais de 10 anos mais novo! 8% das mulheres têm encontros casuais com homens muito mais jovens. A maior diferença de idade média entre coroas casadas e amantes é de cinco a dez anos 57% dos homens tiveram um caso com uma coroa casada O estudo constatou que oito por cento das mulheres casadas tiveram um caso com um homem mais jovem Mulheres maduras também são muito atraentes para homens casados. 61% dos homens casados ​​no Brasil têm um caso extraconjugal com uma mulher mais velha. 25% dos homens casados ​​namoraram uma mulher entre cinco e dez anos mais velha. O apetite sexual das mulheres aumenta com a idade, enquanto os homens tendem a atingir o pico em seus vinte e poucos anos. Isso poderia explicar a tendência crescente de coroas casadas em busca de homens. Casados ​​com homens podem ver um declínio escasso no desejo sexual e coroas casadas, eles estão ficando cada vez mais frustrados. Eles agora optam por conhecer um cara que é mais jovem, simplesmente porque sua libido é mais semelhante.
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2020.07.14 16:30 galoccego Relato de um ex-barman

ESSE RELATO NÃO É MEU, ENCONTREI NO FACE E COMO ACHEI MUITO INTERESSANTE DECIDI TRAZER PARA O REDDIT.
Relato da internet: Parte 1 Já trabalhei como barman e observando bastante a vida dos que estavam do outro lado do balcão, tudo o que já falaram é verdade.
Entradas para as mulheres são sempre cortesias. Os homens pagam caro. E não se enganem achando que as mulheres não pagam a entrada, quem paga são os homens. Se a entrada na noite custa R$ 30,00 pra um homem, a verdade é que é R$ 15,00 masc(a dele). e R$ 15,00 femin(de alguma menina que entrou "free"). Os donos de bares jamais levam prejuízos e nada é de graça. No bar que eu trabalhava, o dono fazia "descontos" para os amigos, e usava esse argumento.
Nos bares sempre tem as bebidas originais bem guardadas, que são destinadas aos Vips. Geralmente, os alfa$. Os ricos chegam, as bebidas de qualidade vão todos para eles, e pegam mulher com o rodo. Já os pobres coitados que não são ricos, consomem bebidas falsificadas e não pegam ninguém.
Nesses lugares, o que mais vi mandar em tudo é o dinheiro. Quanto mais rico o cara for, mais mulher ele consegue. E nunca vi um alfa físico sair ganhando de um rico. A ordem de prevalências pelo que já constatei é:
  1. Ricos.
  2. Caras que tem o shape massa.
O resto nem entra, porque gordos, magrelos, baixos, pobres, etc, só levam prejuízo na balada. Prejuízo financeiro e EMOCIONAL. Quando conseguem alguma coisa, é no final da noite com alguma feínha que foi rejeitada pelos alfas. Quando a balada está terminando, e aquelas meninas que foram rejeitadas pelos alfas estão voltando para casa chateadas com a vida, é onde os zé ninguéns conseguem alguém. A única chance para o cara mediano na balada conseguir alguma coisa, é no fim dela. Pois mesmo uma vilena numa balada se sente uma rainha, e despreza todo mundo, com um ego gigantesco. Elas fazem isso porque se acham dignas apenas dos alfas. Mas quando os alfas as dispensam e a rejeitam porque acharam outra mulher mais atraente, é um tiro bem no meio do ego dela, pois ela passou a festa inteira dispensando os medianos porque se achava digna apenas do alfa, e agora no final ela vai embora sozinha sem ninguém? Aqui é onde o emocional está fragilizado e onde o homem mediano terá mais chances de conseguir alguma coisa com uma menina mediana ou feia. As bonitas, esqueçam. Não tem nem como se você não for alfa.
Se a intenção é pegar mulher, se for ao puteiro gastará bem menos financeiramente, não terá desgaste emocional, e o risco de pegar DST é o mesmo da mulher baladeira. Se brincar, é até menor. Se não for rico, beberá bebidas falsas, terá prejuízo, e saíra com o emocional destruído de lá, achando que o problema do mundo não te aceitar e te enxergar é seu.
Já vi muitos clientes homens medianos, indo pagar sua conta cabisbaixo, sem graças, com dois ou três amigos tudo desanimado porque vão embora sozinhos dentro um carro. E outros fingindo que só foram na balada pra curtir, que embora não tenham pegado ninguém, se divertiram e etc. O que é mito.
E tem um monte de mulher que paga de santinha falando que vai só pra curtir e ver o Dj, ou porque gosta de tal banda e etc, mas vai só pra dar toco. Não gostam de transar, não gostam de beber, não gostam de nada, só de se sentirem poderosas. Até os alfas penam nas mãos dessas mulheres em baladas.
Em baladas, o único que ganha realmente é o dono da boate. Pois ele ganhou um lucro exorbitante nas bebidas que vendeu(porque TODAS as bebidas são compradas a preço de banana, se você paga R$ 250,00 numa garrafa de whisky, pode ter certeza que ela foi comprada por R$60,00 no máximo, e se for falso, R$ 20,00 ou 30,00). Para constatar isso do preço, é bem simples, vá um supermercado e olhe o preço da garrafa. Depois divida ele por 2. E compare com o preço que você pagou na boate. No bar que trabalhei, compravam latinhas de Antartica por R$ 1,45 no próprio supermercado, e revendiam a R$ 5,50. Quando compravamos direto da Ambev, havia longneck que pagamos 0,90c a unidade, e revendiamos a R$ 6,00 ou R$ 7,00. O dono sempre tem mulher no pé dele, e mulher top. Ele nunca fica "desamparado sexualmente". O status do cara de ser dono de uma boate, desbanca todos os alfas.
Na minha opinião boate é um prejuízo de todas as formas possíveis, exceto para o dono. Mesmo para os alfas e ricos, é um prejuízo tanto financeiro como emocional. Pois você continua pagando pra comer a menina e se desgatando emocional fingindo interesse, competindo com outros machos e etc., mas eles não ligam, né?
Parte 2 Baladas é tanto o puteiro para mulheres, como disseram, como também é armadilha para bobos. É bom mostrar os outros aspectos que prejudica o homem, não sendo só as mulheres, para que possam ficar alertas. Todos os panfletos, as propagandas, as pulseiras de camarote, os copos e bonés e outros brindes... Tudo isso é friamente pensado pelos organizadores da festa para vender uma ilusão enorme, de tal forma que faça o nerd jogador de minecraft sentir vontade de sair de casa e ir lá e gastar seu dinheiro achando que vai se dar bem, de fazer a mais alta piranha sonhar que vai encontrar o Eike Batista dela lá dentro. Observem bem na cidade de vocês como são as propagandas, se você esquecer seu bom senso um pouquinho, você vai cair no conto de que balada é o melhor lugar para ir e ser feliz.
Por trás dos autofalantes, dos graves, do neon, daquelas pessoas fingindo ser felizes, está um máquina pronta pra sugar seu dinheiro. A intenção é sempre pegar o dinheiro do homem. É por isso que eles também lotam de mulheres, quanto mais cheio de mulher um lugar estiver, mais homem disposto a perder tudo o que tem. Mulheres são as iscas, a massa de manobra, para juntar homens fracos emocionalmente e sugarem seu dinheiro. Em uma análise bronca, pode-se dizer que boate é uma das coisas mais anti-homem já criadas. Porque ela nunca prejudica as mulheres de fato, somente homens. Pois mesmo as mulheres sendo apenas iscas, elas ganham emocionalmente e ganham a chance de encontrar um bobo para ser provedor (e acreditem, tem muito playboy que assume uma bomba dessa).
E depois que o camarada entra lá dentro, ele vai ser vampirizado financeiramente o quando puder. A vampirização emocional é só a consequência de ser bobo. Eu mesmo comprava maços de Carlton por R$ 6,50, e vendia cada cigarro picado por R$ 2,00. Eu ganhava em torno de R$ 30,00 por maço, pois na boate não era permitido vender e fumar, mas o cigarro é um símbolo de status que todo mundo lá dentro quer, até quem não fuma quer fumar pra poder ser notado, e quem se aproveitar disso... Será que é errado? Não sei. Eu fazia. Sei que quando meus maços acabavam, os caras ficavam tão fissurados que saíam da boate, iam até os postos de combustíveis, compram cigarro e voltavam. Só pra poder senta na mesa fumando. E a mesma lógica vale também as drogas ilicitas (que eu não vendia, mas quem vendia ganhava uma puta grana).
O ambiente geralmente é tão baixo, que as pessoas que estão no camarote, com pulserinha e copo estilizados por exemplo, esnobam as pessoas que estão na pista. Mulher então? Elas faziam questão de mostrar que são apenas para os vips lá de cima. As mulheres quando sobem para os andares superiores, elas se sentem como verdadeiras deusas. E falo isso porque, eu trabalhei no bar de camarote, e minha função era apenas preparar coqueteis e servir bebidas, nada mais e também não abria nenhuma exceção pra favorzinho. E ouvia muitos sapos de mulheres dizendo que estudam medicina ou direito, que estavam acompanhadas de fulano de tal, que eu tinha que fazer o que eles mandavam... E eu nunca fazia. Só me restringia ao bar. Já tive que chamar segurança pra me defender porque os ricões, além de bobos, ainda queriam pagar de machões e iam lá tirar satisfação do porque não levei algo para a mesa deles etc, sendo que tinha garçom pra isso. Alias, os garçons... Pobres coitados! Eram o que mais sofriam. Raramente eu trabalhei com o mesmo garçom por mais de dois meses, eles não aguentam. Eles chegam na mesa e são ridicularizados, pelos homens que querem bancar os machoes e pelas mulheres que sentem poderosas. É realmente um trabalho de cão. A maioria dos garçons(e barmans) eram estudantes, caras feios, magros, precisavam de um dinheiro extra, e faziam esses bicos. E quando topavam de servir uma mesa cheio de caras ricos, mulheres bonitas e etc... Puts. Dava dó. Eram motivo de piadas. Você via nitidamente o emocional dos caras destruídos. Tinha que ter um emocional muito forte pra aguentar aquilo sem esmorecer. As mulheres sentiam um prazer enorme em ver outros caras pisando no pobre coitado que estava servindo elas, elas se sentiam, de verdade, deusas. Eu aposto que elas gozavam quando debochavam dos outros.
E, também, boate é um ambiente muito inseguro. Além das brigas constantes que sempre acontecem, quase dono nenhum gasta dinheiro investindo na segurança da infraestrutura, porque eles pensam que nunca vai acontecer nada na boate deles.
Parte3
Sobre DSTs, era prache eu ouvir comentários de fulanas e ciclanas que tinham herpes na xota. Com tempo você vai pegando amizade com alguns caras, seguranças, e as fofocas correm. Mulheres bonitas, que só frequentam camarote e só andam com os ricões e esnobavam todo mundo, tinham histórias muito cabulosas. Tinha menina que eles falavam pra não deixar ela nem fazer boquete porque senão o pau pegava carie. Meninas que todo matrixiano JAMAIS pensaria que fosse tão nojenta. E são essas meninas que vão se casar aos 30 anos com um bobo matrixiano que jamais vai saber do passado negro dela. Já vi alguns casais por aqui, um cara gente fina, que mal saia de casa, junto com uma menina que era verdadeiro carrapato de boate. E quando elas reconhecem a gente na rua, abaixam os olhos, ficam com medo da gente ser amigo do namorado dela e contar as coisas que viamos.
Mals o textão. Mas pra quem teve saco e quis ler, fica o relato. Se eu contar todas as histórias escabrosas que já vi e ouvi, do que a gente faz nas boates com as bebidas, enfim, é de doer os olhos. Mas tem gente que apanha e apanha e continua indo. Tenho amigos que diz que exagero muito, que eu sou revoltado e etc. Mas, as pessoas são como animais criados pro abate, são influenciados pela propaganda, sempre vão, se dão mal, passam mal, mas acordam no outro dia crente que o próximo final de semana será diferente. Enquanto isso vão só perdendo dinheiro e tempo.
Eu não recomendo o cara nem ir a um pub bem light. Embora não sejam um ambiente tão fútil e banal como é a boate, acontecem as mesmas coisas, mas apenas em menor escala e mais discretamente. Se a intenção é beber com os amigos, descontrair e relaxar, é melhor queimar uma carne em casa e comprar bebidas por conta, por exemplo. Pelo menos é minha opinião. Para conhecer mulheres: não faça isso, meu amigo. É tiro no pé.
Talvez alguém pense que essas coisas são exageros, mas é a minha conclusão da minha experiência pessoal enquanto fiz bicos de barman. E quando falo barman, esqueçam aquele esteriotipo de cara fortão, bonito que usa uma gravata borboleta no pescoço, na maioria dos casos é só gente normal fazendo bico. Esses "showmans" são outra parte da história que tem bastante privilégios por serem alfas. Eu não fazia parte dessa categoria. Pra eles as boates devem ser boas. Não era para mim porque eu sou um cara normal, e talvez por isso até pareça um butthurt. Mas é só um relato que espero que sirva de alerta. Hehe
Parte 4 Obrigado pelas boas vindas, pessoal!
Então... Sobre as histórias cabulosas, vou começar contando as profissionais. Claro que existe boates exceções assim como mulheres (será? ), mas... Enfim. Eu também não trabalhei em clubes de tão alto padrão assim, quando eu falo que era clubes pra quem tinha dinheiro, é porque as coisas eram muito caras. Mas, não é nada comparado a uma boate grande e famosa. hehe
Começando pelas bebidas, coisas que barmans geralmente são obrigados a fazer:
- A maioria das pessoas não bebem as cervejas completamente, pois elas esquentam rápido na mão, e sempre volta pro bar ou fica espalhado pelo lugar longnecks pela metade. No final da festa, alguns barmans despejam toda essa sobra de cerveja num balde, enfileira as longnecks e coloca funis nos gargalos, e sai enchendo elas tudo novamente. Depois colocam a tampinha e botam pra gelar. As cervejas, lógicamente, vão ficar chocas. Por isso só devem começar a servidas após 2h da manhã, por exemplo. Onde a maioria já se encontra bêbada e qualquer coisa que consumir está gostoso. Como os barmans, por cortesia, sempre abrem as longnecks para os clientes, eles nunca desconfiam das tampas frouxas. Não fiz muito isso, mas já trabalhei em um local e uma festa ao ar livre que fez. Não era prática diária comigo.
- Os sucos naturais, não são naturais. Muita gente pagava o preço por um coquetel feito com o suco da laranja exprimida na hora, mas tudo era somente suco de saquinho(tang ou o mais barato que tiver) batido no liquidificador. Ele fica consistente e espumoso como um suco da fruta. Restaurantes também fazem essa jogada. Um copo de suco "natural" de 200ml era R$ 4,50, por exemplo. O saquinho tang que fazia 1l no liquidificador era 1 e pouco.
- As tequilas sempre saíam em dose, e as garrafas sempre ficam com o barman. Reaproveitamos sempre a mesma garrafa, enchíamos ela um pouco menos da metade de whisky vagabundo ou falsificado, e completávamos com pinga vagabunda. Sacudiamos e vu a la! Tinhamos uma tequila ouro José Cuervo. Como a maioria das pessoas não conhece gosto de nada, pagam R$ 15,00 numa dose de 50ml que custou apenas, no máximo, R$ 5,00 pra fazer. E pior: muitos ainda elogiavam. xD
- Tinhamos um tónel, que se dizia vender cachaça artesanal. Cada dose de 50ml era R$ 6,00. Mas sabe o que tinha lá dentro? Pinga barata de R$ 3,00 o litro. Aquelas 51, 21, 31...
- Os whiskys que servíamos no bar, sempre eram tretas. Muitas vezes a gente fazia aquele lance de encher a garrafa de coca-cola com whisky barato e acoplar ela na boca de uma garrafa de Red Label e mandar o o whisky vagabundo pra lá. Essas geralmente são as que ficam penduradas no dosador de garrafa invertido. Numa festa com umas 3 ou 4 caixas de whisky, tinha no máximo 3 ou 4 garrafas realmente originais, guardadas para os magnatas.
- Quase sempre a gente recebia ordens pra marcar coisa a mais na comada do cliente, se ele parecesse que estivesse muito bêbado. Quando eles iam pagar, sempre ficavam muito putos com as meninas que trabalhavam no caixa, mas, então o gerente jogava aquela onda de que ele emprestou a comanda pra alguma mulher, que ele não lembra, se a coisa aperta muito já vinhas os seguranças intimidar, no final o cara sempre pagava. Não tinha jeito.
- As porções nunca jogavam fora. Já vi cozinheira tirando cinzas de cigarro de um resto de porção de batata e guardando as batatas pra usar com outra pessoa que comprava porção.
Tomem bastante cuidado, porque vocês nunca vão saber o que realmente estão consumindo. Isso não vale só pra boate, vale pra restaurante, lanchonete, casa da vó etc.
Também existia alguns esquemas de lavagem de dinheiro, eu não sabia muito sobre isso, só ouvia a respeito. Mas alguns eventos em fazendas particulares, reunia bastante magnata e alguns amigos afirmavam que rolava um esquema de lavar dinheiro tenebroso. E que muitas boates são usadas pra isso. Sobre isso não posso afirmar com certeza, isso foi só um boato que eu ouvia e acreditava, por tudo o que eu já presenciei lá.
Para atrair homens para festa, o promoter dava brindes, cortesias e até dinheiro pra algum grupo de meninas fazer volume na porta da boate. Já dava as instruções para elas irem super maquiadas, roupas curtas e ficarem bem visíveis. A panfletagem nas ruas e nas faculdades, era sempre feito por meninas bonitas e com roupas curtas. O próprio promoter que cuidava da casa, fazia uma propaganda ferrenha no Facebook. Pra cada 5 mulheres que ele marcava no post, ele marcava 1 homem, por exemplo. E pedia pras meninas confirmarem presença no evento divulgado no Facebook. Tudo isso pra dar a impressão que naquela festa tem mais mulher do que homem.
Parte 5 Então, o homem escravogina, solitário e carente, via aquele harém pela baguetala de R$ 30,00 o ingresso... Era casa cheia na certa. Uma vez lá dentro, o cara até parcela a consumação no cartão de crédito. A maior dificuldade é sempre fazer o homem entrar na boate, porque depois que está lá dentro, já era.
Um pouco do lado obscuro:
As mulheres nunca me cantaram no balcão com um real interesse em mim. Geralmente, aparecia uma mediana que estava de favor na festa, jogar um charme pra tentar descolar um drink de graça. Como eu não dava, saíam nervosas e davam chiliques. Mas alguns colegas davam, e só ganhavam um sorrisinho de volta e a menina nem voltava mais no bar, senão pra tentar pegar outro drink na faixa. Mas para meus colegas, aquele sorrisinho era sinônimo de um casamento. kkkkk
Elas sempre pediam para o acompanhante delas levantar e buscar bebida no bar, jamais ela ia sozinha ou ia junto com ele. E nesses momentos, esses prazos de 5 e 10 min, é onde ela flertava com muitos outros homens. O cara saia da mesa para buscar mais bebida para ela, e ela levava aquelas bulinadas do cafa de leve, pra elas era como se estivessem numa sauna greco-romana.
Banheiro de deficiente físico sempre foi usado como quarto de sexo. Isso era unânime em todas casas que trabalhei e eventos que fiz, era só jogar um "café" na mão do segurança, que o próprio segurança vigiava a porta pra não deixar ninguém interromper a trepada. Aqui era onde muito cara com físico bom e pouca grana, algumas vezes ganhava a noite. Ele não precisava de carro, nem de levar no motel, nem nada, torava a menina na lá no banheiro e só dava uma gorjeta pro segurança. Havia vezes que garotas de programas trabalhavam discretamente nos eventos, em parceria com os seguranças. Elas davam uma grana pra eles, e ela fazia o trabalho. A mesma menina, que nem parecia puta, ás vezes transava com 3 ou 4 cara na mesma noite, sem ninguém nem desconfiar que rolava uma fita dessa lá dentro. Mas como nada fica discreto pra sempre, começou querer haver CONCORRÊNCIA, outras meninas também queriam, e aí começou virar bagunça até que o dono deu um jeito de cortar ameaçando os seguranças de demissão.
Muita gente FINGIA ficar bêbada pra ter desculpas para fazer merda. Isso eu via muito, e a maioria sempre era mulheres. Elas subiam na mesa, faziam danças sensuais, ligavam para ex, pegava no pinto do caras, traiam os namorados, enfim, fingindo completamente que estavam bêbadas. Eu sabia que era fingimento, porque eu tinha um certo controle de quem bebia no bar, dava pra saber o quanto a pessoa consumiu e tinha menina que tomava duas cervejas e começava a fazer merdas, só pra ter um monte de cara endeusando elas e poder fazer uma putaria "sem culpa". E quem fica bêbado com duas cervejas? Mas tinha muito idiota que caía.
Certa vez, trabalhei em um evento que veio uma Dj que era da Espanha, senão me engano. Não lembro o nome, mas era uma menina baixinha com trejeitos de sapatão, cabelos raspados do lado e tranças onde tinha cabelo. Quem é mais ligado em música eletrônica deve saber o nome, eu não lembro. (Ela é aquele tipo de dj desconhecido no país onde mora, mas quando vem pro Brasil, faz sucesso, porque brasileiro é lambe-saco de gringo.) Eu sei que foi um evento que todo mundo quis ir, mas o lugar estava lotado, ingressos caros e etc. Havia uma menina que estava lá dentro, mas queria passar mais cinco amigas pra dentro da festa na faixa. O segurança não deixava. Até que uma delas ofereceu um boquete pra ele. Não foi nem o cara que pediu. A própria menina ofereceu. Obviamente, ele não recusou. Deram um jeito de ir pro estacionamento da fazenda e mandou ver. Entrou as cincos. Depois vi essa mesma menina beijando um playboy na mesma festa, o que me embrulhou o estômago. E com o tempo, ela foi ganhando fama de boqueteira entre os seguranças, então toda festa grande, os caras quase saiam no tapa pra decidir quem ia ficar na portaria, porque já sabiam que ela ia aparecer por ali. Afinal, ela não tinha grana e não tinha jeito de entrar, mas queria estar no meio dos playboys. E ela virou figurinha marcada mas depois sumiu. Um belo dia, num pubzinho, eu tava na porta conversando com os seguranças, ela me desce do carro de mãos dadas com um playboy. O segurança cumprimentou ela, e ela fingiu que não conhecia(sendo que ela tinha um passado negro com ele). Cumprimentou apenas o dono do pub e falou que agora estava noiva do fulano de tal. O cara tinha grana, a julgar pelo carro que ele tinha na época. E depois nunca mais víamos ela nas festa, e quando ia, ia acompanhada dele.
Que fique claro que não estou querendo criar ódio por boates, é só um relato do que vivenciei. O cara que quiser ir, não se prenda no que eu falo não, só fique atento. Hehe
Parte 6 Fico feliz em saber que tem alguma utilidade minhas observações. É impressionante o que você enxerga por trás das coisas somente observando. Nem precisa ser clarividente. hehe
Com o decorrer do tempo vou dando um up aqui com as histórias banais.
Mas acho que o mais importante que eu queria ter compartilhado com vocês a respeito das boates, era a questão de como fraudávamos bebidas. Porque isso é algo que prejudica a saúde dos consumidores a longo prazo, e além de pagar caro por algo que você nem sabe o que é. É algo que me arrependo de ter feito, embora fosse meu trabalho, então eu sempre tento alertar as pessoas que vão em boates para ficar espertas nesse sentido.
As histórias das perícias femininas são coisas bem baixas, praticamente histórias de filmes pornôs. Mas nada diferente do que acontece fora da boate, também.
Eu achava mais interessante o comportamento masculino do que o feminino, e aprendi muito observando caras que estavam caídos, usando a tal lógica reversa. Por exemplo, nas festas acontecem muitas frustrações, e na minha condição de barman, muitas vezes acabávamos fazendo um papel de ouvinte e psicólogo. Muitos homens bebem para amenizar as dores, e quando encontram alguém para ouvir os problemas deles, os caras desabam. Geralmente, esse alguém é o barman, o garçom... Ninguém do outro lado do balcão, nem os próprios amigos do cara, o acolhem nesse momento. E aqui vivenciei muitas situações constrangedoras, de caras enormes de tamanho, chorando feitos beberrões na minha frente. Era engraçado, porque eu sou um cara pequeno e mais duro emocionalmente do que eles(que em teoria, pareciam ser os caras mais frios do mundo) . hehe
Eu não podia fazer muita coisa a não ser ouvir e guardar aquelas histórias como experiências. Eu praticamente nunca consegui ajudar nenhum cliente. Todos eles queriam ouvir que a esposa era exceção, que mesmo traídos deveriam dar segunda chance, que ele era o errado da história, etc. Nenhum aceitava qualquer ponto de vista diferente em que a sua companheira fosse uma pessoa ruim. E ás vezes, discutiam comigo defendendo a esposa após eu aplicar pequenas injeções de real. Mas com tempo percebi que era inútil tentar salvar alguém, porque existe homens que se acomodaram a viver numa lama emocional que tem até medo de sair dali. Eu no máximo consegui algumas amizades, que me ajudaram depois a arranjar outro emprego melhor, mas, os caras infelizmente vivem a mesma vida que levavam, com migalhas emocionais, dores profundas e um depressão que eles tentam abafar com bebida, gerando lucro pra alguém que se aproveita da fraqueza emocional desses mesmo caras.
Acho que se o cara assimilou bem a real, é esperto, tem uma grana pra gastar que não vai fazer falta, tem problema nenhuma ir em boate. O único problema que vi mesmo é o cara pobre que se endivida achando que vai ter sexo fácil ou o ingenuo que vai achando que vai encontrara mulher da vida dele lá.
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